Prefeitura corta árvore infestada por besouro metálico no Santa Efigênia

Trabalhadores a serviço da Prefeitura de Belo Horizonte fizeram, na manhã desta quarta-feira, o corte de uma árvore da espécie munguba que estava condenada por conta da infestação de um inseto conhecido como besouro metálico. O serviço, que já estava em andamento, faz parte de uma força-tarefa anunciada pela PBH para remover ou podar 50 exemplares ameaçados que estão na rota dos blocos de rua do carnaval de BH.
Hoje, o trabalho ocorreu na Rua dos Otoni, em frente ao número 126, Bairro Santa Efigênia, na porção do bairro que fica no perímetro da Avenida do Contorno. O coronel Waldir de Figueiredo, que é gerente operacional da Defesa Civil de BH, acompanhou os trabalhos e informou que essa é uma ação preventiva, já que existe um risco de desastre caso uma dos exemplares condenados caia em cima de uma multidão durante um desfile de carnaval.
“Nós temos exemplares em todas as regionais, mas principalmente os desfiles estarão concentrados na região central de Belo Horizonte, onde naturalmente será priorizada a intervenção nessas espécies”, afirma o membro da Defesa Civil.
As 50 árvores fazem parte de um grupo de 1,8 mil exemplares de munguba e paineira espalhadas por todas as regiões. Essas duas espécies são aquelas onde foi detectada uma explosão populacional do besouro metálico, inseto que pode medir até oito centímetros de comprimento e que possui uma carapaça brilhante. Saiba mais: Besouro metálico foi detectado pela Cemig em agosto de 2016
A larva do animal escava uma galeria no tronco e nas raízes das árvores, enquanto o besouro adulto faz uma galeria de forma ovalada em direção à superfície do solo. Como as larvas destroem o sistema de raízes, as árvores ficam sem sustentação, caindo facilmente pela ação do vento.
O levantamento dos 1,8 mil espécimes que estão sendo monitoradas de perto foi possível graças ao inventário das árvores da capital, que mapeou 300 mil dos cerca de 480 mil exemplares da capital. O trabalho, interrompido em 2014 e atualmente sem contrato para continuação, abrangeu as regiões Leste, Oeste, Noroeste, Centro-Sul e parte da Pampulha.

Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS

Fonte: EM

Febre amarela, dengue, zika e chikungunya: entenda as doenças do Aedes que afetam o Brasil

O mosquito Aedes aegypti começou a assustar os brasileiros com a transmissão da dengue. Depois, o país acompanhou o surgimento de uma nova doença desconhecida: a zika.

Esse novo vírus passou a ser o principal medo das grávidas e alvo de pesquisas por todo o mundo.

Mal ele chegou e surgiu a chikungunya, que superou os casos do vírus da zika em 2016 e ainda precisa ser estudado para a ciência entender suas consequências.

E, agora, os mosquitos Haemagogus e Sabethes transmitem a febre amarela em Minas Gerais, um novo surto que ocorre após 10 anos – o último aumento do número de casos ocorreu em 2007.

O G1 ouviu especialistas – infectologistas, biólogos, pediatras – para tentar entender as diferenças de todas essas doenças e onde elas estão agindo com mais força pelo país.

1 – Por que o Brasil está sendo afetado por essas doenças?

Há um ambiente favorável para a reprodução dos mosquitos transmissores, tanto o Aedes aegypti, quanto os mosquitos selvagens da febre amarela, o Haemagogus ou Sabethes. “Não conseguimos controlar a população de mosquitos. É preciso descobrir uma maneira mais objetiva de combatê-los”, explica Juvêncio José Duailibi Furtado, coordenador científico da Sociedade Paulista de Infectologia.

Os médicos concordam que são vários fatores que propiciam o ambiente favorável. Para Gúbio Soares, pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o processo de “favelização” das cidades contribui para o cenário. “As pessoas não têm moradia digna, não têm rede de esgoto, não têm água encanada, e armazenam água em tonéis e baldes”, explicou.

Além disso, o clima quente e úmido das cidades brasileiras durante o verão é o preferido entre os mosquitos transmissores. E é por isso que a quantidade de casos das doenças diminui durante o inverno.

2 – Quais são as regiões mais afetadas?

 (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

Os dados do mapa se referem aos dados compilados pelo Ministério da Saúde, mas o número de casos no país é ainda maior. As secretarias de saúde dos estados de São Paulo e Minas Gerais já divulgaram dados mais atualizados sobre a doença: são 23 casos em São Paulo – 6 óbitos confirmados e outros 17 casos em investigação – e 712 casos suspeitos em Minas Gerais.

3 – Como é a transmissão das doenças?

