menu

O perigo da aranha marrom

As aranhas formam um enorme grupo de aracnídeos no mundo animal. Atualmente, existem aproximadamente 35000 espécies de aranhas. A maioria das espécies são inofensivas, uma vez que possuem toxinas inofensivas ao ser humano. Mas isso não significa que acidentes graves envolvendo esses animais não ocorram. Algumas espécies, como a aranha marrom, podem causar danos à saúde de quem levar uma picada.
Em geral, a aranha marrom vive em vários tipos de locais como pedras, tijolos, frestas de portas e janelas, rodapés, no meio da grama e até nas cascas das árvores. Uma vez dentro da residência, a aranha encontra algum lugar escuro e seco como porões, forros, armário, estante de livros, caixas de papelão ou sótãos e encontram ali um habitat. Essas aranhas não costumam ser agressivas, mas podem, numa picada, disseminar no corpo da vítima uma toxina bastante perigosa e debilitante. Sua picada é quase indolor e só apresenta sintomas de 12 a 24 horas depois. Entre os sinais estão: inchaço, bolhas dor e necrose.
É importante ressaltar que a melhor forma de prevenir acidentes com a aranha marrom é lançar mão do controle químico feito por profissionais. Procure uma dedetizadora de confiança para ajudar você a lidar com essa ameaça.

Teia de aranha que dá em árvore

Árvores cobertas por teias de aranha. Isso mesmo, numa província do Paquistão, Sind, foi registrado este fenômeno muitíssimo curioso. E todos que passavam pelo local e testemunharam tal obra da natureza tinham a mesma pergunta para fazer: como isso acabou acontecendo?

A impressionante mudança na paisagem ganhou repercussão mundial depois da destruidora enchente que assolou a região em 2010 e deixou milhões de pessoas desabrigadas. E isso explica muita coisa para os especialistas. Eles acreditam que as aranhas fugiram das inundações procurando o abrigo das árvores. A partir de então os aracnídeos fizeram dos esconderijos seu novo lar, envolvendo as folhas num enorme e denso emaranhado de teias.
 
Mas além de modificar de forma fundamental a paisagem de Sind, os animais causaram muitos outros impactos do ecossistema. Positivos e negativos. As teias deterioram as árvores gradativamente já que não suportam tal “corpo estranho”. Por outro lado, a quantidade acima do normal de teias de aranha acabou fazendo uma armadilha natural do mosquito transmissor da malária, isso fez com que a taxa de incidência da doença fosse bastante reduzida.  

Três novas espécies de tarântulas que comem pássaros foram descobertas

Três novas espécies de aranhas pertencentes ao gênero Avicularia foram descobertas por pesquisadores do Instituto Butantan. Esse tipo de tarântula é conhecido pelo tamanho e quantidade de pelos que possuem, além de manterem uma dieta que pode incluir até mesmo pequenos pássaros ou morcegos.
As três espécies novas foram chamadas de A. caei. Encontrada no Brasil, A. lynnae, habitante do Peru e Equador, e A. merianae, também do Peru. Esta última recebeu o nome em homenagem a uma naturalista nascida em 1647, Maria Sibylla Merian, que desenhou uma Avicularia alimentando-se de um pássaro, que deu origem a seu apelido “comedora de pássaros”. Na época, porém, as pessoas não acreditaram nela e a consideraram louca.
Em pesquisa publicada no periódico ZooKeys, os estudiosos organizaram o gênero por inteiro, reduzindo as mais de 50 espécies contidas nele para 12, incluindo as três inéditas. Desde que essas aranhas foram descobertas e consideradas um novo gênero, em 1818, os cientistas não conseguiam realmente definir o que diferenciava uma tarântula comum de uma Avicularia.
O trabalho do grupo de pesquisadores, portanto, era organizar as questões envolvidas na taxonomia das aranhas. Para fazer isso, eles procuraram por espécimes antigas em museus ao redor do mundo, verificando as descrições encontradas em latim, francês, português, holandês e alemão. Dessa forma, os cientistas foram capazes de compará-las àquelas feitas no período atual.
De forma geral, as tarântulas consideradas Avicularia eram apenas conhecidas pelo seu grande tamanho (que varia entre 12 a 15 centímetros), seus pelos em abundância e por viverem em árvores.
O trabalho dos pesquisadores acabou gerando novos tipos de gênero com a finalidade de tornar o diagnóstico das espécies mais exato. Algumas aranhas encontradas no Brasil foram batizadas de Ybyrapora, outras, do Caribe, foram chamadas de Caribena e uma espécie diferente, originária da República Dominicana, recebeu o nome de Antillena.
Fonte: Galileu

Cientistas recriam teia de aranha em laboratório

As aranhas conseguem tecer fios comparados ao aço, tão resistentes quanto o Kevlar e 30 vezes mais finos do que o cabelo humano. Durante muitos anos cientistas tentaram, sem sucesso, reproduzir esse milagre da natureza. Até que pesquisadores da Swedish University of Agricultural Sciences e do Karolinska Institute, na Suécia, descobriram o segredo, divulgado no periódico Nature Chemical Biology, na última segunda-feira (9).
“Esta é a primeira mostra biométrica bem-sucedida de um fio de seda de aranha. No futuro, isso nos permitirá produzir seda artificial em escala industrial, para uso em biomaterial ou para a confecção de tecidos avançados”, comemorou uma das veteranas do grupo, Anna Rising.

Uma amostra da teia artificial criada pelos institutos suecos

Mas como eles conseguiram?

Segundo a universidade sueca, os estudos preliminares envolviam criação dos artrópodes, mas eles são difíceis de se manter juntos em cativeiro e geram pouca quantidade de fibras naturais. Já o processo de fiação de seda artificial que imita o mesmo processo dos bichinhos não era bem-sucedido devido à dificuldade de imitar as proteínas solúveis em água que mudam rapidamente sua acidez.
A descoberta pode ser usada nos campos da medicina e da indústria têxtil avançada
Eis que a resposta para o segredo foi utilizar cadeias em culturas de bactérias E. coli com um aparelho capaz de emular as mudanças do balanceado pH das aranhas, pois é isso que forma rapidamente o fio de seda em determinado local.
Essa descoberta pode ser usada para a produção em larga escala, nos campos da medicina, na reparação da da medula espinhal, por exemplo, e, claro, na fabricação de roupas e equipamentos mais leves para proteger nosso corpo.

FONTE(S): SWEDISH UNIVERSITY OF AGRICULTURAL SCIENCES
IMAGEN(S):  SWEDISH UNIVERSITY OF AGRICULTURAL SCIENCES
 

Teias de aranha gigantes se espalham em fazenda e intrigam moradores da Inglaterra

Uma invasão de aranhas está deixando os moradores de Trawden, East Lancashire na Inglaterra intrigados. Por lá, os campos amanheceram com teias gingantes se espalhando por mais de 100 metros em uma fazenda de ovelhas ao norte de Manchester.
Alguns moradores estão levanto a invasão com bom humor. “É espetacular. Lamentamos somente por elas não terem criado as teias um dia antes do Halloween”, brincou Judith Charnley.
Ele ainda explicou que aparentemente as aranhas são da espécie Dictyna arundinacea, inofensivas e comuns na região. Em cada teia milhares de filhotinhos de aranhas são protegidos, os ‘bebês aranhas’ medem entre 2 e 3 milímetros.
Fonte: JC

ACIDENTES COM ARANHAS AUMENTAM NO VERÃO

As temperaturas estão cada vez mais altas, sinal de que o verão está pra chegar. É nessa época que aumentam também os acidentes domésticos com aranhas. A aranha marrom está entre as espécies que mais representa riscos à população urbana, de acordo com Instituto Butantã.
Das mais de 30 mil espécies de aranhas que já foram catalogadas, menos de 30 são consideradas ameaças ao ser humano. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a grande maioria das aranhas atuam a nosso favor, evitando infestações de outras pragas urbanas como baratas, formigas e mosquitos, por exemplo.
Se tiver interesse, no Blog da insetan, temos um post dedicado inteiramente sobre aranhas que podem ser nossas aliadas.
Buscamos dados do Ministério da Saúde, que indicam que os acidentes domésticos causados pela picada da aranha marrom, crescem bastante durante os períodos quentes do ano, cerca de 40%. O Instituto Butantã, que é referência no mundo em pesquisas biomédicas, confirma estes dados e indica que o número de acidentes com animais peçonhentos (que inclui além das aranhas, os escorpiões e serpentes) aumenta cerca de 80% no verão.

Por que isso acontece?

