9 verdades e 1 mito sobre dedetização

Que tal testar seus conhecimentos sobre dedetização? Listamos aqui 9 verdades e 1 mito sobre o assunto e querermos saber se você descobre qual dessas informações é pura balela. Vamos lá:   
 
1- Antes de dedetizar, é importante que se conheça a espécie da qual desejamos nos livrar para usar os produtos corretos.
 
2- Não há necessidade de uma limpeza muito pesada depois da dedetização.
 
3- Os animais de estimação sofrem tanto quanto as pessoas quando a casa está infestada.
 
4- Apenas uma dedetização é suficiente para manter o ambiente livre de pragas para sempre.  
 
5- A dedetização não deve ser feita somente em residências. É de extrema importância que as empresas
também sejam dedetizadas, principalmente as de caráter alimentício.
 
6- O correto é DEDETIZAÇÃO, não DETETIZAÇÃO.
 
7- Com o avanço da tecnologia, os produtos utilizados na dedetização estão cada vez menos tóxicos para humanos.
 
8- As baratas, definitivamente, não sobreviveriam a um ataque nuclear.
 
9- Há milhares de espécies de aranhas, mas uma pequena parte é venenosa.    
 
10- A picada do escorpião amarelo pode ser letal para crianças e idosos.
 
O número 4 é um tremendo mito. Sabe por quê? Em todos os ambientes suscetíveis a infestações, a dedetização deve ser feita periodicamente e não apenas uma vez. O ideal é que, em casas, o controle seja feito semestralmente.

Baratas. Há mesmo motivos para temê-las?

Basta uma delas aparecer para que todo mundo entre em pânico. É certo que as baratas causam histeria e pavor por onde passam.

Mas é de se espantar que um animal tão pequeno seja o culpado por tanta confusão. Diante disso, buscamos a resposta da pergunta que provavelmente todo mundo em algum momento já se pegou a fazer. Afinal, há mesmo motivo para todo esse terror? Entre palpites, boatos, achismos e terrorismos, temos a má notícia para os mais medrosos: temos, sim. Eis aqui sete motivos para justificá-lo.
1- As baratas não exercem influência fundamental no equilíbrio do meio ambiente.
Apesar de existirem baratas que vivem na natureza e que contribuem para a reciclagem da
matéria orgânica, de modo geral, as baratas não possuem uma função nobre no equilíbrio
do meio ambiente.
2- Baratas andando pela casa durante o dia é motivo para um alerta.
Viu alguma barata andando pela casa em plena luz do dia? Más notícias. Apesar de não dormirem, elas sabem muito bem a hora de se recolherem. Elas saem à noite e se escondem quando detectam a claridade. Quando as baratas são vistas de dia, é sinal de que a casa está tão infestada que não há esconderijo para todas.
3- Elas conseguem obter informações detalhadas sobre o inimigo.
As baratas têm dois pelinhos no traseiro chamados cercis  que são capazes de perceber movimentos leves no ar e conseguir informações sobre ameaças em potencial. Além disso, as baratas são muito velozes e enxergam muito bem até no escuro e seus ouvidos conseguem escutar até os passos de outra barata.
4- Elas podem passear pela sua boca enquanto você dorme.
Parece até filme de terror, mas é verdade. As baratas têm o hábito de roer os lábios das pessoas enquanto elas dormem para colher restos de alimentos. O hábito em si já causa embrulho no estômago, acrescente ainda o fato de que as baratas podem transmitir várias doenças.
5- As baratas conseguem se reproduzir com muita facilidade.
A capacidade de reprodução das baratas é assustadora: em 150 dias de vida, a fêmea pode botar aproximadamente 320 baratinhas. Aquele fluido branco que há dentro do corpo delas é constituído por reservas de nutrientes, o que contribui para que os ovos vinguem mesmo com a morte da mãe.
6- As baratas são incrivelmente resistentes.
As baratas conseguem ficar meses sem se alimentar e conseguem sobreviver por vários meses sem a cabeça, uma vez que suas estruturas vitais ficam no abdômen. Além disso, seu corpo conta com um revestimento de células sensíveis à luz que a permite localizá-la rapidamente e correr para pontos de sombra.
7- Elas estão em praticamente todos os lugares.
Das 4 mil espécies, apenas 1% são caseiras. O restante vive na natureza e consegue sobreviver em todas as condições naturais, de desertos a florestas tropicais.

