Abelhas robôs

É sabido que a possibilidade de vivermos num mundo em que as abelhas são extintas é assustadora. Elas são fundamentais para o equilíbrio de todo os ecossistemas e a falta desse bichinho seria de fato uma catástrofe. E isso nos leva a um futuro (quase) imaginário em que nossos campos e cidades são cheias de abelhas robóticas.
 

Ainda que esta ideia de futuro pareça papo de ficção científica das mais bizarras, o projeto tem sim a parte real. Pesquisadores de Harvard iniciaram o projeto Robobees. As abelhas robôs idealizadas têm a anatomia inspirada na biologia dos insetos bem como seu comportamento dentro das colmeias.  Além disso, há pesquisas para o desenvolvimento de um protótipo de coordenação a distância. O objetivo é que este protótipo auxilie na polinização automatizada.

Abelhas sabem diferenciar obras de arte

Que as abelhas são bichinhos muito espertos, todo mundo já sabe. O que o público geral não poderia esperar, entretanto, é que elas são capazes de distinguir uma obra de arte da outra. Pesquisadores australianos e brasileiros falam em uma característica de distinção visual bastante desenvolvida nos insetos, sobretudo das abelhas.
 
Para aferir essa hipótese, os cientistas bolaram uma “armadilha”, colocando dois quadros diferentes – um de Monet e um de Picasso – e um pouco de açúcar atrás de um deles. Como as abelhas não podiam ver nem conseguiam sentir o cheiro, elas tinham que identificar qual das obras escondia o doce.
 
O teste foi repetido várias vezes trocando o lugar dos quadros e os insetos conseguiam identificar em qual dos dois quadros estava o alimento até mesmo quando as pinturas foram reproduzidas em preto e branco. E não fica só aí: as abelhas também conseguem diferenciar paisagens e rostos humanos.

Para salvar o mundo chame as abelhas robóticas

A gente já falou aqui no blog sobre a preocupante situação de extinção das abelhas e como elas são fundamentais para o equilíbrio da vida na Terra. E se você achava que a coisa não era séria, prepare-se para uma nova era de abelhas robóticas.

Calma! Por hora não precisa se assustar totalmente. O vídeo postado acima é, por enquanto, apenas um alerta do Greenpeace. Mas ainda que a ideia de abelhas robô pareça coisa de ficção científica, esse projeto está tomando ares de realidade. Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, são os responsáveis pelo projeto Robobees (abelhas robô, em tradução livre). Inspirados na biologia das abelhas e no comportamento delas na colmeia, cientistas estão desenvolvendo um protótipo de coordenação a distância. A ideia é que esse protótipo possa auxiliar desde a polinização automatizada em campos de cultivo até o mapeamento climático, exploração de locais perigosos e vigilância militar.
Por mais que soe muito estranho vivermos em um mundo de insetos robôs, essa talvez seja uma solução eficaz para evitar o desequilíbrio da fauna e da flora em nosso planeta. Mas a melhor maneira de cuidar da Terra ainda é a prevenção e o cuidado com cada ser vivo que o habita.

O trabalho das abelhas

No Dia do Trabalhador nada mais justo do que homenagearmos um dos insetos mais trabalhadores da fauna. Afinal o homem não é o único ser vivo que se dedica ao labor.

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No caso das abelhas a jornada é semelhante à de um ser humano workaholic. Elas chegam a trabalhar 10 horas/dia durante seis dias para produzir uma quantidade muito pequena de mel. Essa tarefa é dificultada pela própria natureza, já que boa parte do néctar das flores é composto apenas de água. E se engana quem pensa que a ralação fica por conta apenas das operárias: a abelha-rainha também trabalha muito na propagação da espécie, chegando a botar até 1.500 ovos em um único dia. Nessa história os únicos que têm um trabalho mais flexível são os zangões, que ficam esperando a oportunidade de se acasalarem com a rainha.
Conheça mais detalhes do trabalho das abelhas nessa entrevista com o autor de um dos blogs mais visitados sobre o assunto.

Aplicativo criado por brasileiros vai monitorar sumiço de abelhas

Pense duas vezes antes de matar uma abelha: elas estão desaparecendo do planeta e isso não é nada bom para nós, seres humanos. A situação é tão séria que existe um movimento mundial de proteção a esses insetos e uma linha de pesquisa no Brasil para monitorar seu desaparecimento.

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O movimento “Bee or not to be?” (um trocadilho com a palavra abelha em inglês [bee] e a famosa frase de Shakespeare “Ser ou não ser?”, que em inglês seria “To be or not to be?”) foi criado para alertar a humanidade sobre um grave problema: o CCD, também conhecido como Síndrome do Desaparecimento das Abelhas. De acordo com o site do movimento essa síndrome é percebida quando uma colônia de abelhas tem seu número extremamente reduzido em um curto intervalo de tempo. As causas dessa situação podem variar muito: de doenças, fungos e ácaros a mudanças climáticas e, claro, intervenção humana com o uso errado dos agrotóxicos.
Ok, imaginamos que até aqui já deu pra você entender o que está acontecendo. E deduzimos também que a sua pergunta que não quer calar é: por que uma síndrome diagnosticada em abelhas vai me prejudicar? Como diria o lendário detetive Sherlock Holmes: elementar, meu caro Watson. As abelhas são responsáveis por 70% da polinização das plantações agrícolas e 85% das plantas com flores. “Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora. Sem flora não há animais, e sem animais não haverá raça humana”, disse um dia Albert Einstein, o falecido gênio da Física – e pelo jeito não é só de Física que ele entendia…

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A situação é tão séria que pesquisadores brasileiros criaram um aplicativo para dimensionar as proporções do sumiço de abelhas e detectar quando muitas delas são envenenadas por uso de agrotóxicos nas lavouras. A ideia inédita promete ser mais um apoio na proteção das abelhas, medida urgente e necessária à manutenção da vida na terra. Afinal, com a permissão do trocadilho, sem “bees we could not to be” (* “sem abelhas não poderemos existir”).

Abelhas conseguem distinguir obras de arte

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Só de olhar a imagem acima você sabe qual quadro foi pintado por Picasso e qual é o de Monet? Então você vai ficar surpreso em saber que as abelhas conseguem fazer essa distinção.
Estudos realizados por pesquisadores australianos e brasileiros sugerem que os insetos, especificamente as abelhas, possuem grande capacidade de distinção visual. Para testar esse “talento”, os cientistas fizeram um experimento colocando um bocado de açúcar atrás de um dos dois quadros de Picasso e Monet usados na experiência. Como as abelhas não podiam ver nem sentir o cheiro do açúcar, elas tinha que identificar qual obra de arte escondia o alimento. Para ter certeza dos resultados os pesquisadores repetiram o teste várias vezes (foto), trocando os quadros de lugar, mas mantendo sempre o açúcar atrás da mesma pintura. No fim as abelhas conseguiram identificar o quadro que escondia o alimento até mesmo quando reproduzido em preto e branco.
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E se você acha que essa distinção é apenas entre obras de arte, se engana! Uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo afirma que as abelhas são capazes de distinguir paisagens, espécies de flores e até rostos humanos. Impressionante não é mesmo? Com informações do site de notícias G1.