Zika, chicungunha e dengue: saiba diferenciar

Você sabe diferenciar a infecção por zika vírus (que está sendo associada ao aumento do número de casos de microcefalia em recém-nascidos) da dengue ou da febre chicungunha? Por terem sintomas muito parecidos, essas doenças podem ser facilmente confundidas. Originário da África, o zika vírus foi detectado pela primeira vez na América Latina em abril deste ano, em moradores de Camaçari, na Bahia. Para orientar a população e esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, a infectologista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Vera Magalhães explica que a transmissão das três doenças ocorre pela picada dos mosquitos Aedes aegypti.
Segundo a profissional, a dengue, febre chicungunha e zika vírus são clinicamente muito parecidos. “O paciente pode apresentar sintomas como febre, diarreia, dores e manchas no corpo”, explica Vera, que ressalta ainda que o diferencial do zika é a presença de uma coceira mais intensa na pele acompanhada de conjuntivite. Em abril, a zika era considerada a mais branda dessas infecções, muito antes de se ventilar a hipótese de ela estar relacionada à grave condição da microcefalia, em que o crânio é menor do que o normal, causando na maioria dos casos sequelas motoras e cognitivas para toda a vida. Pernambuco atualmente é o que registra mais casos: 268 de um total de 399 em todo o País.
No caso da febre chicungunha, os sintomas incluem o início súbito de intensa artralgia (dor nas articulações) e febre acima dos 39 graus. O vírus causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor nas articulações, especialmente dos pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pessoas de qualquer idade ou sexo podem ser afetadas pelo vírus, mas os sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos.
Já os sintomas da dengue são mais diversos, podendo ter dores de cabeça, febre alta, tonturas e dores das articulações, além de sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes. “A dengue, se não tratada, pode levar ao agravamento do quadro”, explica a coordenadora do Programa de Controle da Dengue em Pernambuco, Claudenice Pontes.
A infectologista destaca que a dificuldade em distinguir as três doenças também é sentida pelos médicos. “Só com a realização de exames é possível identificar exatamente qual a doença do paciente. Sendo assim,  a orientação é que, ao apresentar qualquer sintoma atípico, as pessoas procurem o posto de saúde”, diz Vera. O resultado do exame sorológico, que tem segurança de 100% (diferentemente do teste rápido), é apresentado em cinco dias.
Fonte: Jornal do Comércio

Aedes aegypti pode transmitir outra doença além de dengue e febre amarela

Em alguns locais do Brasil as chuvas de Verão se atrasaram um pouco esse ano e estão chegando no Outono. Nem por isso os cuidados devem ser adiados, principalmente após a recente descoberta do Instituto Oswaldo Cruz de que o mosquito Aedes aegypti pode transmitir outra doença além da dengue e da febre amarela.
Conhecida como febre chikungunya a doença circula em outros países e já teve casos registrados no Brasil em 2010. Esse foi o ponta-pé inicial para os pesquisadores investigarem a transmissão da febre. Felizmente as pessoas infectadas contraíram a doença no exterior e ela até hoje não se espalhou por aqui. Mas não custa ficar atento à prevenção e combate ao mosquito, né? Além disso os sintomas são semelhantes ao da dengue, o que exige cuidado redobrado.

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O surto da febre chikungunya no Caribe (país tropical como o Brasil e relativamente próximo), o aumento do fluxo de turistas por ocasião da Copa e a possibilidade de transmissão por um mosquito que já existe por aqui são fatores que preocupam os cientistas. E o cuidado deve ser redobrado porque outro mosquito também pode transmitir a febre, o Aedes albopictus. Ao contrário do aegypti, esse não se reproduz em água parada dentro de casa (como a dos pratos de vasinhos de plantas), mas em quintais, matas e parques. Então se seu bairro possui muitos lotes vagos com vegetação abundante fique atento! Acione a prefeitura local para que os lotes recebam vistorias e os proprietários sejam notificados para manterem o local sob controle.
Com informações do site Estadão.