Hora de eliminar os cupins

O clima quente favorece o processo reprodutivo dessas espécies de insetos.

Consideradas verdadeiras pragas urbanas, os cupins são os grandes vilões da temporada. Atraídos pelo calor e pela umidade, eles invadem as residências, sobrevoam as lâmpadas e deixam aquelas inúmeras asinhas dentro do apartamento. O ato de soltar as asas demonstra que os cupins já estão na fase adulta, e o próximo passo é o acasalamento. De acordo com a bióloga Silvane Dalpiaz do Carmo, educadora ambiental da Floram, o clima quente favorece o processo reprodutivo dessas espécies de insetos. A época da revoada, no entanto, acabou, mas eles continuam se alimentando em silêncio. Hora, portanto, de fazer um diagnóstico nos condomínios e iniciar o tratamento para evitar a próxima revoada.
De acordo com o especialista na área, Roberto da Gama Júnior, ela só deve acontecer no final da primavera e início do próximo verão. Até lá, as colônias de cupins – formadas por operários, soldados e rainha – vão se alimentando e destruindo o local que atacam, e só saem depois que consomem ou o móvel ou outro material. Nesse caso, o síndico pode se enganar e achar que a infestação é isolada, quando, na verdade, é apenas um sintoma do problema generalizado. Encontrar esses focos é o primeiro passo para controlar o inseto.
Há mais de 300 espécies de cupins só no Brasil, e cada um potencializa sua alimentação de forma diferenciada. Os que mais se adaptam às zonas urbanas são os cupins de madeira seca e cupins de solo ou subterrâneos.

Prejuízos

A infestação de móveis, apesar de causar prejuízos financeiros, não coloca em risco a segurança das pessoas. No entanto, quando a infestação está em telhados, forros ou estruturas de contenção pode ocorrer o enfraquecimento. Com o passar do tempo, a rigidez da madeira pode não conter o peso que deveria suportar. No caso do cupim de solo, podem ocorrer danos em fios elétricos, acarretando curto-circuito.

Causas

Para Silvane Dalpiaz, a presença de cupins em áreas urbanas se deve à pouca arborização presente nas cidades. Com a falta de habitat e alimento, os cupins procuram outros ambientes. E como nas residências há madeira disponível, eles então procuram se instalar. Outro fator apontado pela bióloga é a falta do seu predador. “Muitas aves se alimentam de cupins, e a diminuição delas nas áreas urbanas também contribui para o aumento dos insetos. Assim, temos de ter mais árvores em nossas cidades e em condomínios – para atrair mais aves livres e manter o equilíbrio das cadeias alimentares. E não se devem matar as lagartixas dentro das residências, pois elas comem os cupins”, ensina.
 
Como eliminar a praga:
– A melhor forma é entrar em contato com empresas especializadas, pois elas possuem técnica adequada e equipamentos para soluções satisfatórias. E o mais importante: sem agredir o ambiente ou colocar em risco moradores ou funcionários do condomínio. Recomenda-se que ao primeiro sinal de vestígio, o responsável entre em contato com uma empresa prestadora de serviço, pois é mais simples eliminar uma colônia nova. Colônias mais antigas apresentam galerias mais longas, fato que dificulta a penetração do produto, e consequentemente a eliminação.
– A utilização de inseticidas domésticos frequentemente elimina alguns indivíduos, e não a colônia ou ninho. Com o passar do tempo o uso indiscriminado desses produtos pode criar resistência, fazendo com que o produto se torne ineficaz.
Fonte: Marlon Santos – especialista em controle de pragas.
Cupins de madeira seca – fazem suas colônias em peças de madeira, podendo infestar livros ou até roupas caso estas estejam em ambiente propício para sua alimentação, abrigo e proliferação. A presença de vestígios granulados em determinados pontos sinaliza a infestação. É importante estar sempre atento para esses vestígios. Normalmente são visíveis os orifícios circulares, como também a madeira esteticamente boa, no entanto oca.
Cupins de solo – estes normalmente fazem suas colônias no solo, no entanto podem também construir colônias em telhados, rebocos ou até mesmo em caixas de energia. Fazem canaletas para se proteger da luminosidade, e utilizam frestas ou até conduites para transitar. Nem sempre essas canaletas são visíveis, ou refletem a real dimensão da infestação. Também pode ser sinal de infestação a presença de resíduo, aparentemente areia, saindo de tomadas ou frestas da construção.
Fonte: CondomínioSC

