Com temporada de chuva, Prefeitura de BH monitora praga em fícus

Com temporada de chuva, Prefeitura de BH monitora praga em fícus

G1 – Por causa da volta do período úmido e de chuva, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) reiniciou o monitoramento dos fícus que sofreram com a infestação de moscas brancas. De acordo com a gerente de Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Márcia Mourão Parreira Vital, é perceptível o retorno da praga.

Márcia disse que as larvas podem ser vistas nas folhagens dos fícus localizados nas avenidas Bernardo Monteiro, Barbacena e no entorno da Igreja da Boa Viagem. Uma vistoria é feita a cada 15 dias, segundo ela, para acompanhar a situação.

Os monitoramentos apontaram o surgimento de galhos ressecados, que trincam e geram risco de queda. Foram feitas podas para se evitar acidentes em cima de pessoas e veículos. Uma adubação especial também é feita visando fortalecer a árvore.

Ainda segundo a gestora, quando os ovos das larvas eclodirem, o combate às moscas também será recomeçado. Todos os endereços ficam na Região Centro-Sul da capital mineira.

E a preocupação da prefeitura tem fundamento. Trinta e oito árvores morreram por causa do ataque dos insetos: 20 na Bernardo Monteiro, 17 na Barbacena e uma na Boa Viagem. Ao todo, eram 51 espécies na região hospitalar, 44 na Barbacena e seis ao lado da igreja.

Márcia explicou que as moscas brancas sugam a seiva dos fícus, o que causa o ressecamento das folhagens e dos galhos, o que faz com que haja risco de queda. No ano passado, todos os fícus da Bernardo Monteiro e da Barbacena foram atacados.

Reuniões

Representantes do “Movimento Fica Fícus”, dos empresários, dos feirantes, da PBH e do Ministério Público Estadual (MPE) estão discutindo um conjunto de diretrizes para conduzir a reconstrução e a revitalização da paisagem, com árvores de grande porte.

A discussão é para saber como reconquistar a antiga condição de ambiência do local, garantindo a importância histórica, cultural, paisagística e ambiental.
Márcia ressalta que o tombamento foi da ambiência e não das árvores. “As mortes causaram uma paisagem degradante, mas o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte dará a palavra final”, explicou Márcia com relação ao futuro dos locais.

Ela disse que ainda não sabe se as árvores mortas serão substituídas por outra espécie ou pela mesma. Quatro reuniões já foram realizadas e a próxima deve ser feita no dia 18 de dezembro.

Ainda conforme a gestora, nas espécies ressecadas ainda há possibilidade de rebrotagem em algumas delas. Com relação à possível retirada das árvores mortas, os galhos não serão reaproveitados e o destino da madeira dos troncos ainda está em discussão.

No que diz respeito ao estado de emergência, Márcia falou que foi obrigatório decretá-lo para que os produtos fossem aplicados, além de facilitar a agilidade na execução de outras providências, como a compra dos produtos, por exemplo.

Tratamento

Para combater a praga, a PBH realizou várias pesquisas. O trabalho foi pioneiro e contou com apoio e a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), porque as árvores estão em ambiente urbano.

A infestação foi combatida com dois produtos: óleo de nim, originário de Índia e que ataca o sistema reprodução da mosca; e uma espécie de fungo patogênico, que mata os insetos.
Placas amarelas com cola adesiva, usadas na agricultura, também foram usadas. Na prática, os insetos ficam presos na cola.

Fonte: G1

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