Entenda o ciclo de transmissão da zika, chikungunya e dengue

A zika, a chikungunya e a dengue são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. No caso da zika, a transmissão também ocorre de mãe para filho durante a gravidez e por via sexual. A dengue e a febre amarela são passadas apenas por meio dos mosquitos. No caso da chikungunya, possíveis outras formas de transmissão ainda são investigadas.

Entenda o ciclo de transmissão da febre amarela silvestre

A febre amarela também é transmitida pelo mosquito Aedes nas cidades, mas desde 1942 não há um caso fora das zonas silvestres e de mata do Brasil. Nessas regiões, a transmissão ocorre por meio dos mosquitos dos gêneros Haemagogus ou Sabethes. A questão agora é se o vírus vai alcançar centros urbanos ou se permanecerá restrito ao campo.

4 – Quais são os sintomas?

 (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

 (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

5 – Como se proteger?

Para evitar a proliferação dos mosquitos, é importante não deixar água parada. Para evitar as picadas, é possível colocar redes nas janelas, vestir roupas com mangas compridas nas áreas de risco e usar repelente. Isso vale para todas as doenças.

6 – Quais doenças têm vacina?

O Brasil oferece a vacina para a febre amarela pelo Sistema Único de Saúde (veja abaixo quem deve se vacinar). A vacina de zika está sendo pesquisada por laboratórios de diferentes países, mas ainda está em fase de testes. A dengue já tem uma vacina aprovada, mas vendida apenas na rede privada – o estado do Paraná foi o único a disponibilizar gratuitamente para a população.

Vacina contra febre amarela disponível no SUS (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Vacina contra febre amarela disponível no SUS (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

7 – Qual doença deve ter mais casos em 2017?

A previsão é difícil de ser feita. Mas, de acordo com os especialistas e com o Ministério da Saúde, os casos de chikungunya devem crescer e os de zika devem se estabilizar.

8 – Qual o papel do macaco na transmissão da febre amarela?

A morte de macacos é o primeiro sinal de alerta de que a febre amarela voltou a circular com maior intensidade em uma região. “Em Minas Gerais, temos o vírus cirulando em nossas matas, e em algum momento há uma replicação maior. O aparecimento dos macacos infectados é um sinal disso”, explica Jandira Campos Lemos, presidente da regional de Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Segundo o biólogo Horácio Teles, do Conselho Regional de Biologia, o vírus circula naturalmente entre macacos o tempo todo. Mas, em determinados momentos, predomina uma população de macacos que já é resistente ao vírus. Em outros momentos, novas gerações de macacos que ainda não tiveram contato com o vírus tornam-se mais vulneráveis e o vírus volta a fazer vítimas nas matas.

Casos de macacos encontrados mortos são investigados no Espírito Santo, no interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

Ossadas de vários macacos foram encontradas no Norte de Minas  (Foto: Pablo Caires/Inter TV)

Ossadas de vários macacos foram encontradas no Norte de Minas (Foto: Pablo Caires/Inter TV)

9 – A febre amarela vai chegar às grandes cidades?

Este é o maior temor em relação à febre amarela. Para o biólogo Horácio Teles, do Conselho Regional de Biologia, o risco é muito grande. “Com o desmatamento, as pessoas estão indo para cada vez mais perto da mata. Se uma pessoa for infectada na região silvestre, for para a cidade e for picada pelo Aedes aegypti, começa o ciclo de transmissão urbana”.

No entanto, a existência de uma vacina deve impedir que a febre amarela se torne uma epidemia tão grave quanto a de dengue. “Quando os primeiros casos ocorrem em uma cidade, é possível fazer uma vacinação de bloqueio e conter a doença”, diz o infectologista Juvêncio José Duailibi Furtado, coordenador científico da Sociedade Paulista de Infectologia.

Entenda a diferença entre febre amarela selvagem e urbana, e saiba quem precisa se vacinar

10 – Quem deve se vacinar contra a febre amarela?

Até agora, o Ministério da Saúde recomenda que apenas pessoas que morem nas áreas de risco (próximas à mata e zona rural) ou que viagem para estas regiões procurem os centros de saúde para vacinação.
Em situações de emergência, a vacina pode ser administrada já a partir dos 6 meses de idade. O indicado, no entanto, é que bebês de 9 meses sejam vacinados pela primeira vez. Depois, recebam um segundo reforço aos 4 anos de idade. A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de 10 dias para garantir a imunização já após a primeira aplicação.

Pessoas com mais de 5 anos de idade devem se vacinar e receber a segunda dose após 10 anos. Idosos precisam ir ao médico para avaliar os riscos de receber a imunização.

Pela possibilidade de causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

Fonte: G1

Brasileiros desvendam mistério de casos incomuns de leishmaniose

Cerca de 1 milhão de casos anuais de leishmaniose não se encaixam na definição da doença: os pacientes têm sintomas incomuns e os medicamentos padrão não funcionam. O mistério acaba de ser desvendado por um grupo de cientistas de Universidade Federal da Bahia (UFBA). Segundo eles, o responsável pelos casos atípicos é um parasita com variações genéticas distintas das linhagens que são conhecidas.
Até agora, os cientistas achavam que a anomalia verificada em muitos pacientes era provocada por alguma condição especial de seus próprios organismos, como uma gravidez, ou doenças crônicas. Mas a nova pesquisa, publicada nesta quinta-feira, 1º, na revista Plos Neglected Tropical Diseases, revela que a causa estava mesmo nos genes da Leishmania, o parasita que causa a doença.
O estudo foi liderado por Luiz Henrique Guimarães e Albert Schriefer, da UFBA. Entre 2005 e 2012. A identificação precisa dos casos atípicos é importante, segundo os cientistas, “porque o organismo do paciente que contraiu parasita com as variações genéticas não responde às drogas utilizadas normalmente contra a leishmaniose, mas responde a outros tratamentos disponíveis”.
Doença parasitária causada pelo protozoário Leishmania, a doença é transmitida por mosquitos do gênero Lutzomyia, conhecidos como mosquito-palha, nas regiões tropicais e subtropicais. A picada do mosquito contaminado pelo parasita pode provocar lesões na pele, que por sua vez podem ser infectadas por bactérias. Segundo os autores do estudo, o Brasil é um dos seis países que, juntos, concentram 90% dos casos da doença.
A equipe coordenada por Guimarães e Schriefer acompanhou 51 pacientes com casos atípicos de leishmaniose (CAL) e outros 51 com leishmaniose cutânea (LC) comum. Além de dados clínicos, os cientistas coletaram amostras de sangue e de pele para estudar tanto a genética do parasita que infectava cada paciente, como a resposta do sistema imunológico dos pacientes à doença.
O pesquisadores descobriram que, em comparação aos pacientes com LC, os que estavam infectados com CAL tinham um número consideravelmente maior de lesões – especialmente acima da cintura.
Em geral, a doença dos pacientes com CAL é mais duradoura e tem mais probabilidade de resistir ao antimônio, a substância padrão utilizada no Brasil para o tratamento da doença. Enquanto 98% dos pacientes com LC foram curados depois de uma ou duas aplicações da droga, apenas 35% dos pacientes com CAL se livraram da doença depois de duas aplicações.
Prosseguindo com as análises, os pesquisadores descobriram que a CAL encontrada no nordeste do Brasil é causada por uma linhagem geneticamente distinta da Leishmania braziliensis. Os protozoários de 62,5% dos pacientes com CAL tinham variações genéticas que só foram encontradas nessa linhagem do parasita. Eles também verificaram que os pacientes com CAL tinham níveis mais altos de proteínas inflamatórias produzidas pelo sistema imune.
Fonte: Bol

As doenças transmitidas por pombos devem ser levadas a sério

Os pombos são tão presentes em Osasco, que acabam fazendo parte do nosso cenário urbano. Parecem, em primeiro momento, inofensivos, mas as aparências enganam. Estas aves transmitem diversas doenças que podem levar até à morte.
Nesta matéria, nossa preocupação principal é trazer a você, leitor, quais as doenças que os pombos transmitem, até para que seja mais fácil saber como nos protegermos delas.
As grandes cidades são o cenário ideal para que as aves se reproduzam, já que elas têm como habitat locais com restos de comida e grãos. Além disso, restos de lixo também acabam sendo uma abundante fonte de alimento para os pombos.

As doenças transmitidas pelos pombos

Criptococose: esta é a principal doença transmitida pelas aves. Sua transmissão ocorre através da inalação de fungos presentes nas fezes do animal. A criptococose ataca o pulmão, podendo chegar até o sistema nervoso central. Os sintomas são: dor de cabeça, sonolência e febre. Em alguns casos, a doença pode evoluir e causar meningite. Aproximadamente, 30% das pessoas infectadas morrem.

Histoplasmose: esta é outra doença transmitida pelo fungo presente nas fezes dos pombos. Ela dá origem a uma micose que pode ser tão profunda que atinge até os órgãos internos.

Salmonelose: parecida com uma intoxicação alimentar essa doença é transmitida principalmente por carne contaminada. Os sintomas são diarreia e dores abdominais.

Dermatites: além destas doenças já conhecidas, os pombos podem carregar em suas asas micro-organismos que causam dermatites. Os sintomas são coceiras e infecções, que podem evoluir para alergias que afetam o sistema respiratório.

Como evitar as doenças transmitidas por pombos?

Não criar ambientes propícios para a proliferação das aves é o primeiro passo para evitar as doenças transmitidas por elas. Manter forros e telhados fechados também ajuda, impedindo que o animal possa fazer seus ninhos.

Alguns locais classificam os pombos como pragas e possuem programas permanentes, que impedem a proliferação dos animais. Em Osasco, tentamos contato com a Prefeitura para saber o trabalho que é realizado neste sentido mas, não obtivemos resposta até o fechamento da matéria.

Fonte: Osasco Notícias

Especialistas alertam para o desafio de combater doenças transmitidas por vetores

Em meio ao anúncio das autoridades de saúde de que a temporada 2017 de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti seria ainda mais rigorosa que a do ano passado, a ocorrência de casos de malária e o registro de surto de febre amarela mostram o quão desafiador é combater males transmitidos por mosquitos em Minas. Por estar em uma área tropical, com clima quente e úmido, o estado tem condições ideais para a reprodução e proliferação de espécies transmissoras dessas doenças e também da dengue, zika e chikungunya, que já se tornaram um problema de saúde pública. Para especialistas, o registro recente das duas doenças infecciosas representará, nos próximos meses de chuvas e calor, um transtorno a mais para o sistema de saúde, já comprometido com escassez de recursos, além de estrutura física e humana. Somente este ano, 133 casos suspeitos de febre amarela silvestre foram notificados em Minas, com ao menos 38 mortes. Ontem, mais quatro óbitos suspeitos pela doença foram registrados em Ladainha, no Vale do Mucuri.
No ano passado, foram 525.180 casos prováveis de dengue (suspeitos e confirmados), com 254 mortos, número recorde de contaminação em Minas Gerais, o que responsabilizou o estado por 36,8% dos registros no Brasil (1.426.005) e por 62% das ocorrências na Região Sudeste (841.286), de acordo com o Ministério da Saúde. A própria Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou no fim do ano passado que as “novas” doenças transmitidas pelo Aedes (zika e chikungunya) também teriam maior severidade em 2017. “Temos um cenário ideal dentro do estado que são sazonalidades que favorecem as altas densidades do mosquito, com chuva, altas temperaturas e condições ambientais favoráveis”, diz o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said.
Ele explica que, enquanto os mosquitos Anopheles darlingi (vetor da malária, que teve sete casos registrados em Minas no ano passado) e Haemagogus, que transmite a febre amarela silvestre, se reproduzem em ambientes naturais, como áreas de matas, o Aedes se domesticou. Com isso, este último tem como característica principal a preferência pelos criadouros artificiais, como garrafas PET, caixas d’água, vasos de plantas ou ambientes em casa que acumulem água. O Aedes é também transmissor da febre amarela, mas do tipo urbano da doença, que não tem registro de casos em Minas desde 1942.
Apesar de o governo do estado informar que os casos de malária foram pontuais e que o surto de febre amarela está em situação controlável, especialistas falam do peso das doenças para os serviços públicos. O infectologista Carlos Starling, diretor da Sociedade Mineira de Infectologia, é um dos que defendem o esforço extra. “É um desafio a mais e acaba sendo também um transtorno a mais para o sistema de saúde, pois exige mobilização e aplicação de recursos que na área da saúde, principalmente no que se refere a recursos humanos, já são escassos”. Ele lembra ainda que Minas “tem um exército de pessoas já muito absorvidas pelas ações de combate às doenças transmitidas pelo Aedes e que, mesmo com os casos de malária e o surto de febre amarela sendo localizados, o esforço para o combate gera sobretrabalho e mais gastos”.
DESIGUALDADES Ao tratar as doenças tropicais como aquelas que desestruturam os serviços de saúde, tanto público quanto privado, o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) Rivaldo Venâncio da Cunha detalha o impacto. “Elas pesam ainda mais porque as UPAs, hospitais e centros de saúde, que já funcionam com grande demanda, terão ainda mais pacientes buscando atendimento para essas doenças”, afirma. Ele destaca ainda outro fator: “Essas são doenças relacionadas não só ao clima, mas também a características econômicas e sociais, como as desigualdades no abastecimento de água no país, o que gera armazenamento inadequado e, consequentemente, proliferação de focos, bem como as más condições de coleta de resíduos sólidos”, diz.
Para Cunha, enquanto não surgirem aportes tecnológicos, como vacina, ou que permitam a erradicação dos mosquitos, essas são doenças que vão continuar a aparecer. “É um problema que poderia ter sido amenizado, mas que exige décadas de política pública e investimento, o que ainda não ocorreu.”

 

Proteção é o melhor remédio

Apesar de informar que todo o esforço está sendo feito para controle do surto de febre amarela, o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said, reforça a necessidade de envolvimento da população nas ações de combate aos vetores. Além das medidas para erradicar criadouros do mosquito Aedes aegypti nos centros urbanos, ele chama a atenção para medidas simples, como a orientação de tomar a vacina contra a febre amarela, uso de repelentes, telas protetoras nas janelas e mosquiteiros, além de uso de roupas de mangas longas, que podem ajudar a evitar picadas dos mosquitos em áreas de transmissão.
Sobre os casos de febre amarela, por exemplo, o subsecretário chama a atenção para a possibilidade de eles terem sido evitados. “A vacina é preconizada para crianças a partir de 9 meses, com reforço aos 4 anos. Fica disponível no calendário de vacinação durante todo o ano e tem 95% de eficácia. Mas a cobertura vacina no estado é muito baixa, justamente porque as pessoas não se vacinam”, afirma.
Desde o início do surto de febre amarela, uma força-tarefa foi montada envolvendo a SES, equipes das prefeituras de quatro regionais de Saúde do estado, técnicos do Ministério da Saúde, além de outros órgãos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. O subsecretário Rodrigo Said afirma que as estratégias adotadas para erradicação do vetor da febre amarela, a exemplo da borrifação de inseticida, também têm efeitos contra o Aedes nas áreas onde estão sendo adotadas.
RECURSOS Por causa do surto, o governador Fernando Pimentel já anunciou a liberação de R$ 26 milhões para as cidades afetadas pela febre amarela. São recursos que vão ser usados pelos municípios, que já enfrentam endividamentos por causa dos muitos gastos dos últimos dias. Com o dinheiro, as prefeituras ficam autorizadas a contratar profissionais, aumentar as internações, permitir que os postos de saúde fiquem abertos nos fins de semana e estendam o horário de funcionamento, entre outras ações.

Alerta no Espírito Santo

A Secretaria de Estado de Saúde do Espírito Santo registrou a morte de 54 macacos por suspeita de febre amarela nas regiões Sul e Noroeste do estado desde o início do ano. O número, no entanto, pode chegar a 80, com a confirmação de outros casos por prefeituras. A atualização será feita amanhã. Parte das mortes ocorreu em Colatina, a 220 quilômetros de Governador Valadares, no Leste de Minas, cidade-sede de uma das quatro regionais de saúde que tiveram decretada situação de emergência na por suspeita de febre amarela silvestre. A mortandade de macacos levou a bióloga da Fiocruz Márcia Chame a relacionar a tragédia de Mariana com o aumento de casos suspeitos de febre amarela em Minas. A hipótese tem como ponto de partida a localização das cidades mineiras que identificaram até o momento casos de pacientes com sintomas da doença. Grande parte está na região próxima ao Rio Doce, afetado pelo rompimento da Barragem do Fundão, em novembro de 2015. A cidade capixaba de Colatina também foi afetada pelos reflexos do acidente de Mariana. “Com a degradação do meio ambiente, animais acabam também ficando mais próximos do homem, aumentando os riscos de contaminação”, disse Márcia. A Fundação Renova, criada pela Samarco, não se manifestou sobre o assunto. Em nota, informou que “todas as informações que tenham aderência às ações em andamento serão incorporadas pela fundação.”
Fonte:  EM

Picadas de inseto são tema de orientações do Departamento Científico de Dermatologia da SBP