FORMIGAS – ATÉ QUE PONTO ESSES INSETOS DEVEM SER COMBATIDOS?

Texto do Biólog Insetan José Júnio Silva
 
Com exceção dos círculos polares o número de insetos é expressivo em todo mundo,
mas para muitos essa informação ainda é pouco conhecida. As formigas está entres
os insetos mais populares entre as pessoas, isso porque frequentemente encontramos
elas “passeando” sob mobiliário, utensílios, eletrodomésticos, etc. Estudos estimam
que as formigas apesar de pertencerem a uma única família (Hymenoptera)
representam entre 30 e 50% da biomassa animal de toda floresta amazônica, além de
apresentarem cerca de 13.000 espécies distribuída em todo mundo.
Todas as formigas, assim como algumas vespas, abelhas e cupins são insetos
eusociais, isto é, apresentam divisão de trabalho em sua colônia, assim é possível
observar indivíduos que trabalham na manutenção e proteção da colônias, indivíduos
que cuidam da prole e indivíduos jovens que cuidam dos indivíduos mais velhos.
Algumas formigas adaptadas a viver nos ambientes urbanos provocam desde
incômodos através de picadas até agravos a saúde, uma vez que transportam
passivamente microrganismos em seu corpo. Diversos estudos relacionados a
mirmecofauna (fauna de formigas) apontam que elas desempenham diversas funções,
como dispersar sementes, reciclar nutrientes e herbívoria da vegetação. Quando
instaladas em residências, industrias, comércios e hospitais as formigas provocam
prejuízo econômico pois comprometem mobiliários, danificam eletrônicos e atacam
matéria prima além de atuar passivamente como agente veiculador de
microorganismos patogênicos.
O controle de formigas varia de acordo com a espécie envolvida, do tipo de infestação
e da localização do ninho. A identificação da espécie auxilia no controle e facilita o
encontro do ninho. Uma vez localizado o ninho, este pode ser eliminado com o uso de
inseticida líquido ou aerossol convencional.
Quando constatado a presença das formigas essas devem ser controladas
rapidamente por profissionais treinados, pois a inexperiência pode aumentar o nível da
infestação. Matar as formigas, que são vistas forrageando, com inseticidas em forma
de aerossol dificilmente resulta em bons resultados; ao contrário, na maioria das
vezes, propicia a fragmentação das colônias provocando aumento da infestação.
Iscas atrativas compostas de inseticida produzem ótimos resultados; no entanto, o
ingrediente ativo deve ter baixa concentração e não deve matar por contato. O objetivo
destes produtos é que as formigas operarias carreguem a isca e depois, distribuam
para os demais membros da colônia.
Alguns cuidados podem ser tomados a fim de se evitar a presença das formigas, tais
como: não deixar migalhas de doces, pães e biscoitos pelo chão, fechar bem os
alimentos, eliminar fendas e frestas as quais podem ser utilizadas como ponto de
nidificação.
 
 
Referências:
Zarzuela M. F. M., Ribeiro M. C. C., Campos-Farinha A. E. C. Distribuição de formigas
urbanas em um hospital da Região Sudeste do Brasil. Arq. Inst. Biol. 69 (1): 85-7.
2002;
BACCARO F. B. et. al. Guia para os gêneros de formigas do Brasil. Editora INPA,
Manaus, 2016.
Bueno O., C., Campos-Farinha., A E C (1998) Formigas urbanas: comportamento das
espécies que invadem as cidades brasileiras. Rev. Vet. Pragas 2: 13-16.

Qual a origem e como acabar com os famosos “mosquitinhos de banheiro”?

É muito comum nos depararmos com aqueles pequenos, frágeis e silenciosos mosquitinhos no banheiro. Mesmo que a limpeza esteja em dia, eles parecem surgir do nada e se proliferar aos montes. Qual a explicação?

#7 – Quem são eles?

Os mosquitinhos de banheiro têm exatamente este nome: “mosca de banheiro”. Também são conhecidos como “mosca dos filtros” ou “moscas dos ralos”.

#6 – Por que o banheiro?

É que no banheiro existe bastante umidade, frestas entre azulejos e, principalmente, os ralos abertos. É nestes locais que as moscas de banheiro colocam seus ovos.

#5 – Sopa de bactérias

O local preferido são a entrada dos ralos, onde com o tempo vai se formando uma substância viscosa, rica em bactérias. Lá as moscas põem os ovos, que eclodem. As larvas, então, se alimentam dessas bactérias.

#4 – Grande população

Estes mosquitinhos infestam o banheiro de repente porque as fêmeas põem até 200 ovos. Após isso, as larvas passam cerca de 10 dias se alimentando nos ralos e frestas. Eca!

#3 – Pequenos e peludinhos

Os mosquitinhos adultos têm cerca de 2mm. Mas são gordinhos e têm as asinhas recobertas por pelos, lembrando mariposas.

#2 – Inofensivos, mas…

A boa notícia é que os mosquitinhos de banheiro não transmitem doenças. Só são meio chatinhos, não são?

#1 – Veneno não adianta

Os venenos de inseto convencionais matam as mosquinhas adultas, mas não as larvas. Por isso não são eficientes. Para combatê-los e matar as larvas, uma boa medida é limpar bem os ralos com água sanitária ou materiais de limpeza que contenham cloro. Ralos com tampas também são bem-vindos.
 

Fonte: http://www.vix.com/pt/bbr/ciencia/2746/qual-a-origem-e-como-acabar-com-os-famosos-mosquitinhos-de-banheiro

5 verdades sobre o sono das formigas, um dos maiores mistérios do mundo animal

Formigas dormem, sim, tirando sempre pequenos cochilos. Na verdade, as rainhas até sonham, enquanto as operárias são forçadas a ficar tirando sestas em turnos, mantendo sempre 80% da força de trabalho acordada. Um estudo sobre os hábitos de sono das formigas revelou que as rainhas da espécie Solenopsis invicta (conhecida como formiga de fogo) dormem sonos relativamente longos e profundos, que somam uma média de nove horas todos os dias.

Curiosidades sobre o sono das formigas

1. Privilégio de casta
Segundo reportagem da BBC, as formigas operárias tiram cerca de 250 “cochilos” por dia, enquanto uma rainha tira 90. No entanto, o sono de uma formiga operária dura em média 1 minuto e da rainha, 6 minutos. Por isso, é comum que uma formiga rainha passe mais de 9 horas dormindo por dia, enquanto uma operária durma menos de 5.

2. Sono da longevidade
As rainhas da espécie de fogo dormem sonos relativamente longos e profundos, que somam uma média de nove horas todos os dias. Por outro lado, as operárias dormem apenas metade desse tempo, tirando centenas de cochilos de curta duração. Este “cronograma” de descanso pode ajudar a explicar porque rainhas vivem durante tantos anos, enquanto as operárias normalmente só vivem por alguns meses.

As rainhas podem viver seis anos antes de morrer de velhice, já as operárias vivem de seis meses a um ano. Porém, existem rainhas de outras espécies de formigas podem viver até mais, atingindo até 45 anos.
3. Proteção ao formigueiro
A escala de sono também garante que suficientes formigas operárias estejam acordados a qualquer momento para proteger e servir a colônia.

 4. Luminosidade desprezada
Porque as formigas de fogo geralmente vivem no subsolo, os pesquisadores esperavam que os seus padrões de sono não seriam determinado por ciclos de luz e escuridão. E isso é o que eles encontraram.

5. Escala estratégica
O grande número de sestas curtas das operárias significa que o ninho nunca estará desprotegido. Há sempre um trabalhador disponível quando for necessário. As rainhas, no entanto, sincronizam suas sestas, cochilando todas juntas.
 
