O curioso besouro de ouro

Não é joia, não é ficção, é vida real. Com uma estrutura corporal que lembra a das tartarugas, os besouros da espécie Charidotella sexpunctata têm uma coloração dourada semelhante ao ouro, o que lhes rendeu o nome popular de Golden Tortoise Beetle (Besouro Tartaruga Dourado, em tradução livre).
Essa espécie de inseto típica da América do Norte tem o corpo protegido por uma película transparente, o que o torna ainda mais peculiar, pois permite uma mudança de cor causada pelo líquido que cobre essa camada incolor. Se essa camada sofre alguma alteração (por exemplo quando o inseto está na época do acasalamento), o líquido reflete as mudanças de cores do besouro, que pode se  mostrar azul, verde, alaranjado com manchas pretas ou castanho.
Com tamanho inferior a um centímetro, o besouro de ouro pode ser encontrado nas folhas da planta Glória-da-manhã, um tipo de flor da qual ele se alimenta e que se abre de manhã e morre antes de anoitecer.
Você pode ver outras fotos desse inseto neste site.
Com informações do site Top Biologia.

Lágrimas de crocodilo alimentam insetos na Amazônia peruana

Muitos dirão que é montagem: uma borboleta e uma abelha bebendo as lágrimas de um crocodilo parece algo inimaginável (e perigoso). Mas a foto abaixo é real e tem uma explicação muito interessante.

crocodilo_borboleta_abelha

Na cultura popular as lágrimas de crocodilo são associadas a algo ruim e falso. O que muita gente nem imagina é que esse líquido possui um alto grau de proteínas e sal. Essa explicação confirma a veracidade da foto acima: em locais muito longe do mar beber as lágrimas dos crocodilos é a alternativa encontrada pelos insetos para obter sódio, substância fundamental a todos os seres vivos. Assim, ainda que seja comum para a natureza essa interação, é raro um ser humano conseguir registrá-la.
Confira abaixo um vídeo curto do exato momento em que a foto foi feita:

Com informações do site Hypescience.

Insetos ao mar

Imagine pescar um tubarão e encontrar dezenas de insetos gigantes? Pois foi exatamente isso que aconteceu na semana passada quando pescadores encontrarem um raro tubarão-duende no Golfo do México e junto com ele dezenas de Bathynomus giganteus, isópodes que lembram insetos gigantes.

isopode_divulgacao_noaa
Crédito: Divulgação/NOOA

A descoberta surpreendeu os cientistas, pois tanto o tubarão quanto o crustáceo encontrados são bastante raros. Um ecologista especializado na fauna marinha afirmou nunca ter visto tantos isópodes gigantes em um mesmo lugar. Os estudiosos acreditam que o tubarão e os crustáceos estavam compartilhando a carcaça de uma baleia, já que ambos se alimentam de carniça e isso explicaria a pesca conjunta dos animais.
Já imaginou baratas desse tamanho invadindo sua casa? Haja dedetização!
Com informações do site de notícias O Globo.

Aranhas obrigam montadora a fazer recall de veículos

Ao ler o título deste post muita gente pode ter imaginado uma invasão de milhares de aranhas num carro com duas pessoas que encostaram numa estrada escura qualquer para namorar, uma cena no melhor estilo dos filmes de Hollywood. Bom, tirando a parte imaginativa da história, ela é bem real e preocupante.
A montadora de carros Mazda convocou, em abril desse ano, um recall de todos os veículos modelo Mazda 6 fabricados entre 2010 e 2012 na Europa. Em números absolutos foram aproximadamente 42 mil automóveis recolhidos, de acordo com uma notícia publicada no site Tecmundo. A culpa do recall foi atribuída à espécie Cheiracanthium mildeis, também conhecida pelo nome peculiar de “aranha do saco amarelo”. O motivo? Gasolin

cheiracanthium_mildei_male

O inseto que causou esse transtorno à montadora e aos proprietários dos carros recolhidos é típico dos EUA e Europa. Ele pode ser encontrado em jardins e comumente dentro das casas. Provavelmente foi essa convivência tão próxima com o ser humano que facilitou a entrada dessas aranhas nos carros, uma vez que elas farejam gasolina e se alojam nos tanques de combustíveis. Ali elas seguem sua vida normalmente, produzindo teias que bloqueiam a passagem da gasolina para o motor, acumulando uma pressão que pode causar vazamentos e, em casos mais graves, incêndios nos veículos.

Em um comunicado a montadora Mazda informou que nenhum acidente foi relatado e o recall era uma medida preventiva. Mas em 2011 o mesmo problema foi detectado o que levou ao recolhimento de 65 mil carros da marca.

