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O cliente se viu diante de em um mistério sem solução: morava sozinho e não sofria de sonambulismo. No entanto, o Queijo Minas que guardava na cozinha desaparecia todas as noites. Havia uma praga envolvida no crime, tinha certeza. Mas o fato curioso é que dentre uma variedade gigantesca de iguarias e doces e restos de comida escondidos nos cantos dos balcões, somente o Queijo Minas era vítima do animal guloso. Era uma criatura, no mínimo, bastante seletiva, pensou Agostinho.
Desconfiado, o Exterminador, chamado para resolver o caso, logo apontou algum roedor entusiasta de queijos como culpado. Propôs um experimento: deixar à vista vários tipos de queijo junto a uma armadilha para capturar o ladrãozinho. E assim fizeram, depois esperaram pelo dia seguinte.
Assim que a manhã chegou, entraram na cozinha sem fazer barulho. Tudo quieto. Quando alcançaram o balcão onde as iscas estavam, viram a cena que desvendou o grande mistério: preso ao adesivo da armadilha, havia um pequeno roedor. As patinhas estavam cheias de pedaços do Queijo Minas e a cabecinha peluda coberta por um chapeuzinho de palha que lhe denunciava a origem.

O Exterminador não conteve o riso:

– Um legítimo camundongo mineiro.

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