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um documento com recomendações para médicos e pais ou responsáveis que precisam oferecer socorro a crianças e adolescentes vítimas de picadas de insetos. Trata-se de mais uma contribuição da entidade com o processo de educação continuada dos especialistas e a segunda elaborada pelo Departamento Científico de Dermatologia nesta gestão.
O trabalho pelo grupo que conta com a coordenação da dra Vânia Oliveira de Carvalho. Além dela, participam do DC de Dermatologia: a dra Ana Maria Mosca de Cerqueira (secretária); e os drs Ana Elisa Kiszewski Bau, Antônio Carlos Madeira de Arruda, Jandrei Rogério Markus, Marice Emanuela El Achkar Mello e Matilde Campos Carrera (membros do DC).
PARA ACESSAR A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO, CLIQUE AQUI.
De acordo com os autores, os insetos representam uma das classes mais numerosas do reino animal e seu inevitável contato com os seres humanos é sinônimo de exposição a picadas que podem provocar de lesões imperceptíveis a reações graves. “A reação de hipersensibilidade a antígenos existentes na saliva de insetos é conhecida por prurigo estrófulo ou urticária papular. Na presença de um número suficiente de picadas de insetos em indivíduos suscetíveis ocorrerá a doença que é caracterizada por uma erupção papular crônica e/ou recidivante, pruriginosa, que ocorre entre o segundo e o décimo ano de vida. É queixa frequente nos consultórios de pediatria trazendo angústia para aos pais e desconforto para a criança”, alerta o texto.
ORIENTAÇÕES – No documento científico, entre outros pontos, estão descritos os principais sintomas e formas de manifestação do problema. Os autores ainda descrevem os agentes envolvidos neste processo e as repassam informações sobre como acolher e encaminhar os pacientes e seus familiares. “Algumas orientações devem fazer parte do tratamento sendo recomendado em publicações os 3 Ps: prevenção da picada, controle do prurido e paciência”, aconselham os especialistas.
O DC de Dermatologia explica ainda que “as lesões surgem alguns dias após as picadas e que a reação pode durar algumas semanas quando não tratadas adequadamente”. Segundo os especialistas, evitar a picada é o tratamento mais eficaz. Deste modo, a orientação de medidas ambientais é um passo importante. Por exemplo, as roupas podem ser uma barreira física quando são usadas mangas longas e calças compridas em locais de maior exposição aos insetos como nas áreas rurais. Por outro lado, as vestimentas finas e mesmo transparentes têm pouco benefício na prevenção das picadas.
Também são feitas orientações sobre os cuidados com o ambiente onde estão pacientes e insetos. As dicas incluem instalação de telas nas janelas ou de mosquiteiros sobre as camas para impedir a entrada de insetos voadores. Sugere-se, ainda, que nos períodos do nascer e do pôr do sol as janelas fiquem fechadas, a climatização dos cômodos da casa e a a dedetização por empresa especializada, “seguindo-se as orientações de tempo de afastamento da casa e limpeza”.
TERRENO DE CASA – A limpeza da casa e de seus arredores precisar ser uma preocupação, afirma o DC de Dermatologia. O grupo pede aos pais que observem o estado do terreno da casa e, se possível, de lotes ou propriedades próximas, evitando-se a presença de entulho e do acumulo de água. Outra medida preventiva importante é tratar os animais de estimação para eliminação de pulgas e parasitas.
No material divulgado pela SBP, ainda há um tópico específico para os repelentes, aplicados diretamente sobre a pele ou em locais e objetos de uso constante. Também há informações sobre as faixas etárias adequadas para uso e critérios de segurança do produto.
“Os óleos naturais são os mais antigos repelentes conhecidos e parecem ter eficácia razoável. Porém, por serem altamente voláteis (evaporam rápido), protegem por pouco tempo. Um estudo mostrou que o óleo de soja a 2% conferiu proteção contra o Aedes por quase 1 hora e meia. O óleo de citronela por evaporar muito rápido, fornece proteção muito curta. Óleo de andiroba puro mostrou ser muito menos efetivo”, acrescentou.
Contudo, o DC de Dermatologia alerta que o uso de repelentes pode causar reações alérgicas locais e sistêmicas, devendo ser usados com cautela e, preferencialmente, com a orientação do Pediatra. Entre as recomendações que devem ser feitas aos pais constam: nunca aplicar na mão da criança para que ela mesma espalhe no corpo, evitando-se que esfreguem nos olhos ou coloquem na boca; aplicar a quantidade e intervalo recomendados pelo fabricante; não aplicar próximo da boca, nariz, olhos ou sobre a pele traumatizada; não permitir que a criança durma com o repelente aplicado.
Fonte: SBP Comunicação

Dengue, zika e chikungunya provocaram 794 mortes em 2016, segundo boletim

A soma de mortes por dengue, zika e chikungunya no Brasil em 2016, até o dia 24 de dezembro, chegou a 794: 629 por dengue, 159 por chikungunya e 6 por zika. No mesmo período de 2015, as três doenças haviam provocado 1.001 mortes: 984 por dengue, 14 por chikungunya e 3 por zika.

Até 24 de dezembro de 2016, o Brasil registrou 1.976.029 casos prováveis das três doenças, todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti: 1.496.282 de dengue, 265.554 de chikungunya e 214.193 de zika. Os dados são do novo boletim epidemiológico publicado no site do Ministério da Saúde.

Dengue

Mesmo antes da compilação dos casos da última semana do ano, o número de casos de dengue registrado em 2016 já é o segundo mais alto desde 1990, quando os dados começaram a ser registrados no Brasil. E se aproxima do ano recordista, que foi 2015, quando houve 1.649.008 casos.

A incidência em 2016 foi de 731,9 casos por 100 mil habitantes. A região com a maior incidência foi o Centro-Oeste, com 1.313,8 casos por 100 mil, seguida do Sudeste, com 999,5 casos por 100 mil.

Chikungunya

Os 265.554 casos de chikungunya registrados em 2016 representam um aumento de 589,7% em relação aos 38.499 casos registrados em 2015. O vírus foi identificado pela primeira vez no Brasil em 2014. O número de mortes pela doença aumentou em 1.035% de 2015 para 2016: de 14 para 159.

A incidência de chikungunya no país em 2016 foi de 129,9 casos por 100 mil habitantes. A região com maior incidência foi o Nordeste, com 407,7 casos por 100 mil habitantes.

Zika

A zika foi identificada no Brasil pela primeira vez em abril de 2015 e os casos só passaram a ser notificados a partir do final do ano, por isso não é possível comparar os dados de 2016 com os de anos anteriores.

Em 2016, os 214.193 casos registrados no país representaram uma incidência de 104,8 casos por 100 mil habitantes. A região Centro-Oeste teve a maior incidência do país?: 219,2 casos por 100 mil habitantes.

 Fonte: G1

Aedes resistente ao vírus da dengue é criado por pesquisadores dos EUA

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, criaram mosquitos geneticamente modificados que são resistentes à dengue. O estudo foi publicado na quinta-feira (12), na revista científica PLoS.
Em entrevista ao G1, George Dimopoulos, que é autor principal do trabalho, disse que a pesquisa é “um primeiro passo para controlar a transmissão da doença”. Os mosquitos com os genes alterados produziram menos ovos e cópias dos vírus no corpo e glândulas salivares.
“Acreditamos que, por meio da engenharia genética, nós vamos poder fazer um sistema imunológico dos mosquitos tão forte que vá bloquear completamente o vírus. Em seguida, nós temos que desenvolver mosquitos que podem suprimir a infecção pelo vírus da dengue para um nível que garanta a redução da transmissão para os seres humanos”, disse.
Dimopoulos e seus colegas modificaram um gene responsável pela vitelogenina, uma proteína que é expressa depois de o mosquito se alimentar de sangue. Também foram acrescentados genes de duas outras proteínas, Dome e Hop, ativadas em Aedes geralmente resistentes à doença.
De acordo com o estudo, tal modificação genética no Aedes aegypti não é eficiente para criar resistência ao zika e à chikungunya, no entanto. O pesquisador diz que a pesquisa pode ajudar a entender quais modificações são necessárias para esses outros vírus.
“Nosso estudo ensinou que o sistema imunológico dos mosquitos não suprime a dengue, zika e chikungunya com o mesmo mecanismo [ou genes]. Isso nos ajudará a aplicar e descobrir outras modificações genéticas para torná-los resistentes a todos esses vírus”, completou.
‘Aedes do Bem’ no Brasil – O Brasil já tem uma experiência bem-sucedida com uma linhagem modificada do mosquito Aedes aegypti.
Os mosquitos geneticamente modificados, ou transgênicos, produzidos pela empresa britânica Oxitec foram liberados, primeiro, em dois bairros da cidade de Juazeiro – Ituberaba e Mandacaru – e em um bairro da cidade de Jacobina, ambas na Bahia.
Nessas áreas, o projeto foi liderado pela Universidade de São Paulo e pela organização Moscamed, com apoio da Oxitec. Depois, o mosquito também passou a ser liberado em Piracicaba.
Os dois mosquitos são modificados geneticamente, mas são diferentes. Guilherme Trivellato, coordenador de operações de campo da Oxitec no Brasil, explicou que o estudo da Universidade Johns Hopkins tem como objetivo o “controle da doença” e que “o inseto continue se proliferando, mas seja menos propenso a transmitir a dengue”.
Já o Aedes do Bem usado no Brasil, de acordo com o Trivellato, busca um “controle do vetor”.
“É um mosquito que, ao ser liberado no ambiente, copula com a fêmea selvagem do Aedes aegypti. Seus descendentes herdam um gene autolimitante que faz com que morram antes de se tornarem adultos funcionais. Com isso, há uma supressão significativa da população selvagem do Aedes aegypti na área em que é utilizado o ‘Aedes do Bem’, sem permanecer no ambiente”, completou.
Fonte: Ambiente Brasil

Minas Gerais registra primeira suspeita de morte por dengue em 2017

Minas Gerais registrou a primeira suspeita de morte por dengue em 2017, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quarta-feira (25). O óbito está em investigação. Detalhes sobre a vítima e local onde a doença teria sido contraída não foram informados pela SES.

O balanço da secretaria também aponta que, até esta segunda-feira (23), 2.469 casos prováveis de dengue, que incluem as ocorrências confirmadas e suspeitas, foram registrados no estado. Em média, foram mais de 107 casos por dia.

Em 2016, Minas Gerais teve 254 mortes em decorrência da doença confirmadas. O número de casos prováveis ultrapassou 528 mil. A cidade em que houve mais óbitos é Belo Horizonte, onde 61 pessoas morreram. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a capital mineira também registrou cerca de 155 mil confirmações da doença no ano passado.

Chikungunya e zika

O boletim da SES também traz dados de outras duas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Em relação à Chikungunya, a secretaria contabiliza, em 2017, 107 casos prováveis em Minas. Já o registro de casos prováveis de zika chega a 46 no estado.

Fonte: G1

Preciso me vacinar contra a febre amarela? Veja perguntas e respostas sobre o surto em MG

Em um hospital de São Paulo, desde que os casos de febre amarela silvestre começaram a aumentar em Minas Gerais, a procura por vacinas triplicou. São 32 mortes confirmadas em terras mineiras e três óbitos no noroeste paulista – em São José do Rio Preto e em Ribeirão Preto. O G1 conversou com especialistas para entender qual é o tamanho da epidemia e quem precisa correr para se prevenir contra a doença.

1. Por que este surto de febre amarela é chamado de “silvestre” e “selvagem”?

Porque os casos são registrados em regiões rurais ou de mata, transmitidos pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes. Por enquanto, não foi detectada a transmissão da doença pelo Aedes aegypti, mais famoso pela dengue, zika e chikungunya e por gostar das áreas urbanas.

2. É possível que a epidemia chegue às grandes cidades?

Sim. Uma pessoa infectada em zona rural poderá ir para uma cidade. Uma vez picada por um mosquito Aedes aegypti, o inseto poderá transmitir para outra pessoa, e assim por diante. A boa notícia é que isso não aconteceu ainda, de acordo com o Ministério da Saúde e os médicos entrevistados.

“A pessoa que vive dentro da cidade, em São Paulo por exemplo, não precisa entrar em pânico, mas é verdade que todo mundo tem que receber pelo menos uma dose da vacina […]. Sem dúvida alguma, pessoas que têm contato com área rural ou silvestre precisam estar vacinadas”, disse Marcelo Simão, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Vale ressaltar que o vírus da febre amarela não é transmitido de pessoa para pessoa, apenas pela picada de mosquitos infectados.

“A epidemia, na verdade, está entre os macacos da mata. O homem adentrando ou estando próximo é picado pelo mesmo mosquito e adquire a doença”, completou Simão.

3. Devo sair atrás da vacina, então?

Como o surto está concentrado fora das regiões urbanas, o Ministério da Saúde recomendou a imunização para todas as pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e aqueles que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.

4. Quem pode se vacinar?

Em situações de emergência, a vacina pode ser administrada já a partir dos 6 meses. O indicado, no entanto, é que bebês de 9 meses sejam vacinados pela primeira vez. Depois, recebam um segundo reforço aos 4 anos de idade. A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de 10 dias para garantir a imunização já após a primeira aplicação.

Pessoas com mais de 5 anos de idade devem se vacinar e receber a segunda dose após 10 anos. Idosos precisam ir ao médico para avaliar os riscos de receber a imunização.

Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

Mosquito haemagogus é um dos transmissores da forma rural da febre amarela (Foto: Reprodução/TV Globo)

5. Eu me vacinei uma vez, preciso me vacinar novamente?

De acordo com o infectologista Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, é importante se vacinar duas vezes – a segunda dose deverá ser tomada depois de 10 anos. Depois disso, a pessoa ficará imune por toda a vida.

Para áreas epidêmicas da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que é necessária apenas uma dose – a chance de o corpo entrar em contato com doença por uma segunda vez antes de perder a proteção é grande. Tal contato reforça a criação de anticorpos e funcionaria como uma segunda dose.

6. A doença vai se espalhar por todo o Brasil?

Depende. De acordo com os especialistas, se a população de Minas Gerais e das áreas afetadas passar por uma boa vacinação de contenção, o surto irá diminuir. Todas as pessoas residentes nas regiões dos casos devem ser imunizadas.

O Ministério da Saúde informou que todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas. O órgão disse, ainda, que enviou 735 mil vacinas ao estado, totalizando mais de 1 milhão de doses ao estoque de Minas Gerais.

7. Quais os sintomas da febre amarela?

A doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção, de acordo com o Ministério da Saúde. Os sintomas iniciais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maior parte das pessoas apresenta uma melhora após tais sintomas.

Cerca de 20% a 40% das pessoas que desenvolvem a versão mais grave da doença (15% do total de infectados) podem morrer.

Fonte: G1