Os detalhes coloridos dos insetos

Os insetos são animais fascinantes. Alguns têm um visual tão interessante que despertam inspiração de artistas, fotógrafos, cineastas e demais admiradores no mundo todo. Hoje, viemos trazer imagens de insetos capturadas pelo Laboratório de Monitoramento e Inventário de Abelhas da Pesquisa Geológica dos Estados Unidos ( USGS). Todas as imagens compõem um álbum de mais de 1500 fotografias de insetos e plantas.

Créditos: USGS Bee Inventory and Monitoring Lab

Para chegar num produto final tão impressionante na captura de elementos microscópicos, foi usada uma técnica de edição chamada stackimage: várias imagens são empilhadas em camadas com planos de foco diferentes para gerar uma única fotografia bastante rica em detalhes.

Créditos: USGS Bee Inventory and Monitoring Lab

Turma do Aedes: conheça outros cinco insetos que transmitem doenças

O Aedes aegypti está aí, causando, transmitindo doenças por atacado: dengue, febre chikungunya, zika e febre amarela. Mas a turma dos insetos transmissores de doenças, sempre disposta a aprontar mil e uma confusões, possui vários outros integrantes. Conheça alguns:

#5 – Barbeiro

Mosquito barbeiro

Assim como o Aedes aegypti, o barbeiro é um vetor de doenças. Ou seja, ele transmite ao homem vírus ou parasitas que estão alojados em seu corpo. Ao picar sua vítima, o barbeiro também deposita suas fezes contaminadas pelo parasita Tripanosoma cruzi, causador da doença de Chagas (que leva à insuficiência cardíaca).

#4 – Anopheles

Anopheles

Outro poderoso vetor de doenças é o mosquito Anopheles, que ao picar o homem transmite o parasita Plasmodium – causador da malária.

#3 – Mosquito-palha

Mosquito palha

Este pequeno mosquito transmite com sua picada o protozoário Leishmania, causador da leishmaniose (doença que atinge a pele, as mucosas ou mesmo os órgãos internos).

#2 – Mosca tsé-tsé

Mosca Tsé-tsé

Áreas rurais de dezenas de países africanos sofrem com a incidência da doença do sono, transmitida por esta mosca, contaminada com o protozoário Trypanosoma brusei. A pessoa infectada fica confusa, fraca e com problemas de coordenação. O ciclo do sono também é afetado, provocando ataques de sono durante o dia.

#1 – Mosca negra

Mosca Negra

Também conhecidas como borrachudos, as pequenas moscas negras podem transmitir o verme Onchocerca volvulus, causados da cegueira dos rios (ou mal dos garimpeiros). O nome se dá porque o verme pode se alojar no globo ocular, causando cegueira irreversível.
 
Fonte: http://www.vix.com/pt/bbr/ciencia/3020/turma-do-aedes-conheca-outros-cinco-insetos-que-transmitem-doencas

Aranhas sobre as águas? Veja imagens incríveis e entenda

Não é difícil encontrar vídeos de aranhas andando sobre as águas, mas as explicações científicas pouco detalhavam o real motivo desse fenômeno. No entanto, pesquisadores descobriram que isso está atrelado à ‘dança da aranha’, método que permite que algumas espécies se locomovam.
Nesse processo, as aranhas podem ‘escalar’ até as plantas, jogam seus traseiros ao ar e usam seus ferrões para tirar um longo fio de seda, que a iça para a atmosfera. Dessa forma, elas ‘flutuam’ – a isso, os cientistas dão o nome de“balonismo”. Isso acontece o tempo todo, mas dificilmente notamos.

No entanto, quando as aranhas caem em direção à água, não se afogam, como se imaginaria. Algumas espécies continuam usando a técnica de ‘balonizar’, ou seja, ficam dispersas sobre a água.

O pesquisador Morito Hayashi, do departamento de zoologia do Museu de História Nacional de Londres, conduziu um experimento com 21 espécies diferentes de aranha e constatou que elas possuem patas resistentes à agua. Elas reagem com pelo menos seis tipos de postura diferentes: flutuam, ‘surfam’ e parecem até ‘velejar’ sobre as águas, realizando movimentos sutis.
Hayashi acredita que essa constatação tem a ver com a característica desbravadora das aranhas: “Aranhas são as primeiras colonizadoras entre os animais a chegar a um habitat novo ou recém-criado. Elas surgem rapidamente e se tornam os maiores predadores de insetos do local”.
 
Veja imagens incríveis de aranhas sobre as águas:

Procura-se abelha invasora; 5 curiosidades do inseto mais temido do Brasil

A Bombus Terrestris é uma espécie de abelha europeia que anda deixando os cientistas brasileiros de cabelo em pé. Conhecida como Mamangava da Cauda Branca, ou abelhão, ela já invadiu a Argentina e está em direção ao Uruguai. Teme-se que ela chegue ao Brasil e cause riscos ambientais irreversíveis para a agricultura e para as espécies nativas.
 
