Como proceder em caso de picada de Aranha

Veja o que fazer em caso de picada de Aranha.

Existem diversos animais que circundam a nossa casa, e muitas vezes bem pequenininhos que a gente nem se dá conta, mas não sabemos inclusive o quanto eles são perigosos, como por exemplo as aranhas, quando da picada de aranha, tanto a aranha marrom e a viúva negra, que são consideradas as menores aranhas do mundo e as mais perigosas, a medida de ambos os tipos ficam em torno de 12 mm a 3 cm e é capaz de se reproduzir rapidamente.
Estas espécies de aranha possuem seis olhos que são bem próximos e uma coloração bastante acentuada de preto ou marrom castanho, devido a isso surgiram seus nomes. Elas possuem seus pelos curtos e escassos e os machos tem o corpo mais delgado e apresentam com isso patas mais largas que as fêmeas, podendo viver inclusive cerca de cinco anos e podem se reproduzir mais de sete vezes no ano botando mais de dois mil ovos.
Essas aranhas não são agressivas e só reagem assim quando se sentirem ameaçadas e causam a picada quando são pressionadas contra o seu corpo porém tanto o macho quanto as fêmeas tem suas picadas bastante perigosas causando diversos males para nós .

A picada de aranha é praticamente indolor e somente a partir de  12 a 24 horas depois é que sentimos os efeitos como inchaço, bolhas no local, morte do tecido, dor no local, se por acaso deixarmos o tempo passar e não aplicar antídoto outros sintomas podem aparecer como sensação de boca seca, urina escura e também sonolência, em alguns casos bastante raros podem ocorrer anemia hemolítica e ocorrer a destruição das hemácias, e até mesmo a coagulação do sangue. Podem também em alguns casos ocorrerem hemorragias de grau leve a grave em consequência a insuficiência renal, anemia aguda e também morte.
E por estes motivos é muito importante que seja aplicado os antídotos o mais rápido possível para que não existam sequelas no corpo e assim se sentir os sintomas ou perceberem uma picada de aranha basta se dirigir até o hospital para tomar um antídoto.
Estes tipos de aranhas são os mais perigosos e ambas são originárias em lugares de climas quentes, secos e também escuros onde existem grandes quantidades de moscas. Diversas vezes é possível as encontrar no banheiro e nos exteriores de casa.
Já no caso da viúva negra a aranha se identifica através de uma marca vermelha na barriga. E a sua picada é semelhante a de um inseto podendo mesmo nem se sentir. Primeiramente é possível se sentir apenas um inchaço ligeiro e também o aparecimento de manchas vermelhas e depois de algumas horas se sentirá uma dor intensa e uma situação de sonolência e também fraqueza.
As únicas medidas de primeiros socorros que são eficaz para uma picada de aranha é cobrir com um cubo de gelo a picada para reduzir a dor, os menores de 16 anos e maiores de 60 devem ser hospitalizados para receberem este tratamento e no caso de envenenamento grave é utilizado um antídoto que irá neutralizar os efeitos das toxinas. Além disso é possível que sejam realizadas necessárias outras medidas para tratamentos como podem ocorrer dificuldades respiratórias, pressão alta, entre outros malefícios. Em alguns casos simples é possível se acalmar a dor com banhos quentes e em casos graves analgésicos opiáceos.
 
Fonte: http://www.mestredasdicas.com.br/proceder-em-caso-de-picada-de-aranha/
 

É verdade que só as baratas sobreviveriam a um desastre nuclear?

É mentira. Tudo indica que esse mito tenha nascido na década de 1960, com o relato nunca confirmado de que baratas teriam sobrevivido às bombas atômicas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki.
A crença até que tem fundamento: baratas são mais resistentes que os humanos e que quase todos os outros animais não-insetos. Além do tamanho diminuto, a bichinha se vira muito bem em um ambiente hostil – ela come matéria em decomposição e pode viver sem cabeça por algumas semanas. Mas a suposta resistência à radioatividade estaria relacionada à sua constituição: por serem organismos muito simples, elas têm poucos genes sujeitos a mutação. E, como suas células se dividem muito mais lentamente que as nossas, elas ganham mais tempo para consertar problemas causados pela radiação, como danos fatais ao DNA.
Isso tudo faz das baratas cerca de 20 vezes mais resistentes à radiação que o homem, que afrouxa com meros 1 000 rads (unidade de radiação absorvida). Mas não basta para sobreviverem a uma bomba como a de Hiroshima, que irradiou 34 mil rads no seu epicentro.
Os verdadeiros heróis da resistência seriam os mais simples dos seres, como musgos, algas e protozoários. É provável que a última das sobreviventes seria a bactéria Deinococcus radiodurans, presente em ambientes ricos em matéria orgânica, que consegue se multiplicar até sobre lixo radioativo. Coitada da barata.