Dedetizador diz que sabor e não dureza da madeira que "espanta" cupim

No debate da Super Manhã desta sexta-feira (2), especialistas discutiram os riscos e como se prevenir do ataque de bichos, pragas e insetos. Os convidados para debater o assunto foram o veterinário Doralécio Lins e Silva, dedetizador e médico veterinário, Disraeli Patrício, e o médico Américo Ernesto.
O dedetizador explica a forma de proliferação do cupim. “Cupim costuma ter revoada na época de reprodução. Ele voa, perde as asas e cai no solo e faz acasalamento procurando fazer novas colônias. Depois daí ele procura infestar os imóveis”, disse.
Segundo Disraeli, tudo a base de celulose o cupim come. Ou seja, não só madeiras. “Papel, papelão, couro, isopor, tecido. Ele come tudo”, exemplificou. O combate ao cupom é difícil. “É difícil porque a fêmea quando cruza estende o abdômen e só faz botar ovos. Ela fica inerte, parada. Tem literatura que diz que ela bota 10 mil ovos por dia e outras literaturas que ela coloca 50 mil ovos por dia”, destacou, orientando que o controle é feito a partir do momento que se coloca veneno na madeira.
Ele diz que a “madeira que cupim não rói” não é por conta da dureza dela, mas sim por conta do gosto.
Fonte: Rádio Jornal

Igreja da Madre de Deus faz campanha para restaurar telhado

A Igreja Madre de Deus está em campanha para fazer a obra de recuperação do telhado e a descupinização do templo católico, localizado no Bairro do Recife. De acordo com o pároco, padre Rinaldo Santos, o serviço está avaliado em R$ 76 mil, com a substituição de telhas e madeiras. Desse total, ele já conseguiu levantar 50%.
Por causa da infestação de cupins, que atacou ripas e caibros, parte do telhado cedeu e telhas foram destruídas, informa o pároco. A empresa que vai executar a obra já está contratada e o prazo previsto para conclusão é de três meses. “Pretendemos começar o trabalho na última semana de novembro ou no início de dezembro”, diz padre Rinaldo Santos.
Ele avisa aos fiéis que não haverá necessidade de interditar a igreja e as atividades religiosas estão mantidas. Recentemente, o pároco promoveu um jantar beneficente em prol da obra. O próximo evento, ainda sem data, será uma exposição de quadros doados por artistas plásticos. A ideia da igreja é produzir gravuras com os desenhos, assinadas pelos artistas, e vender ao público.
“Depois, vamos fazer um leilão com os quadros. São cerca de 12 peças”, afirma o padre, acrescentando que participarão da mostra artistas como Tereza Costa Rego, José Cláudio, George Barbosa, Roberto Ploeg, Alberto Simões, Antônio Mendes, entre outros.
Além do telhado, o prédio tombado como monumento nacional apresenta outras avarias. “Precisamos restaurar imagens de santos, a porta principal e os sinos. Tivemos de escorar um sino para não cair”, destaca. O piso de madeira do consistório, no primeiro pavimento, está infestado de cupins.
“Nos últimos anos fizemos pequenos reparos, para manter o prédio seguro. Agora vamos executar uma obra de maior porte”, avalia o religioso. Colaborações em dinheiro podem ser depositadas na Caixa Econômica Federal, agência 0050, operação 003 e conta corrente 4258-4, em nome da Paróquia São Frei Pedro Gonçalves. O código do banco é 104. O CNPJ da paróquia é 01709540/0001-01.

SÃO JOSÉ

Também no Centro do Recife, a Igreja Matriz de São José continua à espera de ajuda para a obra completa de restauração do prédio. A edificação foi interditada pela Defesa Civil em março de 2008. Na época, a intervenção era avaliada em R$ 900 mil. “Depois de sete invernos sem nada ser feito, os danos se agravaram e o trabalho está custando entre 5 e 6 milhões de reais”, declara José Bezerra, sacristão da igreja.
O telhado vem desabando aos poucos, levando o forro junto. “Quando chove, a água entra no prédio e molha tudo, os ossuários estão sendo atingidos”, diz o sacristão. O piso de madeira do primeiro andar está danificado em vários trechos. Afrescos no arco da capela expostos a sol e chuva começam a se estragar. A pintura de um apóstolo que decorava uma das colunas da nave desabou no chão, devorada por cupins.

“São 12 colunas na nave e em cima de cada uma tem a figura de um dos apóstolos. Tudo está se acabando”, observa José Bezerra, que trabalha no templo católico há 34 anos. Árvores cresceram num dos corredores laterais, no primeiro andar, no local onde o telhado desabou. Telhado e forro também ruíram na sala de reuniões, no primeiro piso.
José Bezerra lembra que a obra de restauração do imóvel está atrelada ao Projeto Novo Recife, previsto para o Cais José Estelita, na área central. “Seria uma medida mitigadora. As empresas iriam bancar o serviço, mas até hoje só tivemos reuniões”, afirma. A igreja mantém uma conta na Caixa Econômica Federal para doações: agência 1294, operação 003, conta corrente 3839-0. “O dinheiro arrecadado só paga as contas de água, luz, telefone, IPTU e INSS”, assegura ele.
Depois da interdição, as missas são celebradas na Capela da Santíssima Trindade, na Avenida Dantas Barreto, 1239, no Centro da capital pernambucana, todo domingo às 9h. Outras cerimônias devem ser agendadas com a igreja.
Fonte: JC Online

Pergunte ao Especialista: Como acabar com os cupins subterrâneos?

