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Inseto raro na região de Pres. Prudente é encontrado em creche

Um inseto raro na região de Presidente Prudente foi encontrado nesta terça-feira (2), em uma creche no Jardim Bela Vista, em Álvares Machado. Conhecido como Jequitiranabóia, o bicho foi levado para a Associação Ecológica e Defesa do Meio Ambiente de Álvares Machado (Asedema), onde recebe cuidados.
O presidente da associação, Fleury Costa, contou que é a primeira vez que vê o inseto. Ele relatou que o bicho tem a cabeça parecida com a de um jacaré, mede aproximadamente 10 centímetros, “quase do tamanho de um dedo da mão” e tem cor acinzentada. Outra característica são os “falsos olhos nas asas, que funcionam como uma defesa”.
“O inseto ainda está relacionado a algumas crenças indígenas. Uma que vi foi que se ele pousar em uma árvore, ela seca”, disse o presidente da Asedema.
A doutora em entomologia, Vânia Maria Ramos, explicou que o inseto pertence a família da cigarra. A característica mais diferente do Jequitiranabóia, e que o torna tecnicamente importante, é o fato de ele se alimentar de plantas tóxicas, fator que o deixa “momentaneamente tóxico”. “Ele sequestra a toxina das plantas para se defender”, de acordo com Ramos. Um outro fator é que sua boca “é como uma agulha, utilizada para sugar a seiva de plantas e se alimentar”.
Conforme a entomologista, por ser uma espécie nativa da Mata Atlântica, o inseto é pouco visto na região, por isso é considerado raro. Segundo Ramos, ele foi encontrado devido ao clima. “Ele aparece às vezes e em baixa quantidade”, comentou a entomologista. Segundo Ramos, pode até haver outros pela região, mas passam despercebidos, pois são insetos noturnos e se camuflam nas árvores.
“Nessa época do ano todos os insetos, em geral, estão se reproduzindo. O clima também conta com chuva e altas temperaturas, então é mais fácil achar diversos insetos, inclusive este”, explicou.
Ramos também pontuou a questão das lendas populares. “Ele tem um som grave, parecido com uma trombeta, que é associado a mau agouro e sinal de morte, em crenças sertanejas e indígenas”. “Se as pessoas escutassem o som do Jequitiranabóia, já achavam que alguém ia morrer”, relatou a entomologista.
Fonte: G1

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