Fonte: http://www.vix.com/pt/ciencia/536952/5-verdades-sobre-o-sono-das-formigas-um-dos-maiores-misterios-do-mundo-animal

Borboletas só vivem por um dia? Descubra o que acontece com elas

Na realidade, o tempo de vida de uma borboleta varia muito entre as espécies. E, como há cerca de 160 mil conhecidas no mundo, em média, pode-se dizer que as borboletas vivem de duas a quatro semanas no estágio adulto, depois que saem da pupa, ou casulo.

Espécie de mariposa só vive um dia

Porém, de acordo com os técnicos em lepidoptera (o grupo de insetos que inclui borboletas e mariposas) do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, há, de fato, algumas espécies de mariposa (não de borboleta) cujas fêmeas adultas vivem até menos do que 24 horas. Elas saem do casulo, copulam, põem seus ovos e morrem – tudo no espaço de um único dia.

O que acontece?

Qualquer borboleta adulta vive em torno de algumas semanas, variando de espécie para espécie. É o tempo suficiente para que estejam adultas e se reproduzam, o que garantirá o recomeço de todo o ciclo novamente.
De todas as espécies de borboletas existentes, a que tem um tempo mais longo de vida é a Danaus plexippus ou Borboleta Monarca (abaixo), cuja existência pode chegar até nove meses.

Ainda assim, todavia, o tempo de vida das borboletas pode variar devido a fatores externos, como o local em que vivem e a ação de predadores naturais, como pássaros e outros animais como o homem e sua intervenção no meio ambiente.
 
Fonte: http://www.vix.com/pt/ciencia/536610/borboletas-so-vivem-por-um-dia-descubra-o-que-acontece-com-elas

Mosquitos adultos podem repassar zika para sua prole, afirma estudo nos EUA

Mosquitos adultos fêmeas podem repassar o vírus da zika para sua prole, disseram pesquisadores dos Estados Unidos nesta segunda-feira, uma descoberta que deixa clara a necessidade de programas de pesticidas que matem tantos os mosquitos adultos quanto os seus ovos.
A descoberta, publicada no periódico American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, mostra que, como ocorre com muitos vírus relacionados, incluindo o da dengue e o da febre amarela, o zika pode ser transmitido dos mosquitos fêmeas para a sua prole.
Robert Tesh, do departamento de medicina da Universidade do Texas em Galveston, um dos autores do estudo, declarou que o fato de o vírus poder ser repassado para a prole do mosquito torna o zika mais difícil de controlar.
“A pulverização afeta os adultos, mas não mata geralmente as formas imaturas, como ovos e larvas. Pulverização vai reduzir a transmissão, mas pode não eliminar o vírus”, afirmou ele.
Embora a zika cause no geral doença leve em adultos, ele é uma grande ameaça para gestantes porque tem sido mostrado que ele resulta em problemas graves para os bebês, como a microcefalia.
O atual surto de zika foi detectado primeiramente no ano passado no Brasil, onde o vírus foi associado com mais de 1.800 casos de microcefalia, e desde então se espalhou rapidamente pelas Américas.
O Aedes aegypti, o mosquito que transmite a zika, coloca ovos em pequenos acúmulos de água. As pessoas têm sido aconselhadas a esvaziar recipientes de água nas suas casas. Quando a água se acumula, os ovos formam um anel em volta da linha da água, onde eles permanecem dormentes até a próxima chuva, quando eles podem se abrir.
Cientistas que estudam a zika queriam descobrir se alguma parte da prole desses mosquitos tropicais poderia carregar o vírus, ajudando a perpetuar o surto durante as estações secas.
Para isso, pesquisadores injetaram a zika em mosquitos Aedes aegypti fêmeas criados em laboratório. Eles foram alimentados e, em uma semana, colocaram ovos. A equipe coletou e cuidou dos ovos até eles darem vida a mosquitos adultos, quando ela contou o número deles que carregava o vírus.
Em cada 290 mosquitos testados, eles encontraram o vírus em um mosquito.
“A proporção pode parecer baixa”, disse Tesh, “mas, quando você leva em conta o número deAedes aegypti numa comunidade urbana tropical, ela é provavelmente alta o suficiente para permitir que o vírus persista, mesmo quando os adultos infectados são mortos”.
Fonte: http://zip.net/bgtrJp

Como o Sentricon é instalado?

O Sistema Sentricon é uma tecnologia revolucionária usada no controle de cupins. Ainda novidade no mercado, seu uso e instalação ainda é alvo de muitas dúvidas por parte do público geral. Uma das maiores é a respeito de como o sistema é instalado no local em que se deseja combater estes insetos. Para responder perguntas, confira este passo a passo usado na hora da instalação do Sentricon:
1- Antes de tudo, a estrutura a ser tratada (seja ela uma residência, um edifício, comércio ou indústria) deverá ser inspecionada buscando sinais de infestação por cupins subterrâneos.

2- Estações Sentricon deverão ser colocadas no solo ao redor da estrutura.
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3- As Estações serão então inspecionadas frequentemente procurando detectar qualquer indício de atividade termítica.
4– Quando cupins são encontrados em uma ou mais estações, eles deverão ser transferidos para o tubo-isca que contém a isca a base de hexaflumuron – Recruit* II, que é então colocada na estação.
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5- Os cupins capturados irão se alimentar na isca, retornando à colônia para alimentar outros indivíduos e recrutar novos operários para também se alimentarem na isca. Conforme este processo avança, a colônia começa a declinar até que é finalmente eliminada.
6- Após a eliminação da colônia, a isca é substituída novamente pelos Dispositivos de Monitoramento. O Operador Autorizado poderá, assim, inspecionar continuamente para detectar a invasão de uma nova colônia na área tratada.
7- Se a estrutura apresentar infestação por cupins na parte interna, o uso do Recruit AG, a isca aérea, será necessário. O seu Operador Autorizado irá fazer a inspeção e determinar o melhor local para colocá-la. Recruit AG é utilizado para complementar o uso de estações terrestres nos locais onde o ataque de cupins for visível.
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Casas mais ricas têm mais tipos de insetos, diz estudo

Se você sonha em morar numa mansão com um jardim gigante, naquele bairro nobre da cidade, pense duas vezes. Segundo um estudo da Academia de Ciências da Califórnia, essas casas chiquérrimas têm duas vezes mais espécies de insetos do que as mais simples.
Os cientistas investigaram a presença de insetos em 100 casas na Carolina do Norte – 50 mansões e 50 lares mais pobres -, em bairros ricos e pobres. Eles descobriram que, nos casarões, havia 100 espécies diferentes – entre elas, aranhas, mosquitos, centopeias e baratas. Já nas casas mais modestas, os caras encontraram menos da metade dessa diversidade.
Veja bem: não é que as casas mais ricas tenham mais insetos – a diversidade de espécies só é maior nesses casos. No começo, os cientistas achavam que isso acontecia porque as mansões tinham jardins, mas só essa explicação não dava conta do mistério, já que as residências pobres muitas vezes tinham jardins e hortas do mesmo tamanho ou até maiores do que os das casas ricas.
Então, os pesquisadores acreditam que a concentração maior de espécies nos lares chiques aconteça por causa do “efeito de luxo”: em bairros nobres, geralmente há mais vegetação, parques e praças, além dos jardins das casas em si, o que torna mais fácil para os insetos – e outras espécies, como pássaros, lagartos e morcegos – se reproduzirem.
Com esse estudo, os caras concluíram que  urbanização tem um impacto ainda maior do que se imaginava na biodiversidade das cidades – mas que manter áreas verdes dentro e fora das casas pode ajudar a preservá-la.
 
Fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/casas-mais-ricas-tem-mais-tipos-de-insetos-diz-estudo

Aranhas e outros bichos que amamos odiar são úteis para a casa e o planeta

Se não bastasse a urbanização e o progresso tecnológico para afastar as pessoas da natureza, a abordagem com que certos animais são tratados e classificados acende um sinal de “perigo” para a maioria de nós. Já muito cedo, parte dos livros didáticos classificam os bichos entre úteis ou “ruins”, uma interpretação que, para muitos pesquisadores, provoca uma condição chamada zoofobia: o medo de animais. A ênfase dada aos animais ditos “perigosos” faz parte da população enxergar o mundo selvagem como algo hostil, que deve ser combatido, e tal desconhecimento gera matanças desnecessárias.
Um dos mais populares símbolos de medo e do mal é a serpente. Mesmo em áreas rurais, onde é comum seu aparecimento, o bicho é indiscriminadamente morto. Mas se conseguíssemos perguntar a uma cobra questões como: você quer me matar? Você é caçadora de seres humanos? Ela responderia a todas com um sonoro “não”. Sim, acidentes acontecem, mas são questão de defesa. Pensando nos bichos que povoam o imaginário como perniciosos, o UOL consultou diversos pesquisadores para saber sobre quanto desse temor é realmente fundamentado.
Amigo-bicho
Serpentes
O correto é falar serpente e não cobra e o Brasil tem o menor índice de acidentes com esses animais do mundo. Aqui apenas cinco espécies são peçonhentas, ou seja, possuem a capacidade de injetar veneno na presa. Dentre elas temos a cascavel (Crotalus durissus), a coral verdadeira (Micrurus sp) e a jararaca (Bothrops jararaca). As serpentes, peçonhentas ou não, são répteis, atacam para se alimentar e pessoas não fazem parte do cardápio habitual. Se um indivíduo de qualquer dessas espécies atacar um ser humano para se defender terá que esperar, em média, 15 dias para produzir novo veneno e isso significa um longo período de fome.
Além de participarem de uma cadeia alimentar que mantém o equilíbrio natural, as serpentes também servem diretamente aos seres humanos: o captopril, um anti-hipertensivo, é sintetizado a partir do veneno da jararaca. Atualmente, há diversos estudos sendo conduzidos com o veneno das cascavéis, que fornece uma cola biológica e outras substâncias de uso médico como analgésicos, anti coagulantes e, até mesmo, agentes eficazes no combate ao câncer.
Para evitar acidentes tome cuidado ao andar em descampados e áreas com vegetação e procure estar atento ao lidar com folhas úmidas ou raízes e deslocar pedras e tijolos, por exemplo. As serpentes vivem em tocas e buracos e gostam de tomar o sol da manhã em locais frios. Se encontrar uma em seu caminho, mantenha a calma e desvie, ela vai estar tão assustada quanto você. Se uma entrou em sua casa, chame o serviço de zoonoses da região ou o corpo de bombeiros (193), o Instituto Butantan não pode mais ser acionado para fazer o trabalho de remoção de serpentes. Se estiver em uma região endêmica, o recomendável é instalar telas de proteção em portas e janelas. E é sempre bom lembrar: matar animais silvestres é crime federal, segundo o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais).
Sapos
Outro mito que precisa ser desfeito: sapos não jorram veneno nos olhos das pessoas “a torto e a direito”. Seu veneno fica guardado em glândulas perto dos olhos que precisam ser muito pressionadas para possibilitar a saída da substância, por isso são chamados anfíbios de defesa passiva. Logo, você vai precisar pegar um sapo na mão, apertar suas têmporas com força e colocá-lo bem em frente ao seu rosto para aumentar a possibilidade de ser atingido. Todavia, animais domésticos e sapos não combinam e o motivo é simples: se o cão ou gato tentar abocanhar o bicho, as tais glândulas parotoides podem ser pressionadas e o veneno, excretado.
Se olharmos os pontos positivos, sapinhos adoram comer insetos e aracnídeos e ajudam a controlar tais populações. Se um desses animais entrar em sua casa, afugente-o com uma vassoura ou pegue-o cuidadosamente com um pano, colocando-o para fora. Nada de arremessar um punhado de sal no coitado! A saber: sapos também são animais silvestres protegidos pelo IBAMA.
