Arte com pragas

Já falamos aqui no blog do trabalho de Damien Hirst e Vadim Zaritsky usando insetos em suas obras de arte. A prática está se tornando comum – e ficando cada vez mais aprimorada. No post de hoje o assunto é o “Pheromone”, de Christopher Marley. Usando espécies de insetos bem coloridas e de vários tamanhos, o artista cria mandalas e quadros que encantam o olhar. Veja abaixo algumas de suas obras:1 libelulas mandala mosaico prisma_borboletas
Para ver essas e outras imagens em alta resolução acesse o site do artista.

Criatividade sem limites: as mandalas de insetos

Ele é polêmico e graças a isso carrega o título de artista com obras mais bem pagas em vida. Mas por trás de todo o rebuliço gerado por seu trabalho, Damien Hirst demonstra uma criatividade ímpar. E ele não a economizou para criar essa mandala de insetos.

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Apesar de não ser novidade o uso de insetos em obras de arte, a mandala do artista inglês tem suas particularidades. Batizada de “Capaneus”, a obra é parte da série “Entomology” (tradução livre: entomologia, área da Zoologia responsável pelo estudo dos insetos), a qual Hirst se dedica desde 2009. Na mandala centenas de insetos foram posicionados em formas geométricas e fixados com pintura doméstica brilhante das mais variadas cores, formando o quadro de 1,52 x 1,21 metros.
Em seu site Damien Hirst fala do seu fascínio com a história natural, o que pode ser percebido em vários de seus trabalhos. Há uma instalação em que o artista inglês usa larvas e moscas sobre a cabeça de uma vaca cortada em uma caixa de vidro. Outra obra polêmica de Hirst tem uma vaca e um touro mortos flutuando em formol. Acredite ou não alguém pagou caro por esses e outros trabalhos de Damien Hirst, o que contribui para sua fortuna de R$364 milhões – toda conquistada com a venda de suas obras de arte.
Outras informações sobre a mandala de insetos e imagens detalhadas da obra podem ser vistas no site do artista.
Com informações do Metamorfose Digital
 

Artista polêmico cria mandalas com centenas de insetos mortos


Damien Hirst é conhecido por ser um dos artistas mais polêmicos do nosso tempo, responsável por obras sempre rodeadas de grande polêmica mais ou menos premeditada e com grande seguimento da mídia. Seu mais recente trabalho só contribui para sua reputação: em Capaneus, parte da série “Entomology” que Hirst trabalha desde 2009, apresenta centenas de espécies de insetos colocados em intrincadas formas geométricas e fixados com pintura doméstica brilhante.
Considerando-se que muitas pessoas acham insetos, aranhas e escorpiões nojentas ou até mesmo assustadores, é justo dizer que Capaneus não é uma obra de arte para os fracos de coração. No entanto, considerando as últimas “obras-primas” de Hirst, que incluem um diamante incrustado em um crânio de bebê, e uma instalação onde as larvas eclodem, ao lado de uma multidão de moscas que festejam a cabeça de uma vaca cortada em uma caixa de vidro, eu acho até que sua mais recente criação é um das menos controversas.
O estranho de tudo isso é que, diferente destes artistas geniais que vemos na nossa seção se arte, que ralam para caramba e em geral catam papel na ventania para comprar sua matéria prima, Damien é milionário, uma fortuna avaliada em 364 milhões de dólares conquistada vendendo estas bizarrices. O sujeito conseguiu até mesmo vender uma obra chamada “”casal morto fodendo duas vezes””, com um touro e uma vaca mortos flutuando em formol. Quem é que compra algo assim?
O seu trabalho mais polêmico e representativo foi o “The Physical Impossibility Of Death In the Mind Of Someone Living” (“Impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo”), que nada mais era que um enorme tubarão tigre dentro de um cubo de vidro com formaldeído, vendido em 2004 como a segunda obra mais cara de um artista em vida, algo em torno dos dez milhões de dólares. Achou muito? Pois em Agosto de 2007, Damien vendeu por cem milhões de dólares, a obra “Pelo amor de Deus”, que consiste num crânio com mais de oito mil diamantes incrustados. O valor desta transação é o mais alto pago até hoje pela “obra” de um artista vivo.
Segundo o site do artista Inglês, o título deste último trabalho deriva do “Inferno de Dante”, que conta como o rei guerreiro Capaneus é atingido com raios e trovões pelas divindades irritadas quando é preso por desacato. Como o resto das obras da série “Entomology”,Capaneus alude ao interesse de Hirst com o século XIX, seu fascínio com a história natural e a ironia envolvida em ter que matar alguma coisa para chamar atenção da mídia.
A obra com insetos de Damien Hirst se parece muito com uma mandala budista colorida quando vista de longe, mas basta se aproximar para ver a verdadeira natureza dos materiais usados para criá-la. Se você não é muito melindroso, há uma versão de alta resolução com zoom de Capaneus no site oficial do artista, onde você também pode assistir a um vídeo time-lapse do processo de making-of.