A personalidade dos insetos

vida-de-inseto_filme

No filme Vida de Inseto (foto acima) cada personagem tem um jeito muito próprio de viver: Flik, o herói, é uma formiga macho corajosa; os gafanhotos que escravizam a colônia em que Flik vive são metidos a valentões; as moscas da platéia do circo são encrenqueiras. E parece que essa história mirabolante tem um fundo de verdade. Pesquisadores descobriram que cada inseto pode mesmo ter uma personalidade única, com características típicas dos seres humanos.
Para chegar a essa descoberta foi feito o seguinte experimento com mosquitos coletados na Hungria: cada um era trancado num recipiente com diversos objetos; os pesquisadores observavam quanto tempo o bichinho levava para explorar tudo e abandonar o local. Ao final puderam perceber que cada inseto se comportou de uma maneira, e esse comportamento foi repetido em outros experimentos, demonstrando que era uma característica típica daquele mosquito e não uma mera coincidência.
Os principais traços percebidos nos estudos foram ousadia, vontade de explorar, atividade e agressividade. Além disso, os cientistas perceberam que as fêmeas de asas mais longas se mostraram mais ousadas que as de asas curtas. Após a descoberta da personalidade nos insetos, os pesquisadores acreditam que esse estudo possa ser transferido para outros animais.
Com informações do site HypeScience

O curioso mundo das baratas

Você sabia que existem mais de cinco mil espécies de baratas e mil delas vivem no Brasil? E que apesar do pouco tempo de vida (5 a 6 meses em média), uma barata é capaz de deixar até 800 descendentes?
Essas e outras 18 informações sobre as baratas estão no blog Mais Que Curiosidade. Abaixo separamos algumas bem legais. Confira:

barata_desenho

  • O único lugar onde não existem baratas são as calotas polares – os extremos congelantes do planeta.
  • Baratas transmitem 32 doenças por bactérias, 17 por fungos, 3 por protozoários e 2 por vírus. Alguns exemplos: cólera, peste, febre tifoide, herpes, poliomielite, conjuntivite…
  • Baratas não dormem, mas se recolhem durante o dia. Aliás, não custa avisar: se você costuma encontrar baratas durante o dia em sua casa, é sinal de que a população delas anda muito alta.
  • Enquanto um ser humano consegue suportar 12 vezes a gravidade da Terra, a barata é capaz de aguentar 126 vezes.
  • A audição da barata é tão sensível que ela é capaz de detectar a aproximação de outra barata.
  • Algumas espécies de baratas podem sobreviver um mês sem uma gota d’água.
  • Baratas podem sobreviver vários dias sem a cabeça.
  • Se uma pata da barata for arrancada, ela pode recuperá-la em poucos dias.

Insetos nossos de cada dia

Quando você faz uma refeição fora de casa e encontra um inseto na sua comida, qual é a primeira reação? Parar de comer, gritar, reclamar, sentir nojo… varia de acordo com o seu grau de histerismo e aversão ao bichinho encontrado, certo? Pois bem! Você já ouviu falar nas cochonilhas?

Foto de um exemplar de cochonilha. Crédito: Wikipedia Brasil

Se você consome produtos industrializados com sabor e cor de morango, não tenha dúvida: você já comeu (ou comerá um dia) uma cochonilha. Esse pequeno inseto cientificamente conhecido como Dactylopius coccus é um típico predador de plantas, sendo considerado no Brasil uma praga de jardins e lavouras. Ok, mas o que ele tem a ver com a sua comida? Muito.
Uma reportagem publicada no site da revista Superinteressante explica que as cochonilhas são trituradas para virarem corante. Por quê? Porque essa foi a alternativa encontrada para conter a praga que não para de se multiplicar – certas cochonilhas têm o corpo revestido por uma casca dura que protege do contato com os inseticidas. E a solução parece se mostrar eficiente, pois são necessários muitos bichinhos para colorir uma pequena quantidade de alimento. Uma bola de sorvete de morango, por exemplo, precisa de 40 cochonilhas para ficar naquela cor rosadinha que abre nosso apetite. Além dos morangos, é claro.

Sorvete de morango servido em um prato com morangos em volta. Crédito: Banco de Imagens ShutterStock

As baratas realmente sobreviveriam a um ataque nuclear?

Dedetização barata
A resposta é não. Apesar de serem mais resistentes do que os seres-humanos e do que muitos animais, elas não sobreviveriam a ataques nucleares como os de Hiroshima e Nagasaki, por exemplo.
De acordo com o site da revista Superinteressante ao que parece esse mito da barata sobrevivente às armas nucleares surgiu nos anos 1960, a partir de relatos não confirmados de que o inseto sobreviveu às bombas atômicas da Segunda Guerra Mundial.  Ainda que as baratas possam sobreviver semanas sem sua cabeça ou se alimentando apenas de matéria em decomposição, elas não são totalmente resistentes à radioatividade. A vantagem que a barata possui em relação aos seres humanos por exemplo, é que seu organismo simples, pouco sujeito à mutação, e suas células que se dividem de forma mais lenta que as nossas fazem com que esse inseto ganhe tempo para recuperar danos fatais causados pela radiação. É isso que as torna 20 vezes mais resistentes do que o homem, mas não indestrutíveis.
Gostou dessa curiosidade? Compartilhe essa postagem com seus amigos e os ajude a se manterem informados!