Esta é a seção Pergunte ao Especialista. Aqui você tira todas as suas dúvidas sobre insetos e pragas urbanas. Deixe sua pergunta nos comentários ou envie um e-mail para a gente!
Neste post vamos esclarecer duas dúvidas enviadas por e-mail pelo Ricardo, de Araraquara/SP. Ele teve problemas com cupins que apareceram nas tomadas de sua casa. Após receber nosso retorno surgiram outras dúvidas sobre a proteção dos móveis. Veja abaixo as dúvidas e suas respectivas respostas.
Dúvida:
Moro no 8º andar e aparecerão cupins subterrâneos em duas tomadas do meu apartamento. Contratei uma empresa especializada que passou um veneno da Syngenta em todos os rodapés, batentes e tomadas da casa. Comuniquei o síndico sobre o problema e foi feita uma barreira química em todo o solo ao redor do prédio. Passado um mês das aplicações ainda caem larvas de cupim das duas tomadas da minha casa. Não sei se o problema foi solucionado ou se devo fazer mais alguma coisa. Estou desesperado, pois o piso do meu apartamento é todo em madeira e tenho medo que isso possa danificá-lo e também os móveis. Tenho o costume de limpar todo o piso com querosene uma vez por semana e acredito que isso ajude um pouco. Esse procedimento é correto? O que devo fazer?
Pergunta enviada por Ricardo Ferreira.
Resposta:
A primeira coisa a ser feita é a verificação da espécie de cupim de solo infestante, pois cada espécie deve ser controlada de uma forma. Podem ser
– Coptotermes gestroi e Heterotermes sp. – são espécies que devem ser controladas preferencialmente através da metodologia de iscagem, menos invasiva e mais eficaz.
– Nasutitermes sp. – essa espécie não se alimenta de iscas e deve ser controlada com barreira química.
Como você relata permanência da atividade dos cupins, possivelmente há algum ninho satélite no interior da edificação que deve ser eliminado. Sugerimos que você faça contato com a empresa que lhe prestou o serviço para que verifiquem se houve falha na criação da barreira química em algum ponto do prédio.
Sobre o querosene usado na limpeza do chão alertamos que poderá acarretar a fuga dos cupins do piso para alguma outra área que contenha celulose (alimento dos cupins).
como_funcionam_os_cupins
Dúvida:
O técnico que veio fazer a inspeção para detectar a espécie apenas disse que era cupim subterrâneo. O tratamento indicado foi colocar veneno nos dois interruptores em que apareceram as larvas de cupim e fazer barreira química ao redor de todo o apartamento nos rodapés e batentes. Não sei se o produto usado (um cupinicida da Syngenta a base de água) é eficaz porque ainda caem algumas larvas dos interruptores. Meu maior medo é porque na parede infestada ficavam encostados alguns móveis. Eu os afastei uns 16 cm para não serem atacados. Perguntei ao dedetizador como saber quando um móvel está sendo atacado por essa espécie de cupim, ele falou que o ataque é parecido com o de madeira seca e que cupins subterrâneos apenas atacam móveis e madeira que tenham contato direto com a parede. Isso é verdade? O querosene eu estou passando uma vez por semana em todo piso do apartamento, não apenas na área afetada.
Outra pergunta: quando acontece a revoada é verdade que os cupins podem sair dos interruptores?
Pergunta enviada por Ricardo Ferreira.
Resposta:
Como já explicado cada espécie de cupim é controlado de forma diferente. O cupim subterrâneo da espécie Coptotermes gestroi por exemplo, alimenta-se de iscas e o tratamento recomendado é a iscagem e não a barreira química (que é recomendada para controle da espécie de cupim de solo Nasutitermes sp.). A identificação correta da espécie de cupim subterrâneo é ponto primordial para um controle adequado e eficaz. Quando há realização de barreira química não é comum observarmos atividades de cupins operários tanto tempo após a aplicação. Se a barreira foi feita há um mês e a praga ainda demonstra atividade talvez houve alguma falha no processo de controle.
O ataque de cupim de madeira seca pode ser detectado através das fezes dessa praga: pequenas bolotas fecais da cor da madeira infestada, expelidas de orifícios na madeira infectada. O cupim de solo confecciona túneis de terra para deslocamento de seus operários do ninho até a fonte de alimento. Nos ataques dessa espécie não se observam a presença de fezes expelidas.
Como já lhe dissemos, Ricardo, passar querosene no piso de madeira irá espantar os cupins do piso, mas não eliminá-los. Eles continuarão a buscar alimento em outras áreas da casa, inclusive nos móveis.
Sobre as revoadas há sim possibilidade de surgirem de pontos elétricos caso existam reprodutores nesta área (comunicação com ninho).