Aranhas
Entre os diversos tipos de medos patológicos, a aracnofobia é um dos mais frequentes. Apesar desse temor, as picadas são pouco comuns e raramente mortais. As aranhas, assim como as serpentes, não são seres prontos a nos atacar. Elas oferecem a menor mortalidade entre todos os animais peçonhentos (serpentes, abelhas, escorpiões e lagartas). Esses aracnídeos são em sua maioria venenosos, mas, assim como as serpentes, poucas espécies no Brasil são realmente perigosas: destacam-se a aranha marrom (gênero Loxosceles), a armadeira (gênero Phoneutria) e a viúva negra (Latrodectus curacaviensis). Além disso, as excretas de aranha não causam “cobreiro”, bolhas de origem viral que aparecem na pele, e popularmente atribuídas a tais bichos.
Antes de sair chinelando qualquer aranhazinha (famílias Theridiidae e Pholcidae) que aparece na sua casa, saiba que elas ajudam a minimizar a quantidade de moscas e pernilongos. É importante se informar e tentar não interagir com as espécies mais perigosas, mas entenda que elas também só querem se alimentar, como todos nós. Esses bichos são predadores naturais de insetos e ajudam a controlar a população de tais bichos. Se mesmo assim você não quer esses animais em sua casa, tele as portas e janelas para evitar a entrada e se, por ventura, um acidente ocorrer, procure um médico de imediato.
Lagartixas
“Taí” um bicho completamente inofensivo: as lagartixas domésticas, de coloração bege clara e olhos escuros, são répteis que se alimentam de insetos e, dessa forma, ajudam a reduzir a população de moscas e mosquitos. Não são venenosas e suas fezes não transmitem doenças. A espécie Hemidactylus mabouia, da família Gekkonidae, se alimenta de moscas, traças, pequenas mariposas e mosquitos, inclusive o da dengue. Também adoram umas baratinhas! Assim, se houver uma ou mais lagartixas em casa, deixe-as em paz. Elas estão trabalhando a seu favor.
Lagartas
A lagarta é simplesmente a fase larval de um inseto da ordem Lepidoptera, que se transformará em uma borboleta ou mariposa. A maioria é inofensiva à saúde humana, mas as taturanas cheias de cerdas e espinhos (família Megalopygidae e Saturniidae) são venenosas e, neste caso, é melhor ficar bem longe delas.
Coloridos e chamativos esses bichos avisam “mantenham-se distantes”, mas se eles estiverem destruindo alguma planta do jardim, é possível retirá-los: o procedimento mais correto é a “catação manual” e transferência das lagartas para outro local com vegetação (ou o encaminhamento a centros de pesquisa). Para executar tais serviços, use luvas de proteção grossas. De forma geral, evite exterminar tais insetos, pois são importantes polinizadores e fazem parte da cadeia alimentar de outros bichos.
Morcegos
Morcegos controlam populações de insetos e polinizam diversos tipos de plantas. As pessoas têm medo desses animais por conta daqueles se alimentam de sangue, mas das mais de 1,2 mil espécies que existem no mundo, apenas três são hematófagas e, mesmo nesses casos, raramente há episódios envolvendo humanos. Entretanto, os morcegos de modo geral são portadores de doenças que podem ser transmitidas ao homem e a outros animais: a raiva é a mais comum delas. O acúmulo das fezes também gera a proliferação de fungos que, se respirados, causam doenças de difícil diagnóstico.
O convívio direto, portanto, pode trazer riscos à saúde e alguns cuidados são aconselháveis, como vedar acessos ao telhado com telas e verificar a existência de telhas quebradas. No caso de haver morcegos alojados em sua residência, feche o acesso aos outros cômodos, abra portas e janelas que permitam a saída do animal e acenda as luzes, deixando o exterior mais escuro. O animal não deve ser manuseado, aprisionado ou atordoado de forma alguma. Simplesmente afugente-o sem tocá-lo. Alternativa é chamar o centro de controle de zoonoses para a captura. E, em caso de acidentes, procure um médico imediatamente.
 
Fonte: http://estilo.uol.com.br/casa-e-decoracao/noticias/redacao/2016/08/04/aranhas-e-outros-bichos-que-amamos-odiar-sao-uteis-para-a-casa-e-o-planeta.htm