Insetos geneticamente modificados podem ajudar agricultura brasileira

Insetos geneticamente modificados podem ajudar agricultura brasileira

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Coloque areia no vaso das plantas, guarde as garrafas de cabeça para baixo e jogue fora a água acumulada nos pneus velhos. Você, que nem guarda pneu em casa, sabe que essas medidas são importantes para combater oAedes aegypti, inseto transmissor do vírus da dengue. As dicas já são tão típicas do verão quanto suor e carnaval, mas as epidemias prosseguem. Em 2011, mais de 700 mil casos da doença foram notificados no Brasil. Será que não tem um jeito mais moderno de detonar essa praga? Ainda não, mas a ciência está tentando resolver esse problema, com mosquitos de DNA inglês e sotaque baiano.
A experiência pioneira está sendo realizada pela Moscamed, fábrica de insetos transgênicos em Juazeiro, na Bahia, quase Pernambuco. Desde maio do ano passado, ela fabricou e libertou em 4 pequenas regiões mais de 10 milhões de Aedes. Soltos e solteiros, eles competem com os machos selvagens pelas fêmeas. Esses pais criados em laboratório transferem um gene fatal para a prole, que morre no estágio de larva (ver a ilustração). Com o tempo, a população do inseto diminui e pode até desaparecer. E, sem ele, adeus dengue.

Esse método foi desenvolvido em parceria por cientistas brasileiros e ingleses — que criaram o mosquito transgênico. E até agora está dando certo. Em maio, a equipe da Moscamed constatou que a população do Aedes na área de experiência já é 75% menor do que nas áreas de controle. Analisando as larvas, os cientistas notaram que 89% delas são fluorescentes — outra mutação do inseto transgênico, criada para ser um teste de paternidade automático. “O resultado é bem promissor”, diz a bióloga da USP Margareth Capurro-Guimarães, uma das envolvidas no projeto.

Fonte: Revista Galileu

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