Corrida radioativa

Exposta à radiação, a barata morreria bem antes de outros insetos, alguns vermes e muitas bactérias

Barata Americana – 20 mil rads
Caruncho de madeira (Lyctus brunneus) – 48 mil rads
Mosca-das-frutas – 64 mil rads
Larva parasitóide (Habrobracon hebetor) – 180 mil rads
Bactéria (Deinococcus radiodurans) – 1,5 milhão de rads

 Fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/e-verdade-que-so-as-baratas-sobreviveriam-a-um-desastre-nuclear

Percevejos de cama: uma praga reemergente

Até a década de 1960, ainda se ouvia falar de percevejos de cama no Brasil. As pessoas viajavam, se hospedavam em hotéis simples e estalagens e sofriam com a coceira que os percevejos de cama provocavam com suas picadas.
Esse problema diminuiu com o uso de inseticidas clorados da época, principalmente o DDT, com alto poder residual, que era aplicado em locais infestados.
As infestações por percevejos de cama ficaram restritas a populações mais pobres, sendo encontrados principalmente nas favelas e presídios.
Hoje, essa praga é bem conhecida em alguns países da Europa, nos Estados Unidos e Austrália. Suas populações cresceram e são encontradas em todas as classes sociais nesses países. Brasileiros, em viagens ao exterior, podem ter tido contato com a praga, mas podem também ter trazido alguns insetos para casa.
Os percevejos de cama são encontrados em locais próximo de seu hospedeiro, o homem, o cão, o gato e até mesmo as aves. Podem ocorrer em residências, hotéis, cinemas, teatros e transportes coletivos, como ônibus, trens e metrôs. Cruzeiros marítimos e aviões também podem estar infestados.
Como reconhecer se existe uma infestação por percevejos de cama:
• Picadas que coçam e normalmente estão alinhadas;
• Manchas escuras e pequenas nos lençóis (fezes dos percevejos);
• Cheiro de percevejo “maria-fedida”.
Onde procurá-los:
• Nas dobras de colchões, cobertas, estrados e cabeceiras de cama, sofás, entre outros, próximos a locais de descanso.
Como reconhecer o percevejo de cama:
• São insetos sem asas, de corpo achatado, coloração marrom avermelhada, de 4 a 7 mm de comprimento (do tamanho de uma semente de maçã) e que têm o hábito de ficarem agrupados.
O que fazer diante de uma infestação de percevejos:
• Se puder, chame um controlador de pragas com experiência no controle de percevejos de cama;
• Faça aspiração com aspirador de pó em todas as frestas da cama, estrado, colchões, travesseiros ou qualquer outra superfície onde foram observados os insetos;
• Lave a roupa de cama e coloque em uma secadora de roupas até secarem. Se não tiver uma secadora, deixe as roupas ao sol pleno até secarem.

Picadas de percevejo de cama (Foto: Dept. Entomology – University of Florida)
Percevejo de cama (Foto: João Justi Junior)
Fezes e ovos de percevejo de cama (Foto: Dept. Entomology – University of Florida)
Percevejos de cama agregados e fezes de percevejo de cama (Foto: Dept. Entomology – University of Florida)

Para onde vão os pernilongos no inverno?

