Descoberta desenvolvida no Brasil pode representar o fim da dengue

Descoberta desenvolvida no Brasil pode representar o fim da dengue

Em reportagem publicada na edição dessa semana a revista Veja fala sobre uma conquista importante no combate ao mosquito da dengue. O melhor de tudo: essa descoberta tem uma tecnologia desenvolvida no Brasil.

A cidade de Juazeiro, no norte da Bahia, é a sede de um laboratório responsável pela produção em grande escala do mosquito transgênico. Sim, você não leu errado: estão produzindo mosquitos geneticamente modificados em laboratório, ideia de cientistas ingleses. O motivo? Combater a dengue de igual para igual.

Toda semana o laboratório baiano produz um milhão de Aedes aegypti transgênicos para ajudar no combate à doença que ainda preocupa o Brasil. O exército de mosquitos machos recebe um gene que interfere no metabolismo da larva, impedindo que ela sobreviva. Ao copular com a fêmea (que é a transmissora da dengue), o Aedes modificado – batizado de OX513A – passa seus genes letais às larvas, evitando assim a proliferação do mosquito.

A ideia que parece coisa de filme de ficção científica tem funcionado. De acordo com a reportagem da revista Veja em dois bairros de Juazeiro houve uma redução de 93% no número de mosquitos da dengue. Agora a descoberta entra em fase de testes maiores: até o fim do ano serão soltos na cidade baiana de Jacobina quatro milhões de mosquitos por semana. A expectativa dos pesquisadores é atingir altos índices de redução como o percebido no bairro Pedra Branca, que alcançou 92%. Se esse resultado for conquistado o Ministério da Saúde poderá usar o método como uma forma oficial de combate à dengue em todo o país.

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