Moscas podem ser usadas no tratamento de doenças

Já sabemos que a cada 17 pessoas que morrem no mundo, 1 delas tiveram os insetos como responsáveis pelo óbito. Dentre eles, as moscas estão entre os que mais preocupam as autoridades sanitárias e de saúde no mundo.
Isso, porque elas têm a capacidade de transmitir diversas bactérias a seres humanos e podem “contribuir significativamente para (a proliferação de) doenças em comunidades pobres onde as condições sanitárias são limitadas”, explicou à BBC, o professor David Conway, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.
As moscas são insetos que se alimentam constantemente, comem de tudo, inclusive fezes de outros animais. No entanto, este comportamento não causa mal a estes insetos, como causaria aos seres humanos. Foi este o motivo que levou os pesquisadores a descobrirem qual processo as moscas realizam para que as bactérias não as prejudiquem e como poderiam se utilizar destes processos para benefício humano.
Eles sequenciaram os genomas de seis moscas fêmeas comuns e os compararam com o da mosca da fruta, a Drosophila melanogaster, para identificar que partes do DNA são exclusivos da mosca comum e poderiam ser estudados mais a fundo.
A equipe descobriu que a mosca comum tinha muito mais genes imunes do que a drosófila. E esses genes eram também bem mais diversificados – possivelmente para oferecer ao inseto proteção contra os diversos patógenos que ele carrega.
Uma equipe da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, procurou saber o motivo pelo qual as moscas são imunes aos organismos causadores de doenças como bactérias, vírus e fungos a que são expostos. Ao detalharem os genes que imunizam estes insetos à estes patógenos
Os cientistas também descobriram o código genético que ajuda a mosca a dissolver dejetos, como fezes.
“Informações a respeito desses genes podem nos ajudar a processar dejetos humanos e a melhorar o meio ambiente”, disseram o cientista Jeff Scott e seus colegas ao periódico Genome Biology.
As moscas são insetos que conseguem percorrer grandes distâncias e frequentam ambientes repletos de bactérias, como lixões, carcaças de animais, etc. Pouco tempo depois, as mesmas moscas podem pousar sobre os alimentos que consumimos e ainda sobre nosso corpo. E quando pousam, estas moscas podem, além de contaminar com as impurezas que carregam em suas patas, ainda eliminar seus próprios dejetos.
Outros perigos
Apesar das moscas serem responsáveis por várias doenças, o inseto que mata mais pessoas, e também é considerado o animal mais perigoso do mundo, é o mosquito. Ele é responsável pela transmissão de doenças como dengue,  febre amarela, malária, etc.
A propósito, a malária é a doença que provoca mais vítimas. Serão mais de 214 milhões de casos registrados neste ano, destes, mais de 472 mil não sobreviverão à doença, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado na semana passada (10/07/2015).
 
Com informações de BBC Saúde

Os perigos da automedicação em casos de dengue

Começa com uma indisposição do corpo, uma dor de cabeça chata e uma febre que surge de repente. “É gripe!”, pensaria a maior parte das pessoas motivadas à automedicação. E lá vai o doente pra farmácia, com um autodiagnóstico, buscar alívio para seus males. É aí que muita gente acaba se prejudicando quando o que parece uma simples gripe não é apenas isso.
A dengue é uma doença séria, mas seus sintomas tão semelhantes aos de uma gripe forte deixam muita gente em dúvida sobre o diagnóstico. E aí em vez de correr pro médico a pessoa recorre à farmácia pra aliviar. Mal sabe ela que pode estar mascarando os sintomas ou até mesmo agravando o caso.

remediosDe acordo com o site de notícias G1, o aumento dos casos de dengue no estado de São Paulo fez subir em 80% a busca por analgésicos e antitérmicos em uma farmácia na cidade paulista de Jundiaí. O problema é que o que era pra curar uma simples gripe, pode acabar piorando uma dengue. Você sabia que no caso da doença transmitido pelo Aedes aegypti alguns remédios podem levar à morte? Os anti-inflamatórios são um exemplo disso: AAS, Aspirina, Diclofenaco e o famoso Dorflex são alguns que devem ser evitados em pacientes com dengue, de acordo com os médicos. Para amenizar os sintomas só dipirona e paracetamol sem abusos (o intervalo mínimo entre cada dose deve ser de 6h), em um tratamento recomendado e acompanhado por profissionais de saúde competentes. Na dúvida, não vá à farmácia! Vá ao médico!