Pós-Páscoa: o banquete das pragas

Pós-Páscoa: o banquete das pragas

Um ovo, dois ovos, três ovos assim: a Páscoa se foi e o que sobra é um armário cheio de chocolates. De variadas cores, sabores, tamanhos, todos eles deixando espalhar o cheiro doce que preenchia a cozinha. Dava para sentir de longe. Alguns fechados, outros tantos abertos, devorados pela metade, mordidos na ponta, desmontados como pecinhas de quebra-cabeça. Um verdadeiro banquete para baratas, formigas e roedores.

Foi assim que o Exterminador encontrou as casas dos clientes. E enquanto eles falavam com lascas de chocolate entre os dentes, podia-se ver as baratas se reunindo e correndo pelos cantos. Elas já descobriram o pote de ouro, o ataque era iminente. A dedetização acabaria com o problema, certamente. Mas tanto chocolate tão lindamente embrulhado em papéis multicoloridos mereciam um destino melhor do que a mira de pragas urbanas.

O Exterminador então não teve dúvidas. Certa vez, visitando um cliente que guardara nada menos que 30 ovos de chocolate, foi direito:

– Querido cliente, hoje farei um serviço dia especial. Por isso, antes da dedetização, precisamos fazer algo.

– É mesmo? E o que é?
– Devorar todo esse chocolate.

É assim que se une o útil ao agradável.

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