Pulgatório ou Purgatório?

pulgatorio
Quando uma pessoa está triste ou desanimada é comum ver alguém perguntar se ela está pensando na morte da bezerra. Mas você já parou pra pensar na morte da pulga?
Uma leitora da revista Superinteressante não apenas pensou como resolveu tirar a dúvida: se as pulgas conseguem pular tanto e tão alto, de que altura elas precisam cair para morrer? A resposta foi tão inusitada quanto a pergunta, pois há duas situações distintas:
1 – Se a pulga estiver de estômago vazio pode não acontecer nada se ela for jogada de uma altura significante – por exemplo, 10 metros. Isso porque o inseto é muito leve (pesa mais ou menos 0,7 mg), então o vento o faria planar e chegar ao solo de forma menos brusca.
2 – Se a pulga estiver de estômago cheio, a queda da mesma altura pode ser fatal. Pulgas podem ingerir até 15 vezes seu próprio peso em sangue, então um inseto recém alimentado cairia com muito mais força e aí já era.
Agora que você descobriu como uma pulga pode morrer se cair de uma altura muito grande, tente responder à pergunta da imagem que colocamos no início deste post. Pulgatório ou Purgatório? Você arrisca um palpite?
Com informações do blog Oráculo.

Besouro usa Via Láctea como guia, aponta estudo na África do Sul

Do Globo Natureza, em São Paulo

Escaravelhos se alimentam de estrume, esculpindo bolas com o excremento e rolando o material para um lugar seguro (Foto: Reuters/Marcus Byrne/University of the Witwatersrand)

O besouro ou escaravelho – da família dos escarabeídeos (Scarabaeidae) – é o primeiro inseto que se guia pelas estrelas, sugere pesquisa publicada na revista “Current Biology”. Aves, focas e os humanos também usam a luz das estrelas como norte, mas esta é a primeira vez que isso foi mostrado em um inseto.
Os pesquisadores descobriram que, embora os olhos compostos desse inseto sejam fracos demais para ver estrelas individuais, eles utilizam a luz da Via Láctea para se manter em curso. Olhos compostos são aqueles formados por unidades visuais com pequenos sensores que distinguem a claridade da escuridão.
Os escaravelhos se alimentam de estrume, esculpindo uma bola com o excremento e rolando o esterco para um lugar seguro, onde é menos provável que seja roubado. No entanto, eles precisam de uma espécie de bússola que faça com que rolem o estrume em linha reta, em vez de círculos, impedindo que retornem ao monte de esterco.
Manter uma trajetória reta também é fundamental para o sucesso reprodutivo do escaravelho macho, já que o rolamento serve para impressionar as fêmeas com provisões para a futura prole. O besouro-fêmea coloca então um ovo na bola de excremento e a enterra numa rede de túneis com mais de um metro de profundidade. A bola serve de alimento para as larvas em desenvolvimento dentro dela.
Isso levou os cientistas a se perguntar como esses insetos eram capazes de rolar em linha reta na escuridão. “Mesmo em noites sem luar, os besouros ainda conseguiam orientar-se por caminhos retos”, disse Eric Warrant, autor do estudo e professor de zoologia da Universidade de Lund, na Suécia. “Isso nos levou a suspeitar que os besouros utilizavam o céu como guia – uma façanha que nunca foi demonstrada em um inseto”, afirmou.
Planetário
Para provar a tese, os pesquisadores criaram uma arena circular preenchida com areia e mediram o tempo que os besouros levaram para rolar uma bola de excremento do centro até a borda. O trajeto dos insetos foi filmado e eles foram equipados com pequenos pedaços de papelão para alterar seu campo de visão.
Imagem mostra trajetória de besouros em arena durante experimentos (Foto: Divulgação)

O experimento foi conduzido tanto ao ar livre, sob o céu noturno de uma reserva sul-africana, quanto em um planetário de Joanesburgo, onde os cientistas puderam manipular a luz das estrelas.
O resultado mostrou que os besouros que traçaram um caminho reto rapidamente até a borda o fizeram usando a luz natural da lua ou a luminosidade de um céu estrelado sem luar. Eles também rolaram em linha reta de forma eficiente quando uma imagem da Via Láctea foi projetada no planetário.
No entanto, em noites nubladas, quando seus olhos foram tapados por um pedaço de papelão, ou ainda nos casos em que foi projetado apenas um punhado de estrelas brilhantes no planetário, os insetos tiveram dificuldades significativas para seguir em um caminho linear.
Via Láctea é vista com detalhe no centro da foto
(Foto: Terje Sørgjerd /TSO Photography)

Via Láctea
Com base nesses experimentos, os pesquisadores concluíram que, na natureza, os besouros não estavam usando estrelas individuais como bússola, mas o conjunto brilhante de luz estrelar da Via Láctea.
“Esta descoberta representa a primeira demonstração convincente do uso do céu estrelado como guia de um inseto e fornece o primeiro uso documentado da Via Láctea para orientação no reino animal”, escreveram os pesquisadores na revista “Current Biology”.