Mitos e verdades sobre ataques de pernilongos

Começou o zum zum zum de novo em São Paulo. É só chegar o verão que os pernilongos voltam a atacar os paulistanos. O calor e as tardes chuvosas aceleram o ciclo biológico desses mosquitos e sua temida proliferação. As fêmeas, que precisam de sangue para produzir seus ovos, são as responsáveis pelas dolorosas picadas e pelas manchas avermelhadas que se espalham pelo corpo. Segundo o biólogo Guilherme Domenichelli, os locais preferidos dos pernilongos são os mais vascularizados, aqueles por onde passam mais sangue no corpo. “Podemos ser picados pelo corpo inteiro”, explica. “Só que é mais provável sermos picados na perna e no braço do que na orelha, por exemplo”.
Os irritantes insetos, que tem cerca de 7 milímetros, são foco também de muitas perguntas curiosas. O Blog do Curioso entrevistou uma especialista no assunto: a bióloga Sirlei Antunes Morais, doutora pela Faculdade de Saúde Pública da USP e criadora do blog “Mosquito Culex”, que falou sobre os mitos e as verdades que rondam a cabeça dos paulistanos.
Por que os pernilongos aparecem mais no verão do que no inverno?
Porque as condições climáticas do verão aceleram as funções fisiológicas no organismo do mosquito de um modo geral e, na presença de criadouros propícios para o desenvolvimento das fases imaturas, a população de mosquitos aumenta proporcionalmente.
Os pernilongos têm preferência por um determinado tipo sanguíneo?
O mosquito Culex quinquefasciatus, o pernilongo, possui tendência a sugar o sangue humano. Contudo, dependendo do ambiente onde vive, pode ser encontrado com sangue de aves, cavalos, cachorros ou outros animais. O que atrai são os odores emanados pelo corpo do homem ou dos animais.
Os pernilongos atacam mais homens, mulheres ou crianças?
Não existem pesquisas sobre essa estatística. É provável que essa preferência não exista.
Dizem que pessoas que andam com perfumes adocicados são o alvo preferencial de pernilongos. Isto é verdade?
Dentro da área de entomologia, não existe essa associação perfume x pernilongos. Isso não faz parte da evolução do comportamento do mosquito. Isso pode ocorrer com outras espécies, como borrachudos ou mosquinhas pequenas, que costumam ser confundidas com pernilongos.
Tem alguma parte do nosso corpo que os pernilongos preferem picar?
É provável que busquem as partes mais finas ou sensíveis da pele, pelo contato intravenoso mais rápido.
Por que depois de picar, o pernilongo fica parado na parede, se tornando um alvo fácil?
Depois de se alimentar de sangue, a fêmea precisa de repouso a fim de armazenar energia para o amadurecimento dos ovos. Ela evita principalmente o voo, no qual há consumo extremo de energia pelos músculos alares durante o batimento das asas. A fêmea volta a atacar logo após a postura dos ovos.
Qual é a quantidade de sangue que ele suga?
Não tenho um número preciso. Visualmente parece não passar de 0,5 a 1 microlitro.
Como o repelente funciona? A citronela é o único cheiro que afugenta os pernilongos?
Os mosquitos são atraídos para o corpo dos animais pelos odores liberados por estes. Esses odores são sinalizados pelos receptores químicos olfativos do mosquito, localizados principalmente nas antenas. Os repelentes atuam bloqueando a atividade desses receptores, confundindo a percepção do mosquito para um determinado alvo.As Substâncias aromáticas são capazes de repelir os mosquitos, principalmente por causarem esses efeitos de bloqueio na sensibilidade olfativa. Como no caso dos componentes aromáticos da planta citronela, eucalipto, cravo, entre outros. Os mosquitos também se afastam de derivados de álcool na pele.
Por que, quanto mais se coça, pior fica a ferida causada pela picada?
A coceira é desencadeada inicialmente pelas substâncias estranhas que o mosquito injeta na pele no momento da picada e também pela minúscula abertura que é feita, a qual afeta algumas terminações nervosas. O ato de coçar irrita ainda mais essas terminações e pode causar infecções pelo contato com o meio externo.
Quanto tempo vive um pernilongo? Macho e fêmea vivem o mesmo tempo?
Dependendo da região e das condições favoráveis, eles vivem até 3 meses, podendo ou não haver diferença entre macho e fêmea. Esse cálculo é imprevisível por depender de vários fatores externos.
Quantos ovos a fêmea põe de cada vez?
De 100 a 200 ovos. Cada vez que se alimenta de sangue, a fêmea realiza uma postura. A gestação e postura duram em média de 3 a 4 dias. Assim, quanto mais se alimentar de sangue, mais realizará posturas.
O que os pernilongos machos ficam fazendo enquanto as fêmeas ficam sugando o nosso sangue?
Geralmente os machos ficam ao redor dos criadouros ou sob os arbustos. Alimentam-se de açúcar na seiva das plantas ou copulam com as fêmeas jovens que nascem nos criadouros. Às vezes estão dentro de casa, à procura de fêmeas para a cópula ou para abrigo do sol e da chuva.
Por que os pernilongos fazem um barulhinho nos nossos ouvidos antes de atacar?
O zumbido do pernilongo é resultado das batidas das asas durante o voo. Asas de mosquitos produzem em média 270 a 307 batidas por segundo. Assim, as batidas da asa desencadeiam uma onda de pressão, com propagação de som pelo ar de 300 a 900 Hz, frequência audível pelo ouvido humano.
Por que os pernilongos atacam mais de noite do que de dia?
O pernilongo desenvolveu adaptações no órgão da visão em que enxerga e se direciona melhor por meio de comprimentos de onda refletidos e disponíveis durante o período noturno.
Ligar um ventilador ajuda a afugentar os pernilongos?
Ajuda, mas suas asas são bastante potentes para resistir ao vento.
Como é que os pernilongos chegam até em lugares altos?
A fêmea voa à procura de alimento por até 2,5 km,  em qualquer direção – desde voos rasantes até em pontos mais altos. Existe também um movimento chamado “dispersão passiva”. Os mosquitos adultos entram em ônibus, aviões e em carros, se deslocando de um local ou até mesmo de um país a outro. Entram ainda em elevadores e chegam aos andares mais altos dos prédios.
Fonte: http://guiadoscuriosos.com.br/blog/2013/01/22/mitos-e-verdades-sobre-ataques-de-pernilongos/

Dormir de repelente faz mal à saúde?

A epidemia de dengue, febre chikungunya e zika vírus — todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti — tem aumentado a procura das pessoas por repelentes. Essa busca também fez com que surgissem diversas dúvidas sobre o uso do produto e as possibilidades de aplicação. A Anfarmaq (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais) esclareceu algumas das perguntas mais frequentes que têm sido feitas sobre os repelentes.
Há algum tipo de repelente que é mais eficaz contra o Aedes aegypti? 
Não há um tipo específico, mas sim diversos repelentes tópicos eficazes contra o mosquito no Brasil. O que varia entre eles é o tempo que dura a proteção de cada um.
É seguro usar repelentes em crianças?
Sim. Mas restrições precisam ser respeitadas: crianças com idade entre 2 e 12 anos não devem ser expostas a repelentes à base de DEET com concentração acima de 10%. No caso dos bebês a partir de seis meses, são recomendados repelentes à base de IR3535 — e o uso do produto é permitido apenas a partir dos dois meses de idade. Em relação ao número de aplicações, três vezes ao dia é o número ideal.
O repelente pode ser aplicado na região do rosto?
Sim, mas é melhor evitar. Caso seja necessária a aplicação, garanta que o produto não entre em contato com os olhos, a boca e o nariz, e nunca aplique no rosto de crianças.
Com qual frequência os repelentes precisam ser reaplicados?
A frequência é relativa ao tempo de ação de cada tipo de repelente. Os prazos acima não devem ser excedidos para que não haja risco de toxidade. Quando expostas a temperatura e umidade elevadas, as pessoas podem aumentar a frequência do uso, uma vez que a eficácia diminui até 50% nesse tipo de clima. Mas, para que essa alteração seja feita, um farmacêutico deve ser consultado.
Pode-se usar perfume quando o corpo está coberto por repelente?
Não. Aromas doces de alguns perfumes podem causar o efeito oposto do repelente: a lavanda, por exemplo, atrai insetos. Portanto, evite misturar ambos os produtos.
É recomendável dormir com o repelente no corpo?

Não. A medida deve ser evitada por todas as pessoas, mas principalmente por crianças e gestantes. Antes de dormir, remova o produto com água e sabão. O repelente também não deve ser aplicado em partes do corpo cobertas por roupa, para que a pele possa respirar.
O repelente pode ser usado junto com o protetor solar?

Sim, mas não é recomendável. Segundo a associação, o filtro solar reduz o efeito do repelente — além disso, o tempo de reaplicação de ambos não é mesmo. Uma dica para usar o repelente junto com o protetor solar — se houver necessidade — é aplicar primeiro o filtro e esperar 20 minutos para que ele seque totalmente. Passado esse tempo, aplique o repelente. Antes da reaplicação, deve-se lavar o corpo com água e sabão, e repetir o processo.
E se a pessoa não se adaptar aos repelentes industrializados?
No caso de o paciente não se adaptar ao produto, ele pode solicitar repelentes naturais em farmácias de manipulação. Como o produto é preparado de acordo com a necessidade da pessoa, há mais chances de evitar os desconfortos, uma vez que a concentração de produtos químicos pode ser ajustada.
Usar repelente durante a gravidez pode trazer algum risco à gestante?
Não. Estudos realizados chegaram à conclusão que os repelentes tópicos não fazem mal a mulheres gravidas. No entanto, o uso não pode ser desenfreado e um médico sempre deve ser consultado.
Há produtos naturais eficazes que afastam o mosquito? 
Sim. Alguns óleos essenciais, como o da citronela, podem afastar o mosquito. No entanto, a maioria deles tem um tempo de ação bem menor que o dos repelentes industrializados, por evaporarem rápido.  A citronela, por exemplo, dura de 20 minutos a 2 horas na pele; o óleo de soja pode durar até 1h30 e o eucalipto-limão até 5 horas. Essas ervas podem ser opções viáveis para casos em que os repelentes sintéticos são contraindicados.
Consumir vitamina B pode proteger contra o Aedes aegypti? 
Não. A vitamina B não apresentou eficácia no afastamento do mosquito. Segundo a associação, o consumo com o intuito de se proteger do Aedes aegypti não é aprovado pela Anvisa.
 
Fonte: http://www.ipasealsaude.al.gov.br/sala-de-imprensa/dicas-de-saude/dormir-de-repelente-faz-mal-a-saude

PORQUE ALGUMAS PESSOAS SÃO MAIS PICADAS POR MOSQUITOS QUE OUTRAS?

 

  • Estima-se que até 20 % das pessoas são mais mordidas por insetos que as outras.
  • Fatores, incluindo tipo sanguíneo e número de banhos por dia, podem ser decisivos para isso.
  • Pessoas obesas ou mulheres grávidas são mais propensas a serem picadas.

 
 
Você se considera uma pessoa perseguida por mosquitos ou conhece alguém que sempre é atacado por esta praga enquanto outras pessoas ao redor sempre escapam da coceira decorrente das picadas do inseto?
Bom, de acordo um vídeo publicado pelo canal Mental Floss no YouTube, estima-se que pelo menos 20 por cento da população seja mais picada por mosquitos que outras pessoas. O vídeo traz ainda algumas das  razões que podem explicar porque isso acontece.
Embora as picadas de insetos estejam sujeitas a uma simples coceira para a maioria das pessoas, uma minoria substancial desenvolve uma reação alérgica que pode ter consequências graves.
De acordo com o Dr. Martin Donnelly, da escola de Medicina Tropical da Universidade de Liverpool, ouvido pelo jornal britânico DailyMail, “quando somos picados por mosquitos, além de extrair o sangue, eles injetam sua saliva. Proteínas e enzimas que atrapalham a nossa coagulação sanguínea”, explica.
Estudiosos apontam que a genética, o tipo sanguíneo e até mesmo substâncias utilizadas no preparo da cerveja possam causar a atração de mais mosquitos em algumas pessoas mais que em outras.
Segundo o apresentador do vídeo produzido por Mental Floss, Craig Benzina, a escolha dos mosquitos é, em 85 % dos casos, genética. Assim, a má notícia é que não há muito o que possamos fazer a respeito.
Ainda de acordo com ele, pessoas que produzem mais ácido lático em seu suor têm mais chances de ser mordido.
Os mosquitos nos encontram porque suas antenas são capazes de captar cerca de 500 substâncias químicas voláteis, aproximadamente, que nossas peles exalam no ar. Algumas pessoas liberaram, naturalmente, mais destas substâncias químicas do que outras.
Fato que pode explicar o motivo pelo qual estamos mais propensos a picadas durante a realização de atividades físicas. Além de liberarmos mais ácido lático durante atividades físicas, mosquitos parecem preferir temperaturas corporais mais elevadas.
Banhos frequentes após estes exercícios podem, portanto, diminuir a chance de que os insetos piquem as pessoas.
A pesquisa também mostrou que as pessoas com sangue tipo “O” são duas vezes mais propensas a serem mordidas, diz o vídeo de Mental Floss. As que possuem o tipo “A” são ainda menos propensas a que as do tipo “B”.
Além disso, as fêmeas dos mosquitos encontram suas presas, principalmente, através da presença de dióxido de carbono no ar.
Pessoas de maior porte e mulheres grávidas espiram maior quantidade do ar, por isso são vítimas mais prováveis. Além disso, mosquitos são capazes de rastrear uma pessoa a uma distância de até 50 metros.

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Vários fatores como seu tipo sanguíneo até mesmo o número de banhos diários podem influenciar se você é picado por um mosquito ou não.

 
Um outro estudo, este realizado no Japão em 2002 com 13 voluntários, pode explicar outra possibilidade de atrair os insetos. Este diz respeito ao consumo de cerveja. Os pesquisadores acreditavam que o consumo aumentaria a temperatura do corpo e a quantidade de álcool que está presente no suor de uma pessoa. Essas pessoas produzem mais dióxido de carbono, o que atrai os insetos.

O principal problema com mordidas é a infecção, diz o Dr. Ron Behrens, consultor em medicina de viagem na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, também ouvido pelo Daily Mail, “já que algumas pessoas têm alergia às picadas, o que comumente causa inchaço e acúmulo de líquido ao redor da área da picada”, esclarece. Ele advertiu que, de tanto coçar o local da picada, existe o risco de ferir a pele ao ponto de estar sujeito a infecções graves, como septicemia (envenenamento do sangue), uma infecção bacteriana da pele.

Formigas são mais perigosas para a saúde que as baratas

Vetor de doenças infecciosas como a dor de barriga, a lepra e a tuberculose, esses pequenos insetos costumam passar despercebidos, mas é preciso ter atenção, principalmente durante o período da Primavera, quando as formigas entram no auge do processo reprodutivo.

Lembre-se da última vez que você matou uma barata. Se ela não foi imediatamente recolhida e jogada no lixo, quem poderia ter feito esse serviço por você? Exatamente elas: as formigas. “Se uma barata morta deixada no chão da cozinha desaparece de um dia para o outro, ela provavelmente foi levada por formigas. Isso mostra que formigas são insetos muito perigosos”, afirma o biomédico Roberto Martins Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria.

Ele alerta que apesar de serem consideradas inofensivas por muita gente, a rota das formigas em busca de alimento inclui os destinos mais excêntricos, como fezes, feridas, escarros, lixeiras e animais mortos. Ao passar por estes lugares, elas carregam consigo os mais diferentes tipos de micro-organismos nocivos, principalmente bactérias, fungos e vírus. “Por isso, formigas são consideradas um vetor de quase todas as doenças infecciosas”, reforça o biomédico.

O cuidado com estes insetos durante a Primavera deve ser dobrado, já que algumas espécies chegam ao auge da reprodução neste período. Nos dias mais quentes, as infestações de formigas são maiores. Por isso muita gente tem a impressão de que suas casas são invadidas por formigas nessa época do ano.

Prevenção

Para evitar o risco de intoxicação alimentar, vômito, diarreia e outras doenças é preciso ter atenção no manejo com os alimentos. Formigas presentes em biscoitos e bolos, por exemplo, podem ter tido contato com saliva ou ferida infectadas, o que pode causar tuberculose e lepra. Consumir alimentos que tiveram contato com formigas, portanto, é uma atitude arriscada. Veja abaixo, algumas dicas que ajudam a prevenir o problema:

  • Manter a cozinha sempre limpa;
  • Aplicar com uma seringa, água com detergente nos buracos onde as formigas saem;
  • Tampar as frestas com sabão em barra;
  • Pendurar galhos secos de arruda nos armários;
  • Casca de limão ou cravo embebido em álcool afastam as formigas do açucareiro;
  • Borrifar água com cravo-da-índia nos ambientes com foco de infestação;
  • Se a infestação for séria, entrar em contato com um especialista em desinsetização.

Fonte: Saúde Plena

Porque alguns insetos morrem de costas

Você provavelmente já deve ter notado que quando mortos ou prestes a morrer, baratas, moscas, grilos, besouros, e até aranhas acabam na mesma posição – virados de costas com as pernas no ar. Alguma vez você já se perguntou por que isso acontece?
Esse fenômeno bastante comum tem suscitado muito debate entre os entusiastas de insetos amadores e entomologistas profissionais. Alguns dos debates chegam a um cenário semelhante ao “quem veio primeiro: o ovo ou a galinha”. Será que o inseto morre porque está de costas e incapaz de se endireitar? Ou será que o inseto acaba virado de costas, porque está morrendo? O portal americano about.com levantou algumas hipóteses para isso acontecer.
De acordo com o site, a explicação mais comum dada por especialistas é algo chamado de “posição de flexão”. Um inseto morto (ou quase morto) não aguenta a tensão em seus músculos da perna, e, naturalmente, caem em um estado de relaxamento. Neste estado, as pernas vão “enrolar”, fazendo com que o inseto vire.
A mesma coisa acontece conosco, quando descansamos o braço sobre uma mesa com a palma da mão para cima. Quando fazemos isso, podemos notar que os dedos se curvam ligeiramente quando estão em repouso. O mesmo acontece com as pernas de um inseto.
Outra possível explicação envolve o fluxo de sangue (ou falta dele) no corpo de um inseto prestes a morrer. Quando ele morre, o sangue para de fluir para as pernas, e eles se contraem. Novamente, como as pernas do inseto dobram sob o corpo consideravelmente mais pesado, as leis da física entram em jogo e ele se vira de costas.
 

5 mitos sobre os insetos que são ensinados às crianças

Desde muitos cedo, os insetos estão presentes em nossas vidas. Quando crianças, eles sempre aparecem em livros infantis, desenhos animados e histórias que escutamos de nossos pais. Infelizmente, nem sempre o que é retratado na ficção traz uma abordagem científica e muitas vezes o que é contado nas histórias não é verdade. Por isso, o portal americano about.education listou cinco dos mitos mais comuns ensinados às crianças sobre os insetos.

  • Abelhas coletam mel das flores.

Primeiramente, as flores não contêm mel. Elas têm néctar ( formado por 80% de água e açúcares complexos). As abelhas forrageiras são as responsáveis pela coleta do néctar das flores e armazenamento em uma espécie de “estomago especial” até que elas retornem para a colmeia. Lá, outras abelhas são responsáveis pela produção do alimento que sustentar o enxame. Elas convertem os açúcares complexos, presentes nos grânulos das flores, em açúcares simples. O néctar modificado é então colocado dentro de células do favo de mel, famosas pelo seu formato octogonal. Se o néctar não recebesse esse tratamento pelas abelhas e fosse deixado em seu estado natural, ele estragaria. Depois de deixar os favos de mel cheios, elas começam a bater as asas para que parte da água contida no néctar modificado evapore. O resultado? MEL!

  • Insetos tentam atacar pessoas.

As crianças, muitas vezes, têm medo de insetos pois acreditam que eles existem para machucá-las. Alguns insetos picam as pessoas é verdade, mas não é verdade que eles têm a intenção de machucar criancinhas inocentes. Muitos deles, tendem a atacar quando se sentem ameaçados. Outros, como os mosquitos, estão a procura de alimento.

  • Insetos não são animais.

Crianças pensam que animais são seres com pelo, penas ou escamas. Quando perguntadas a qual grupo os insetos pertencem, muitas delas não conseguem responder. Os insetos são realmente diferentes, mas é necessário que as crianças entendam que todos os artrópodes, que incluem insetos, aranhas, caranguejos e semelhantes, pertencem ao mesmo reino que nós: o reino animal.

  • Insetos pequenos com asas, são “bebês” que vão crescer e virar adultos.

Se um inseto têm asas, quer dizer que ele é um adulto! Não importa o quão pequeno ele seja. Uma vez que o inseto adquire asas, eles já atingiram a idade adulta.

  • Insetos cantam assim como nós cantamos (com a boca).

Se nos referimos aos sons que os insetos emitem para se defenderem ou para se acasalarem como músicas, então os insetos não podem emitir nenhum som da mesma maneira que nós fazemos. Isso porque eles não têm cordas vocais. Mesmo assim, eles podem produzir sons, mas utilizando diferentes partes do corpo. Grilos, gafanhotos, louva-deus esfregam as patas/asas traseiras, já as cigarras, comuns principalmente durante a Primavera e Verão, possuem um órgão especial com uma membrana que vibra, produzindo o ruído.

Estudo revela como insetos minúsculos sobrevivem à chuva

O corpo minúsculo e extremamente leve do mosquito cumpre papel chave para a sobrevivência do inseto quando voa na chuva, segundo cientistas americanos.
A equipe, do Georgia Institute of Technology, na Georgia, Estados Unidos, filmou colisões entre insetos e gotas de chuva.
O filme mostrou que seus corpos oferecem tão pouca resistência que, em vez de a gota de água parar repentinamente, o mosquito simplesmente ”pega carona” na gota e os dois continuam a cair juntos.
Os pesquisadores descrevem sua investigação na revista científica Proceedings of the National Academy of Science, PNAS.
Além de ajudar a explicar como insetos sobrevivem em ambientes molhados, o estudo pode, no futuro, ajudar pesquisadores a projetar minúsculos robôs voadores que são tão impermeáveis aos elementos quanto os insetos.
“Espero que isso faça as pessoas pensarem sobre a chuva de forma um pouco diferente”, disse o líder da equipe, David Hu.
“Se você é pequeno, ela pode ser muito perigosa. Mas parece que esses mosquitos são tão pequenos que estão seguros”.
Tai Chi
Hu quer entender todos os “truques” que insetos minúsculos usam para sobreviver.
Após várias tentativas do que ele descreve como o jogo de dardos mais difícil da história, ele e seus colegas conseguiram atingir mosquitos voadores com gotas de água e filmar o resultado.
Cada gota tinha entre duas e 50 vezes o peso de um mosquito, então o que os cientistas viram os deixou surpresos.
Descrevendo os resultados, Hu citou a arte marcial chinesa Tai Chi.
“Existe a filosofia de que se você não resiste à força do seu oponente, você não vai senti-la”, ele explicou.
“É por isso que eles não sentem a força, simplesmente se unem à gota, (os dois) tornam-se um e viajam juntos”.
Quando um objeto em movimento se choca contra outro, a interrupção repentina do movimento produz a força destruidora. Por exemplo, quando um carro viajando a 50 km por hora atinge uma parede, a parede e o carro têm de absorver toda a energia carregada pelo carro em movimento, provocando estragos.
O truque, para um mosquito, é que ele provoca pouquíssima ou praticamente nenhuma diminuição na velocidade da gota e absorve quase nada de sua energia.
Para o pequenino mosquito, no entanto, o drama não termina quando ele sobrevive à colisão com a gota.
Ele ainda tem de escapar do casulo de água antes dele se arrebente contra o chão, a mais de 32 km por hora.
Nesse ponto, entra em ação uma outra técnica de sobrevivência do inseto: os pelos que cobrem seu corpo são impermeáveis à água.
Todos os mosquitos estudados pela equipe americana conseguiram se separar da gota de água antes de ela atingir o solo.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/estudo-revela-como-insetos-minusculos-sobrevivem-a-chuva,069a00beca2da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html