Quando a estação do frio chega, a quantidade de pernilongos sobrevoando ao nosso redor diminui consideravelmente. Muitas pessoas sequer lembram da importância da dedetização. E a pergunta mais insistente, portanto, é o que acontece com esse animalzinho de pernas longas que causa tantos problemas e desconforto nas outras estações.
O motivo é surpreendentemente simples: o sumiço está intrinsecamente relacionado ao seu ciclo de vida. Esses insetos simplesmente morrem nessa época do ano, pois seus corpos não resistem às as baixas temperaturas. De modo geral, os pernilongos adultos morrem quando as temperaturas caem para perto dos 15ºC. Mas atenção. Eles não desaparecerem totalmente. Nesta época, nem todos os indivíduos estão na fase adulta, muitos ainda são ovos, estão empupados ou em fase larval. Por isso a importância de se pensar no controle de pragas para algo necessário para o equilíbrio ambiental e a manutenção da saúde.
O ciclo de vida dos mosquitos é composto pelas fases: ovo, larvas, pupa e fase adulta. Outra curiosidade é que, durante o inverno, os ovos e as larvas do pernilongo têm seu metabolismo significativamente diminuído, só aumentando novamente junto com a temperatura.

Uso de mosquitos transgênicos para combater zika é 'prematuro' (estudo)

Soltar mosquitos geneticamente modificados na selva para combater a malária, a zika ou outras doenças transmitidas por insetos é uma atitude prematura e pode ter consequências indesejadas, afirmaram pesquisadores em um relatório divulgado na quarta-feira.
“Nosso comitê urge cautela – é necessário que muito mais pesquisas sejam feitas para entender as consequências científicas, éticas, regulatórias e sociais de liberar tais organismos” transgênicos, disse o James Collins, professor da Universidade do Estado de Arizona, que foi copresidente do comitê da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina.
O comitê estudou a modificação genética dirigida – a prática de estimular uma herança genética predisposta ou “enviesada” através da alteração de determinados genes em laboratório, com o objetivo de fazer com que determinados traços genéticos passem dos pais para a prole, alterando populações inteiras.
Com novas técnicas de edição genética, as alterações intencionais podem se espalhar rapidamente em uma população, aumentando consideravelmente as chances de que o gene modificado se torne muito difundido.
“Pesquisas preliminares sugeriram que a modificação genética desenvolvida em laboratório poderia espalhar o gene alvo para cerca de 100% de uma população de leveduras, moscas ou mosquitos”, disseram os acadêmicos em um comunicado que anunciou o relatório do comitê.
A tecnologia poderia ser usada potencialmente para atingir mosquitos selvagens, modificando-os geneticamente para que eles não sejam capazes de transmitir doenças infecciosas como a dengue, a zika ou a malária.
Na agricultura, a modificação genética dirigida poderia ser usada para controlar as pragas que afetam colheitas.
No entanto, tal tecnologia poderia ter consequências devastadoras “como a interrupção não intencional de espécies que não sejam o alvo, ou a formação de uma segunda espécie mais resistente e invasiva”, disseram os pesquisadores.
“Visto que o objetivo de usar a modificação genética é espalhar informações genéticas em uma população rapidamente, é difícil antecipar seu impacto e é importante minimizar potenciais consequências indesejadas”, afirma o relatório, sugerindo mais pesquisas e uma maior colaboração entre os cientistas.
O comitê concluiu que as regulações existentes são insuficientes para avaliar os riscos de experimentos de campo ou da liberação planejada de organismos modificados através da modificação genética dirigida.
“Até maio de 2016, nenhuma avaliação de riscos ecológicos foi realizada para um organismo transgênico”, segundo o relatório.
Fonte: http://zip.net/bktmFy

Qual o inseto mais forte do mundo?

Existem espécies de insetos que, apesar de apresentarem pouco tamanho e uma estrutura corporal limitada, se destacam pela força que possuem. Ao determinar qual é o inseto mais forte do mundo, é preciso levar em consideração a capacidade que a espécie tem de levantar cargas elevadas em relação a sua massa corporal. Isso significa que é preciso analisar uma situação de proporcionalidade entre a força e o tamanho da espécie.
Neste contexto, é possível afirmar que o inseto mais forte do planeta é o conhecido besouro-rinoceronte, nome dado a algumas espécies de besouros que fazem parte da família dos Scarabaeidae. Estes insetos têm uma impressionante capacidade de suportar em suas costas uma carga 850 vezes mais pesada do que o seu volume corporal.
Os besouros-rinocerontes apresentam apenas 13 centímetros. Em uma relação mais fácil de compreender, a força deste besouro pode ser comparada a um homem de 70 quilos que fosse capaz de carregar um peso de mais de 60 toneladas nas costas.
Esta espécie de besouro é encontrada em florestas tropicais. O inseto é caracterizado por um chifre na cabeça, estrutura que é usada para lutar contra predadores e outros besouros.

Cinco coisas que tornam você um ímã de mosquitos

Se você é uma daquelas pessoas que sempre são alvos de mosquitos, a ciência já tem algumas evidências do motivo de você ter esse problema.Pesquisas mostram que as razões podem ser variadas, indo da alimentação ao seu tipo sanguíneo.
Repelentes podem ajudar, mas alguns dos motivos de você sempre ser o prato favorito dos mosquitos não têm solução. Um exemplo é o simples fato de ser adulto, o que o torna um alvo mais propício do que uma criança.
Como bem lembra o Business Insider, mosquitos são vetores de doenças perigosas, como zika, dengue, chikungunya, febre amarela e malária. Confira a seguir o que pode aumentar as suas chances de levar uma picada desses insetos.

Você bebeu cerveja

Um estudo com 12 homens com idades entre 20 e 58 anos e uma mulher de 24 anos mostrou que quem tomou uma lata de cerveja, com concentração de 5,5% de álcool, atraiu mais mosquitos do que os que não beberam nenhuma bebida alcoólica. No entanto, nem o álcool no suor, nem a temperatura da pele das pessoas foram fatores relevantes para atrair mosquitos.

Você é adulto

Os mosquitos são atraídos por CO2, que expelimos constantemente no processo da respiração. É por isso que esses insetos voam perto de nossas orelhas, nariz ou boca. Adultos, obesos e mulheres grávidas, portanto, emitem mais CO2 e são mais atraentes para mosquitos do que crianças.

Você tem sangue tipo O

As pessoas que tem sangue do tipo O, positivo ou negativo, chamam mais a atenção dos bichinhos voadores do que os tipos A, B e AB. O A é o menos atraente entre eles. Ainda assim, o caso requer mais estudos científicos para que a tese seja validada na comunidade científica.

Você fez exercícios (e não tomou banho)

Quando você faz exercício, seu organismo produz ácido lático para se misturar com o oxigênio e gerar energia para os seus músculos. Mas esse ácido é liberado no seu suor e isso atrai mosquitos que podem te picar. Tomar banho reduz o chamariz provocado por esse composto químico.

Seu corpo chama os insetos

Não se sabe exatamente o motivo, mas algumas pessoas emitem compostos que repelem mosquitos, enquanto outras emitem aqueles que os atraem.Pesquisadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres concluíram que a resposta pode estar nos genes de cada pessoa. Nos experimentos, duas gêmeas idênticas não apresentaram maior ou menor nível de atração de mosquitos. No enquanto, quando as gêmeas eram diferentes, uma delas chamou mais a atenção dos insetos.
Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/cinco-coisas-que-tornam-voce-um-ima-de-mosquitos

Por que a dengue pode ser mais grave depois da primeira vez?

Muitas pessoas acham que o que determina a gravidade da doença é o tipo de vírus (na dengue são quatro sorotipos). Bem, na verdade não é.

As chances de você ter dengue hemorrágica, por exemplo, aumentam drasticamente se você já teve a doença anteriormente. Mas você já parou para pensar por que isso acontece?

Há algum tempo, o pesquisador Dr. Scott Halstead propôs um fenômeno chamado de “agravamento da infecção dependente de anticorpo” para explicar esse fato.

Você só tem imunidade ao sorotipo em que entrou em contato durante a infecção. Quando uma pessoa é infectada pela segunda vez, por um dos outros três sorotipos, os anticorpos da primeira infecção, na verdade, ajudam o vírus a se espalhar e aumentar a viremia (quantidade de vírus na corrente sanguínea).

Surpreendentemente, ao invés de destruir o vírus, os anticorpos existentes e os recém produzidos pelos Linfócitos B podem ajudar o vírus a infectar as células com maior eficiência. Ironicamente, a consequência do agravamento da infecção dependente de anticorpo é que o sistema imunológico responde de uma maneira mais agressiva e aumenta o risco de evolução para dengue grave ou hemorrágica.


Whitehead, S. S. et al. Prospects for a dengue virus vaccine. Nature Reviews Microbiology 5, 518–528 (2007).

Apesar de os sorotipos serem semelhantes, ainda existem diferenças. São essas pequenas diferenças que mediam a infecção. Então o corpo irá produzir anticorpos para o primeiro sorotipo em que ele entrou em contato, não conseguindo neutralizar o verdadeiro sorotipo que está causando a atual infecção.

Além disso, os anticorpos não-neutralizantes ligados aos vírus dão a eles uma vantagem. Antes, os vírus só podiam infectar as células que tinham em sua superfície os receptores certos. Quando tais anticorpos ligam-se a eles, outras células, como monócitos e macrófagos, tentam destruí-los através da fagocitose, mas acabam contribuindo para sua disseminação.

Referências
When Good Antibodies Go Bad: Antibody-Dependent Enhancement

Host Response to the Dengue Virus

Halstead S. B. Pathogenisis of dengue: challenges to molecular biology. Science. 1988;239(4839):476–481.

Imagem: CDC

Fonte: http://www.biomedicinapadrao.com.br/2013/04/por-que-dengue-pode-ser-mais-grave.html?m=1

Insetos podem ser alimento do futuro

A estimativa da ONU de que em 2030 o mundo vai ter 8,5 mil milhões de pessoas abriu o diálogo sobre alimentos alternativos sustentáveis económica e ambientalmente, como é o caso dos insetos, ricos em proteínas e em vitaminas.
É neste contexto que há quem veja nos insetos o nutriente do futuro, como uma empresa francesa que os comercializa “ao natural” ou em chocolates ou bolachas.
No seu regulamento sobre os ‘Novos Alimentos’, a União Europeia (UE) sublinhou em novembro passado que o consumo de insetos é prática comum em vários outros países, como em algumas culturas originárias da África, Ásia ou América Central.
Conforme o regulamento da UE, os insetos estão incluídos na definição de novos alimentos como “ingredientes alimentares obtidos a partir de animais”, equiparados a outras partes como patas, cabeça ou asas.
Antes da UE, a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO, sigla em inglês) já tinha publicado um relatório sobre este novo alimento há três anos sob o título de “Insetos Comestíveis: Perspetivas Futuras para a Segurança Alimentar”.
Segundo a FAO, “os insetos como alimento para humanos e para animais emergem como um assunto especialmente relevante no século XXI devido ao custo crescente da proteína animal, à insegurança alimentar, às pressões ambientais, ao crescimento da população e à procura crescente de proteína animal por parte das classes médias”.
O consumo de insetos surge como uma alternativa interessante a outros alimentos e a aposta na produção dos mesmos começa a aparecer na Europa. É o caso de um casal de franceses que se estabeleceu em Málaga, Espanha, referido pela agência espanhola EFE.
Uma das responsáveis pela exploração agrícola, Leticia Giroud disse que a sua intenção não passa pela venda da produção em Espanha, por ainda não ter autorização para tal, mas afirma que “as coisas estão a mudar” graças ao relatório da UE que vai “harmonizar a situação no território”.
Por enquanto, as toneladas de insetos desidratados destinados ao consumo humano que produzem são exportadas para o estrangeiro e vendidas a clientes que os incorporam em produtos como massa ou biscoitos.
Em França, uma empresa chamada ‘Micronutris’ faz produtos semelhantes. Produz larvas ou grilos e vende-os ao natural ou sob forma de outros alimentos integrados em chocolates, biscoitos e massas.
Para além dos benefícios para a saúde e para a sustentabilidade económica, a Micronutris menciona que a produção de insetos é também uma mais-valia ambiental. Para o seu equivalente em carne bovina, um inseto consome sete vezes menos vegetais, 50 vezes menos água e produz 100 vezes menos gás com efeito de estufa.
A produtora estabelecida em Espanha pensa que o consumidor europeu já “está pronto” para incorporar insetos na sua dieta e defende que a “produção animal sustentável passa por animais invertebrados e por insetos”, uma tendência que vem da “forte pressão da FAO e da Organização Mundial da Saúde”.
Os insetos já fazem parte das ementas de alguns restaurantes de alta cozinha e a regulamentação da UE visa tornar mais segura a sua produção e o consumo pelo cidadão comum.
Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticia/insetos-podem-ser-alimento-do-futuro

Proteja-se contra os insetos dos seus lençóis

Aqui no Brasil, quem serviu no quartel ou dormiu em hotéis de qualidade duvidosa pode já ter contraído o “chato”, um parasita que se esconde nas roupas de cama e ataca a região pubiana, causando uma coceira intensa. Da mesma forma, podem ter contraído a “muquirana” ácaro ousado que se esconde nas dobras da roupa, não tem asas, mas pode dar grandes saltos de uma pessoa para outra e causar inflamações na pele. Estes são apenas dois exemplos “brasileiros” de uma infinidade de parasitas que podem estar muito mais perto de nós do que imaginamos: nos nossos lençois.
Os pequenos animais que podem dividir o espaço nos nossos colchões foram os protagonistas de um estudo da Universidade de Michigan (EUA). Os cientistas fizeram um levantamento sobre a incidência desses insetos nas camas, já que são atraídos pela grande variedade de fluidos corporais que liberamos durante o sono, tais como suor, saliva, gotículas de sangue devido a picadas, e outras mucosas.
Foi descoberto que estes bichinhos estão em ascensão. De 2000 para cá, subiu em 81% o número de chamadas em serviços especializados em matar percevejos. Em hoteis e motéis, aumentou em 67% a demanda por serviços de desinfestação.
Os parasitas, em geral, alimentam-se de sangue. E se você não agüentaria mais do que poucas semanas sem comer, eles podem passar até um ano sem se alimentar; portanto, se uma cama de hotel fica desocupada, digamos, por seis meses, ainda é grande a chance de que haja algum inseto entre os lençois mal lavados.
De acordo com um instituto de saúde em Nova Iorque (EUA), cerca de 10% da população mundial tem algum tipo de ração alérgica a estes parasitas. Caso não haja alergia, em geral, os sintomas das picadas não passam de pruridos (coceira) e uma irritação na pele. Se a pessoa for alérgica, no entanto, pode haver consequências mais graves: além da tosse, que vira uma rotina na vida do infeliz alérgico, algumas doenças infecciosas como a febre e o tifo. E aqui vai uma informação que você talvez desconheça: o que nos causa a tosse e os espirros não são os ácaros em si, mas seus excrementos.
Assim, fica a recomendação dos cientistas: cuidado com a roupa de cama. Os parasitas podem se instalar em lugares mais higiênicos do que imaginamos. Eles aconselham que se lave frequentemente os lençois com uma temperatura mais alta que o habitual, algo em torno de 50°C. Mantenha os aposentos arejados e ventilados.
Se for se ausentar de casa por períodos mais longos, geralmente devido a viagens, procure colocar uma capa plástica sobre os colchões.
E há também outros perigos: alguns brinquedos de crianças, especialmente bichinhos de pelúcia, são fortes candidatos a colônias de ácaros. Assim, se eles não forem laváveis à máquina, recomenda-se que sejam periodicamente embalados em plástico e colocados no freezer por umas cinco horas. E se os animais de mentira representam um risco, os de verdade são uma ameaça ainda maior. Cães e gatos que costumam dividir a cama com seus donos podem transmitir uma nova linhagem de parasitas, como sarnas e piolhos. Portanto, também não descuide da higiene do seu animal de estimação.
Observe a validade do seu colchão. Sim, eles têm uma vida útil, e prolongá-la por muito tempo adicional não é apenas um prejuízo para suas costas, já que você começa a dormir em forma de “U”. Quando a espuma interna se comprime, facilita a infiltração de insetos, que podem tornar o seu sono uma tortura diária.
Como identificar se as picadas que você recebeu durante a noite são de simples mosquitos ou de algum inseto mais perigoso à saúde pública? Observe o seguinte: as de mosquitos são pequeninos inchaços em um vermelho não muito vivo, enquanto as de percevejos são mais superficiais, porém mais escuras e duras, semelhantes a feridas. Depois de ler tudo isso, você talvez vá dormir hoje com a seguinte dúvida: “será que agora mesmo tem algum parasita se divertindo sobre o meu colchão”? Fácil: pegue uma lupa ou qualquer lente de aumento e faça uma inspeção. Ela geralmente dá resultado, porque os insetos estão constantemente em movimento e não é difícil percebê-los. Mas é claro que acordar cheio de coceiras pelo corpo é uma pista ainda mais forte.
 
Fonte: http://hypescience.com/proteja-se-contra-os-insetos-dos-seus-lencois/