Para salvar o mundo chame as abelhas robóticas

A gente já falou aqui no blog sobre a preocupante situação de extinção das abelhas e como elas são fundamentais para o equilíbrio da vida na Terra. E se você achava que a coisa não era séria, prepare-se para uma nova era de abelhas robóticas.

Calma! Por hora não precisa se assustar totalmente. O vídeo postado acima é, por enquanto, apenas um alerta do Greenpeace. Mas ainda que a ideia de abelhas robô pareça coisa de ficção científica, esse projeto está tomando ares de realidade. Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, são os responsáveis pelo projeto Robobees (abelhas robô, em tradução livre). Inspirados na biologia das abelhas e no comportamento delas na colmeia, cientistas estão desenvolvendo um protótipo de coordenação a distância. A ideia é que esse protótipo possa auxiliar desde a polinização automatizada em campos de cultivo até o mapeamento climático, exploração de locais perigosos e vigilância militar.
Por mais que soe muito estranho vivermos em um mundo de insetos robôs, essa talvez seja uma solução eficaz para evitar o desequilíbrio da fauna e da flora em nosso planeta. Mas a melhor maneira de cuidar da Terra ainda é a prevenção e o cuidado com cada ser vivo que o habita.

Aplicativo criado por brasileiros vai monitorar sumiço de abelhas

Pense duas vezes antes de matar uma abelha: elas estão desaparecendo do planeta e isso não é nada bom para nós, seres humanos. A situação é tão séria que existe um movimento mundial de proteção a esses insetos e uma linha de pesquisa no Brasil para monitorar seu desaparecimento.

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O movimento “Bee or not to be?” (um trocadilho com a palavra abelha em inglês [bee] e a famosa frase de Shakespeare “Ser ou não ser?”, que em inglês seria “To be or not to be?”) foi criado para alertar a humanidade sobre um grave problema: o CCD, também conhecido como Síndrome do Desaparecimento das Abelhas. De acordo com o site do movimento essa síndrome é percebida quando uma colônia de abelhas tem seu número extremamente reduzido em um curto intervalo de tempo. As causas dessa situação podem variar muito: de doenças, fungos e ácaros a mudanças climáticas e, claro, intervenção humana com o uso errado dos agrotóxicos.
Ok, imaginamos que até aqui já deu pra você entender o que está acontecendo. E deduzimos também que a sua pergunta que não quer calar é: por que uma síndrome diagnosticada em abelhas vai me prejudicar? Como diria o lendário detetive Sherlock Holmes: elementar, meu caro Watson. As abelhas são responsáveis por 70% da polinização das plantações agrícolas e 85% das plantas com flores. “Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora. Sem flora não há animais, e sem animais não haverá raça humana”, disse um dia Albert Einstein, o falecido gênio da Física – e pelo jeito não é só de Física que ele entendia…

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A situação é tão séria que pesquisadores brasileiros criaram um aplicativo para dimensionar as proporções do sumiço de abelhas e detectar quando muitas delas são envenenadas por uso de agrotóxicos nas lavouras. A ideia inédita promete ser mais um apoio na proteção das abelhas, medida urgente e necessária à manutenção da vida na terra. Afinal, com a permissão do trocadilho, sem “bees we could not to be” (* “sem abelhas não poderemos existir”).