Começa a temporada de revoada de cupins

Apesar de ainda estarmos no período de inverno, que se encerra oficialmente em 21/09, a temperatura nos últimos dias já faz lembrar a primavera e o verão. E essa mudança climática é a explicação para a chegada das revoadas de cupins, aquele bichinho de asas que fica em volta das lâmpadas e também é conhecido pelos nomes de “aleluia” e “siriri”.
Os cupins de asas são os insetos em época reprodutiva que enxameiam em busca de novos pares para formação de casais reais e criação de novos ninhos. Esse enxame ocorre tanto para cupins de madeira seca como para cupins subterrâneos. Este último é da espécie Coptotermes SP , formada pelos insetos que se adaptaram às estruturas urbanas e se deslocam facilmente por espaços ocos de prédios, como lajes e fendas nas edificações.

cupins_com_asas

As revoadas de cupins são comuns nas estações mais quentes, quando a umidade do ar é elevada e as condições climáticas mais propícias para a reprodução. No fim de agosto, com a proximidade da primavera, já podemos ver as primeiras nuvens de insetos ao redor das lâmpadas dos postes e em árvores. E aí todo o cuidado é pouco, pois esse é um sinal de que o ninho está próximo. “As revoadas são formadas pelos machos e fêmeas reprodutores. Eles deixam seus respectivos ninhos em busca de um companheiro para iniciar uma nova colônia. Geralmente, na primavera e verão (épocas úmidas) milhares de reprodutores se preparam para a revoada. Os insetos com asas são enviados a compartimentos subterrâneos do cupinzeiro e a saída é fechada por centenas de operários, o que provoca uma compressão dentro das câmaras de espera. Há um momento em que os reprodutores presos produzem intensa vibração com as asas, provocando calor; os operários então abrem a saída e milhares de casais saem em revoada numa gigantesca e efêmera nuvem de insetos” explica a bióloga Karlla Patrícia em seu blog.
Apesar do grande volume de insetos nessa época, a revoada é o melhor período para prevenção e combate aos cupins, já que possibilita a localização do ninho já formado e o combate às pragas antes que elas saiam em busca de parceiros para reprodução e formação de novas colônias.
Biólogos especialistas em insetos recomendam que a prevenção comece pela contratação de uma empresa especializada, que fará a inspeção do local para verificar se há infestação. Focos detectados em trincas no chão ou na parede são combatidos por barreiras químicas, que impedem a entrada dos insetos e a criação da colônia. Para fazer esse procedimento com segurança e eficiência a escolha de uma empresa séria é fundamental, já que os produtos utilizados devem ser registrados no Ministério da Saúde para não causarem danos às pessoas que convivem no ambiente.
Se você tem dúvidas sobre esse assunto ou deseja contratar uma inspeção em sua residência ou empresa para prevenir as infestações de cupins entre em contato conosco.

Dicas para evitar cupins


Os cupins são insetos sociais, de hábitos subterrâneos. Existem cerca de 2500 espécies e vivem em colônias altamente organizadas, onde o princípio básico é a sobrevivência da colônia e não do indivíduo.
Encontrar um bando desses bichinhos na sua residência não é nada bom. Eles podem estar destruindo seus móveis e outras estruturas da casa.
Saiba como evitar uma infestação de cupins em seus móveis:

  • Sempre que possível opte por madeiras nobres.
  • Madeiras de construção abandonadas na contralaje ou em reservatórios de água, deixadas por descuido no fim da obra, são um chamariz. Se possível, remova o mais rapidamente possível entulho com restos de madeira.
  • Telas nas janelas podem evitar a entrada de cupins alados.
  • Limpe a casa diariamente para eliminar insetos que queiram alojar-se entre livros, sob tapetes, dentro de armários etc.
  • A cada seis meses, observe se há pequenos furos ou pó semelhante a serragem em esquadrias, portas, tacos e móveis de madeira. Em caso de sinal da presença de cupim, substitua a peça.
  • Também é possível fazer descupinização preventiva. Procure uma firma especializada e com registro na Vigilância Sanitária, com um responsável técnico.

No vídeo a seguir, um biólogo dá dicas para perceber os sinais como alterações nos móveis, como pó amarelo, descamação ou estufamento. Confira: