Conheça estratégias de camuflagem de animais da Amazônia

Conheça estratégias de camuflagem de animais da Amazônia

Existe uma lei universal na natureza que dita que ‘se você não come, pode se comido’. Os animais utilizam diversos métodos para não virarem refeição de predadores. O subterfúgio mais comum é a camuflagem. A estratégia evolutiva é elaborada e surgiu, possivelmente, em resposta à interação com outros organismos, a chamada coevolução. Se um animal era frequentemente predado por outro, com o passar do tempo a presa foi se tornado mais difícil de ser encontrada.

No mecanismo evolutivo chamado camuflagem, os animais que se beneficiam dele foram se modificando, tanto na forma do corpo quanto no comportamento para ficarem quase invisíveis no ambiente. A estratégia foi tão eficiente que, atualmente, podemos observar tanto presas quanto predadores usando a camuflagem. O Museu da Amazônia (Musa) publicou no site uma série sobre o assunto.

Os bichos-pau apresentam o formato do corpo alongado e a coloração variando de verde a marrom. Quando em repouso posicionam as duas primeiras pernas para frente e, quando em movimento, caminham se balançando lentamente como se o vento estivesse criando o movimento. Neste grupo de insetos a evolução atuou tanto no corpo, para que eles se camuflassem em meio aos galhos, como no comportamento, para que em movimento, parecesse um galho sendo soprado pelo vento. A camuflagem também auxilia os bichos-pau durante a alimentação, já que estes podem devorar os brotos de flores e folhas enquanto estão completamente invisíveis para os seus predadores.

 

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Nas fotos vemos a camuflagem dos louva-a-deus de duas formas. Na primeira, a espécie Acanthops falcata se camufla como se fosse uma folha morta, diferente da espécie Choeradodis rhomboidea que se assemelha a uma folha verde, ainda viva.

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Os insetos desta ordem estão entre os mais conhecidos e apresentam a camuflagem bastante desenvolvida, assim como outros mecanismos de defesa, como o mimetismo e cores de advertência. Grilos, gafanhotos e esperanças variam desde herbívoros comedores de folhas e brotos até predadores de insetos menores e desta forma a camuflagem auxilia a se manterem escondidos enquanto se alimentam, ou enquanto esperam uma presa.
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