Estudos do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Biodiversidade e Computação da Universidade de São Paulo (USP) levaram à campanha para localização dessa abelha.
Confira a seguir 5 curiosidades sobre essa espécie:
#5 Excelente polinizadora

Elas medem por volta de 3 cm (2 vezes o tamanho da abelha comum) e podem voar em distâncias longas, que podem ir até 13km de distância de suas colmeias. Elas são utilizadas no meio comercial para melhorar a produção agrícola, porque transferem mais pólen do que as outras. Ela o acumula no seus pelos e é capaz de vibrar o seu abdome em alta velocidade, para capturar e transferir a substância.
#4 Extremamente competitiva

Quando invadem ambientes, se tornam competitivas e podem destruir espécies nativas, causando um desequilíbrio no ecossistema do lugar. Elas começam a trabalhar antes dos outros tipos de abelhas e esgotam os recursos das flores da região, deixando as espécies locais sem alimento. A campanha de procura da abelha alerta para que não matem e nem capturem a espécie, apenas fotografem e avisem.
#3 Destruidora de flores

Se ela não consegue acessar o néctar da flor pela abertura natural, ela abreburacos na superfície da planta e gera danos que provocam a sua queda prematura, que pode reduzir a taxa de frutificação da planta e gerar outros impactos. Mas os cientistas alertam que ainda não é possível dizer que essa espécie é totalmente desfavorável no Brasil.
#2 Viajante

Geralmente, seus ninhos são forrados com palha e ficam em buracos em troncos de árvores ou no solo (barrancos). Seu ambiente nativo é na Europa, mas não ficam presas à região das colmeias. Espécies que foram compradas no Chile jáfugiram para o sul e para o norte da Argentina, alcançando a região da Cordilheira dos Andes.
#1 Portadora de doenças

São peludas, emitem zumbido alto ao voar e sua ferroada é uma das mais doloridas (ela pode ferroar várias vezes e não morre na primeira, como a maior parte das espécies). Essa abelha invasora pode carregar consigo doenças e parasitas exóticos de outros países, podendo contaminar plantas e até outras abelhas nativas.
 
Fonte: http://www.vix.com/pt/bbr/1411/procura-se-abelha-invasora-veja-5-curiosidades-do-inseto-mais-temido-do-brasil

10 insetos mais aterrorizantes do planeta

Apesar de estarmos acostumados com baratas, mosquitos e outros insetos comuns nas cidades, existem insetos aterrorizantes em diversos cantos do planeta que podem ter uma aparência medonha ou até nos levar a morte. Confira 10 deles.
10. Baratas d’água

Apesar de seu nome, não são realmente baratas. Estes insetos aquáticos têm até 10,5 cm de comprimento e atacam outros animais de seu habitat como girinos, caramujos e lesmas. Ao atacar, este animal aplica um liquido venenoso em sua presa.
9.Aranha Armadeira

Apesar de não ser um inseto e sim um artrópode, esta espécie merece estar na lista. A Armadeira, também conhecida como aranha errante brasileira, está no Guiness Book como a mais venenosa do mundo e podemos reconhecê-la por suas presas com pêlos avermelhados.
8. Barbeiro

Esse inseto suga o sangue das pessoas e transmite a doença de Chagas. Os sintomas desta doença são febre, fadiga, diarreia, entre outros. Pode ser mortal se não for tratado a tempo, causando problemas cardíacos e intestinais. A saliva do barbeiro pode causar algumas alergias.
7. Formiga-cabo-verde

Apesar de não ser mortal, esta formiga tem a picada mais dolorosa de todos os insetos. Em alguns países ela é chamada de “formiga bala”, pois muitas pessoas comparam a dor de sua picada com a de uma bala de uma arma de fogo. Entretanto, existe uma tribo no Brasil que usa essas formigas em um ritual de passagem para a vida adulta dos meninos, sendo que os que aguentam a dor são considerados prontos para o casamento.
6. Formigas-Safari

Estas formigas podem produzir colônias com mais de 20 milhões de habitantes e constroem formigueiros temporários que podem durar de alguns dias até 3 meses. Elas são cegas, mas mesmo assim são ameaçadoras para outros animais, pois elas comem tudo que encontram pela frente e caminham em grupos com milhares ou até milhões de unidades.
5. Vespa Mandarinia

Esta vespa tem um corpo de quase 4 cm e um ferrão de 6 mm. Elas podem atacar os humanos ao se sentirem ameaçadas e mesmo não possuindo o veneno mais potente entre as vespas, aproximadamente 40 pessoas morrem por ano devido à sua ferroada.
4. Mosca Tsé-Tsé

O perigo desta mosca está na transmissão da doença do sono que pode ser fatal aos humanos. Os sintomas são fadiga, tremor, febre alta, convulsões e dores no corpo. Quando não diagnosticada rapidamente, pode leva a morte.
3. Mosca-Varejeira


É um inseto que deposita seus ovos em humanos e suas larvas, para sobreviver embaixo da pele dos humanos, comem o tecido do infectado. Apesar de asqueroso, não pode ser fatal.
2. Besouro-Gigante

Embora este animal não vá necessariamente te atacar, ele tem a força para destruir um lápis ou machucar sua pele dolorosamente. Não podemos negar que é um besouro enorme e aterrorizante
1. Spilosoma lubricipeda

Sua cor e aparência não são nada agradáveis. É branca, grande, venenosa e apesar de usar seu veneno apenas em animais pequenos, não é bom incomodá-la.
 
