DEDETIZAÇÃO EM CASA COM CRIANÇAS

Quem nunca teve problema com alguma praga urbana em casa? E quando temos crianças em casa o problema aumenta, já que alguns produtos usados no controle podem ser tóxicos. Veja algumas dicas
 
Em uma residência tomada pelas pragas, há que se convir: os moradores da casa são meros coadjuvantes, que só têm dor de cabeça tentando vencer uma guerra, muitas vezes, injusta.
Nesta casa, todos sofrem com insetos e até roedores que vivem zanzando por todos os cômodos. Na cozinha são as formigas. Várias tentativas paliativas para que elas não encontrem o bolo, que está escondido no microondas. O pote de açúcar, guardado dentro da geladeira, deve ser manuseado com extremo cuidado para não cair nada no chão. Qualquer sinal de doce pode ser um chamativo para elas.
E tem mais: comer na sala, nem pensar. “Já não basta a cozinha?” diz a mãe da família aos filhos. Mal ela sabe que todo o resto da casa já está tomado.
A despensa também já foi entregue aos insetos. São dezenas, centenas ou até mais. É difícil de vê-los em ação, mas ter certeza de que eles estão ali não é difícil. Basta verificar as embalagens roídas e um um cheiro de urina também! Sinal de que temos mais que simplesmente insetos. Há roedores nesta casa!
Todos os moradores, especialmente as crianças, correm riscos. Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Pernambuco, em 172 domicílios do Recife, mostrou que 79 crianças estavam expostas a baratas. Nesse grupo, 32% tinham asma. Enquanto isso, em um outro de 93 crianças que moravam em casas que não possuíam baratas, apenas 12% tinham o mal.
“No caso das baratas, são os fragmentos da sua superfície dispersos no ar que causam a alergia. Assim como há pessoas sensíveis a ácaros, há alérgicos a barata“, disse Roberto Stirbulov, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).
Hoje em dia, os produtos que são utilizados para controle de pragas urbanas são muito mais seguros que há alguns anos, por isso não é necessário ficar fora de casa por longos períodos. Dependendo do tipo de infestação e dos produtos utilizados, sequer é necessário se ausentar do ambiente controlado.
Em linhas gerais é sugerido que as crianças permaneçam fora do ambiente controlado atráves da utilização de produtos líquidos por, no mínimo, 24 horas. Os mesmos cuidados são válidos para idosos e pessoas com histórico alérgico. Antes do regresso é essencial que o ambiente esteja arejado. Por isso, é sempre sugerido tirar todas as dúvidas com o técnico responsável pelo procedimento.
No caso de gestantes, assim como as crianças, é necessário evitar que estejam em ambientes que contenham produtos químicos no ar (no caso de dedetização realizada por pulverização, por exemplo). Estas pessoas devem ficar fora do ambiente (seja em casa ou no trabalho) por pelo menos 24 horas após alguns tipos de procedimento. Em casos de dedetização realizadas através da aplicação de gel, não existem riscos de intoxicação.
Quer saber mais?
Veja mais dicas e precauções para as grávidas durante a dedetização.

AUMENTO DA POPULAÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS PODE REPRESENTAR PROBLEMAS NO FUTURO, DIZ ESPECIALISTA

Já reparou que é cada vez mais comum vermos pessoas caminhando pelas ruas das cidades com seus animais de estimação, e mais raro de se ver crianças a brincar nos parques com seus pais? Sim, é verdade. O número de animais domésticos, no Brasil, sobe a cada dia ao passo que as taxas de natalidade caem ano a ano.
De acordo com dados divulgados dias atrás pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o país conta hoje com mais de 74,3 milhões de animais de estimação. A pesquisa apontou apenas os principais deles: gatos (22,1 mi) e cães (52,2 mi), o que indicou uma média de 1,8 cachorro por domicílio, considerando-se o conjunto de domicílios com este animal.
Apesar de terem sido divulgados há apenas um mês, os dados foram coletados em 2013, o que significa que o número pode ter aumentado.
Em paralelo, o número de crianças entre 1 e 14 anos no Brasil é de 44,9 milhões, segundo levantamento feito pelo Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e divulgado pelo IBGE.
Em 2013, 44,3% dos domicílios do país possuíam pelo menos um cachorro, o equivalente a 28,9 milhões de unidades domiciliares. A região Sul apresentou a maior proporção (58,6%) e a Nordeste, a menor (36,4%). Na área rural, a proporção de domicílios com algum cachorro (65,0%) era superior à da urbana (41,0%).
 


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As regiões Norte (22,7%) e Nordeste (23,6%) apresentaram os maiores resultados, e as regiões Sudeste (13,5%) e Centro-Oeste (14,3%), os menores. A área urbana (14,2%) apresentou proporção inferior à rural (39,4%).

De carona com esse crescimento, vêm os problemas de saúde pública decorrentes do aumento dos riscos de zoonoses transmitidas por ectoparasitas carregados por esses animais, como pulgas e carrapatos. Segundo o médico veterinário Paulo Lourenço da Silva, especialista em medicina veterinária preventiva, estima-se que 61% de todos os patógenos e 75% dos patógenos humanos estão relacionados às práticas das criação animal, afirma em reportagem para a revista vetores e pragas.
 

Manual de tratamento de dengue em crianças é lançado pelo Ministério da Saúde


O texto irá identificar os sintomas da doença em meninos e meninas com até 15 anos de idade. Essa faixa etária corresponde a 25% de todos os casos registrados no Brasil. O manual pode ser baixado pelo site do próprio Ministério da Saúde, em formato PDF.

Previna-se

A melhor forma de combater o mosquito da dengue é a prevenção.  Mas, se o transmissor já estiver em sua casa, rua ou bairro, contrate uma empresa responsável para eliminá-lo e, assim, manter a sua família longe do perigo.

Acompanhe mais informações na reportagem a seguir: