Infestação de ratos assusta pedestres e comerciantes no Centro de BH

Reportagem do EM flagrou situação em um cruzamento da capital. Comerciantes dizem que o problema é constante

 
Eles são muitos, transmitem doenças e chegam a assustar pelo tamanho. Quem passa pelas vias do Centro de Belo Horizonte pode encontrar ratos a qualquer hora do dia mas, segundo comerciantes, o número aumenta no início da noite. A reportagem do Estado de Minas flagrou o “ataque” de um grupo de ratazanas por volta das 18h dessa segunda-feira no cruzamento da Rua dos Carijós com a Rua dos Guaranis. Eles rasgavam sacos de lixo e se misturavam entre carros e motocicletas estacionados na via.
“É a qualquer hora do dia. Tem um estacionamento de motos quase na esquina com a Carijós, e você vê eles passando no meio delas”, diz o vendedor Luciano Benedito de Assis, de 41 anos, que trabalha em uma loja na região. “Já chamamos a prefeitura várias vezes”, diz. No entanto, segundo ele, não houve resposta. Segundo Assis, mesmo com o recolhimento de lixo frequente – somente nesta manhã, o caminhão da SLU passou três vezes -, os ratos permanecem no local.
Uma pessoa que trabalha em uma farmácia nas proximidades do cruzamento, e pediu para não ser identificada, disse já ter visto ratos andando sobre toldos de lojas e até mesmo nos fios da rede elétrica.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, até o mês de agosto, a prefeitura recebeu 12.017 solicitações de controle de roedores e 11.689 atendimentos. No ano passado, foram 23.386 solicitações e 22.592 atendimentos.
O controle de roedores na capital é realizado em ações programadas em áreas de maior infestações, como beiras de córregos e vilas, e agendadas conforme demanda espontânea. O serviço pode ser solicitado por meio do número de telefone 156. Ainda segundo a Secretaria, os agentes da prefeitura avaliam se existe a necessidade de aplicar o raticida. Na capital são três espécies mais comuns de roedores que convivem com o homem: ratos de telhado, camundongos e ratazanas.
A Secretaria de Saúde ainda destaca que a má conservação e a falta de limpeza de lotes vagos podem contribuir para o aumento dos roedores. Por isso, é importante que o morador mantenha os locais livres de lixo e de restos de comida.
 
 

Casos de dengue crescem quase 1.000% sobre 2012

Fonte: EM


O aumento de quase 1.000% no número de casos confirmados de dengue em BH neste ano, em relação aos 57 confirmados no mesmo período de 2012, está exigindo reforço nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Os 605 exames positivos até 20 de fevereiro, que também superaram os 585 casos de 2012 inteiro, levaram a prefeitura a contratar mais 200 agentes, que se somarão aos 287 convocados em dezembro e aos 1.467 que já estavam no cargo.
Nas visitas domiciliares eles farão monitoramento do vetor, retirada dos focos, além de orientar moradores. Especialista e população, no entanto, cobram ações mais enérgicas e acreditam que as medidas de prevenção foram tardias. “Um dos motivos para o aumento de casos é a circulação do vírus den tipo 4. Mas as medidas preventivas não foram tão eficazes como nos últimos anos, quando houve menos casos”, afirma o professor da Faculdade de Medicina da UFMG Unaí Tupinambás.
“Vivemos uma epidemia, mas ainda há tempo para controlar a infestação. Pelo menos, a prefeitura está reforçando o número de agentes”, disse, lembrando que a tendência do número de casos ainda é de crescimento. “E ainda estamos com sorte porque não está chovendo tanto em BH”.
A gerente de Controle de Zoonoses, Silvana Tecles Brandão, explica que apesar dos níveis pluviométricos deste ano terem sido mais baixos do que no ano passado, eles foram suficientes para a eclosão de ovos acumulados em criadouros. Além disso, as altas temperaturas favoreceram o desenvolvimento da larva, que chega à fase adulta em ciclo rápido de oito dias.
Outro fator é a entrada do vírus den 4. “Até então, quem adoeceu por dengue foi por outros vírus. Temos uma população completamente suscetível ao tipo 4”, explica Silvana.
Outras ações
Além dos novos funcionários, a secretaria está colocando faixas nos 83 bairros que apresentaram Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) maior que três.  Até agora 212 foram afixadas. Essas regiões, bem como os bairros que vêm tendo grande número de casos notificados da doença nos postos de saúde são alvo também de ações de mobilização e de mensagens via carro de som.
Sujeira
Apesar do esforço, ainda há muito o que ser feito. Do supermercado onde trabalha no bairro Santa Tereza, a estoquista Fabiana de Brito Reis, de 30 anos, vê a situação de um lote vago tomado por mato e lixo na esquina da Avenida do Contorno com Rua Hermílio Alves. Para ela, que já sentiu na pele os efeitos da dengue, a sensação é de incômodo. O local foi um dos escolhidos na Região Leste para receber o alerta da prefeitura sobre o alto índice de infestação da doença. Ele fica em frente ao Mercado Santa Tereza, de onde Fabiana observa a sujeira. “Dá muito medo ver que o lixo fica aí espalhado, podendo esconder focos do mosquito da dengue e ninguém se preocupa com a saúde das pessoas”, conta Fabiana, que contraiu a doença há cerca de um ano. “Não desejo isso para ninguém. Foi uma experiência pavorosa, que não consigo esquecer”, diz a estoquista, que ficou 10 dias na cama.
Apesar de reconhecer que prevenção e limpeza são deveres de todos, a repositora cobra ações mais enérgicas do poder público. “O dono do lote tem a responsabilidade de manter o local limpo, mas a prefeitura deve estar o tempo todo atenta e fiscalizar para que locais como estes não fiquem se tornem pontos de infestação”.
Aumento de 190% no país
Levantamento do Ministério da Saúde mostra que do início de janeiro até 16 de fevereiro foram registrados 204.650 casos de dengue no país, um aumento de 190% sobre o mesmo período do ano passado. Segundo o ministério, 84,6% estão concentrados em oito estados. Apesar do aumento do número de ocorrências, o levantamento mostra uma redução de 44% dos casos graves e de 20% de mortes provocadas pela doença. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é clara a situação de epidemia em alguns estados e municípios. O ministro atribuiu a expansão da doença a mudanças climáticas, como excesso de chuvas, seca e calor, e também à circulação de um novo tipo de Dengue, chamado DEN24. A maior concentração da doença está no Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, e São Paulo.


Todos os insetos são pragas urbanas?

Insetos e as pragas urbanas não são sinônimos. Por mais que a cultura popular entenda todos os insetos como uma possível ameaça à saúde e ao bem-estar é incorreto afirmar que todos os insetos são pragas. O termo praga ou praga urbana é relativo, como todo animal, os insetos reagem ferozmente a uma quantidade enorme de alimentos, isso pode acontecer numa lavoura ou mesmo na pia da sua casa. Como esse comportamento é um processo natural, afirmar que os insetos só fazem mal a nós seres humanos é um erro. Continue lendo “Todos os insetos são pragas urbanas?”