Antes de entendermos o porquê deste crescimento tão grande no número de ocorrências, é importantes termos ciência do modo como as aranhas chegam aos ambientes urbanos. Somos nós mesmos quem trazemos este tipo de praga para perto de nós. O homem é o grande responsável pela dispersão de muitas espécies destes aracnídeos por meio do transporte de cargas em caminhões e ferrovias, distribuindo-os em diversas regiões do território nacional. Desta forma, uma aranha nativa do norte do Brasil pode infestar determinadas cidades de outras regiões do país. A mesma dinâmica acontece quando vamos aos supermercados e transportamos nossas compras para casa, em embalagens de papelão. Além dos produtos, podemos encontrar ali animais adultos, filhotes ou até ovos que podem eclodir em pouco tempo.
Mas por que o número de acidentes aumenta no verão? Esta é a dúvida central deste texto. A bióloga e Responsável Técnica da Insetan, Viviane Avelar, explica que, durante este período quente com a alta temperatura, elas saem de seus esconderijos, o que provoca o aumento dos casos com estes animais.

As aranhas mais perigosas

As espécies de aranhas que mais causam transtornos nessa época são, de acordo com o Ministério da Saúde, a Loxosceles (aranha marrom), a Phoneutria sp. (armadeira) e a Lycosa sp. (aranha de grama ou tarântula).
A atenção precisa ser redobrada especialmente com relação a roupas de cama e banho, sofás, travesseiros, almofadas e calçados. A bióloga recomenda sempre verificar, com cuidado, a presença do animal e deixar a casa sempre arejada e limpa evitando o acúmulo de entulhos.
Dentro de casa é bom prestar atenção aos rodapés, quadros e atrás de móveis como guarda-roupas, armários e hacks. Estes aracnídeos também podem se esconder em meio a papéis.
A picada da aranha marrom causa dor, queimação e inchaço em um período de 6h a 12h. Ao perceber esses sinais procure a unidade de saúde mais próxima o mais rápido possível.
 
Com informações de Empresa Brasil de Comunicação (EBC Serviço) e Agência Minas
Foto: Pexels

Infestação de escorpiões e aranhas em casa. O que fazer?| Pergunte ao Especialista

Clique aqui e envie sua dúvida para o Blog da Insetan
Hoje é sexta-feira e, como sempre, temos o Palavra de Especialista, espaço que reservamos para responder dúvidas de nossos leitores.
Veja só o e-mail que recebemos: “Olá! Estou tendo problemas com escorpiões e aranhas em minha residência. Fui informado que vão fazer a detetização usando o inseticida deltek 2,5. ele pode ser aplicado dentro da residencia ou apenas no perimetro? Tenho uma criança recém-nascida e, por isso, estou preocupado. Se aplicar dentro da residencia é melhor a aplicação nas paredes ou no chão? Obrigado!”
Fomos até a bióloga e responsável técnica da Insetan, Viviane Avelar para responder à pergunta de nosso leitor.
Ela explica que o controle de escorpiões deve ser realizado com produto apropriado e a aplicação deve ser feita de forma abrangente e bem minuciosa. Sobre o produto informado no e-mail do nosso leitor, Deltek, é um inseticida piretróide (deltametrina)* microencapsulada e possui registro para o controle de escorpiões e aranhas”, informa a bióloga. Ela salienta ainda que para a completa solução da infestação, é recomendável a aplicação interna (inclusive em rede elétrica utilizando a forma em pó do produto).
Sobre a segurança de sua família é importante que crianças, idosos ou pessoas com histórico alérgico permaneçam fora do ambiente controlado por, pelo menos 24 horas, independente do produto a ser utilizado no controle de escorpiões em sua residência.
* Piretróide é um composto químico sintético similar às substâncias naturais piretrinas produzidas por algumas flores já deltametrina é um elemento da classe dos piretróides que age em pragas urbanas (como escorpiões e aranhas) por contato e ingestão.
Obrigada por nos enviar a sua dúvida.
Você também pode enviar sua dúvida clicando aqui.
 

Como as aranhas constroem as teias?

Para construir sua teia, a aranha usa várias glândulas capazes de produzir diferente espessuras de fios que podem ser tanto secos quanto adesivos.
 
Hoje não falaremos do quanto as aranhas são perigosas, ou de como fazer para controlar uma infestação. Falaremos do quanta engenhosidade é necessário para projetar e construir uma teia.
Os fios dessas teias são constituídos de seda que é expelida por minúsculos tubinhos (fúsulas), existentes na parte posterior do abdômen. Ao sair, a seda solidifica-se imediatamente em contato com o ar, formando um fio, com o qual a aranha elabora a teia.
cada espécie de aranha tem um padrão de teia típico, pelo qual se pode, muitas vezes, classificá-las em teia seca e teia viscosa.
canstockphoto14367750
Para começar, a aranha faz um longo e fino fio que é levado pelo vento até que sua extremidade grude em uma superfície. Depois, o aracnídeo caminha sobre ele, indo e voltando várias vezes enquanto o reforça até que esteja bastante firme.
Enfim, ela vai até o meio da linha e puxa outra fibra para baixo, grudando em algo e formando uma espécie de Y. Essas três linhas que se formam são a base da teia. A partir delas, serão tecidos outros fios que formarão raios semelhantes aos de uma roda de bicicleta. Sobre eles, será construída a espiral, marca registrada desses artrópodes, feita de fios viscosos especialmente preparados para a captura das presas.
Quando o refúgio da aranha é feito fora da teia, ela deixa um caminho limpo, como dois raios sem espiral ou feitos de teia seca, ligando o centro da armadilha ao esconderijo, de onde pode sentir a vibração das fibras e saber o tamanho da presa, caminhando então tranquilamente pra buscá-la.
Leia mais no Blog da Insetan
Britânico acha teia de aranha de quase dois metros na garagem
Pesquisadores brasileiros desenvolvem teia de aranha sintética
Chuva de aranha. Ficção ou vida real?
Espécies de aranhas surpreendem pela peculiaridade
Fonte : Terra Curiosidades 

Chuva de aranhas: ficção ou vida real?

chuva_aranhas

Se os americanos fizeram sucesso com o filme “Tá Chovendo Hambúrguer”, chegou a vez do Brasil lançar uma obra cinematográfica curiosa:“Tá Chovendo Aranhas”.
O nome parece coisa de cinema, mas a história é totalmente baseada em fatos reais. Ela aconteceu no ano passado, no Paraná. Um designer que fotografava o casamento de amigos presenciou e registrou o fenômeno. Em entrevista ao portal de notícias G1 uma bióloga especialista em aranhas afirmou que isso é mais comum do que a gente imagina. “São aranhas da espécie Anelosimus Eximius, também conhecidas como aranhas sociais. Elas normalmente ficam nas árvores durante o dia e no fim da tarde e início da noite constroem uma espécie de lençol de teias, cada uma faz a sua e depois elas se unem. O objetivo é capturar insetos”, disse a bióloga.
Assista abaixo o vídeo feito pelo designer.

Meu pé de teia de aranha

arvore_de_teia-aranha2
Não fossem as fotos, a notícia do Papo de Praga de hoje seria inacreditável: árvores cobertas por teias de aranhas. Essa obra da natureza peculiar foi registrada na província de Sind, no Paquistão. Mas a pergunta que não quer calar é: como isso aconteceu?
O fenômeno impressionante das árvores cobertas por teias de aranhas foram percebidos após a devastadora enchente que atingiu o país em 2010, deixando milhões de pessoas desabrigadas. Especialistas acreditam que para fugir das inundações milhões de aranhas se abrigaram na copa das árvores. E lá continuaram a viver, tecendo esses enormes e densos emaranhados de teias que vemos nas fotos desta postagem.
arvore_de_teia-aranha
Além de transformar a paisagem, as aranhas causaram impactos positivos e negativos com sua “obra de arte”. Por um lado as teias matam as árvores aos poucos, uma vez que por natureza elas não são preparadas para abrigar essa espécie de inseto. Em contrapartida, o aumento significativo de teias reduziu intensamente os índices de malária local, uma vez que aprisionou o mosquito transmissor da doença.
No início do ano, em abril, um fenômeno semelhante, porém de menor proporção, foi registrado em Curitiba, no Paraná (foto abaixo).  Ou seja, independente das condições climáticas, as aranhas podem fazer essa obra de arte em qualquer lugar do mundo. É ou não é uma perfeição da natureza?

arvore_teia-aranha_curitiba
Árvore com teias de aranha no Centro de Curitiba (PR). Foto: Adriana Justi/G1

Para ver outras fotos das árvores com teias de aranhas no Paquistão, clique aqui.
Com informações e imagens do site HypeScience.