Fonte: http://www.vix.com/pt/bbr/452/10-insetos-mais-aterrorizantes-do-planeta

Quanto tempo vive um mosquito?

Os mosquitos são aqueles insetos insuportáveis que cismam em rondar o ouvido enquanto as pessoas tentam dormir em uma noite de calor.
Apesar de muitas noites em claro na tentativa de matar estes animais, poucas pessoas conhecem seu ciclo de vida e os motivos deste inseto ser atraído pelos humanos. Portanto, confira a seguir.

O ciclo de vida do mosquito

A duração de sua vida depende de alguns fatores como a umidade, a temperatura, o sexo e a época do ano. Os machos vivem aproximadamente uma semana enquanto as fêmeas duram até um mês.
O mosquito passa por quatro etapas:

Ovo

A fêmea bota os ovos durante a noite na água, eles permanecem flutuando durante 48h e se tornam larvas.

Larva

As larvas vivem na água e respiram graças a uma espécie de tubo ligado à superfície, chamado de sifão. Elas mudam de pele até torná-la quatro vezes maior que seu tamanho original e se alimentam de microorganismos e de matérias orgânicas da água. São vulneráveis a temperaturas baixas pois possuem o sangue frio. Este processo dura uma semana.

Pupa

A pupa não se alimenta, só repousa. É o ultimo estágio antes do mosquito se tornar adulto e este processo dura aproximadamente dois dias. Após este tempo, a pupa se abre e o mosquito “nasce”. Durante esta etapa, o mosquito tem um corpo curto e curvado, com uma grande cabeça e nadadeiras.

Mosquito adulto

O adulto descansa por um tempo na superfície da água para se secar e enrijecer as asas. Os mosquitos possuem dois olhos enormes, seis patas, duas asas e um tórax.

Por que os mosquitos picam?

Existem mais de 2500 espécies diferentes de mosquitos no mundo inteiro. Entretanto todas precisam de água para completar seu ciclo de vida. O tipo de água em que a larva é gerada provavelmente determinará o tipo de mosquito.

Apenas as fêmeas adultas picam os humanos e animais, enquanto os machos se alimentam de nutrientes de vegetais. Isso se deve à necessidade de sangue para poder gerar os ovos, do contrário, poderá morrer sem botar. A busca pelo sangue é realizada na noite durante duas horas. É o dióxido de carbono que exalamos e o ácido láctico no nosso suor que atraem os mosquitos. Para nos picar, as fêmeas usam uma tromba dentada e também injetam um anticoagulante e um analgésico, cujo efeito dura pouco tempo.
Infelizmente, as fêmeas que nos picam são as que mais vivem e se estima que estes insetos estão no nosso planeta mais de 200 milhões de anos.
 
Fonte: http://www.vix.com/pt/bbr/156/quanto-tempo-vive-um-mosquito

Borboletas só vivem por um dia? Descubra o que acontece com elas

Na realidade, o tempo de vida de uma borboleta varia muito entre as espécies. E, como há cerca de 160 mil conhecidas no mundo, em média, pode-se dizer que as borboletas vivem de duas a quatro semanas no estágio adulto, depois que saem da pupa, ou casulo.

Espécie de mariposa só vive um dia

Porém, de acordo com os técnicos em lepidoptera (o grupo de insetos que inclui borboletas e mariposas) do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, há, de fato, algumas espécies de mariposa (não de borboleta) cujas fêmeas adultas vivem até menos do que 24 horas. Elas saem do casulo, copulam, põem seus ovos e morrem – tudo no espaço de um único dia.

O que acontece?

Qualquer borboleta adulta vive em torno de algumas semanas, variando de espécie para espécie. É o tempo suficiente para que estejam adultas e se reproduzam, o que garantirá o recomeço de todo o ciclo novamente.
De todas as espécies de borboletas existentes, a que tem um tempo mais longo de vida é a Danaus plexippus ou Borboleta Monarca (abaixo), cuja existência pode chegar até nove meses.

Ainda assim, todavia, o tempo de vida das borboletas pode variar devido a fatores externos, como o local em que vivem e a ação de predadores naturais, como pássaros e outros animais como o homem e sua intervenção no meio ambiente.
 
Fonte: http://www.vix.com/pt/ciencia/536610/borboletas-so-vivem-por-um-dia-descubra-o-que-acontece-com-elas

4 000 moscas fazem parte de uma das obras da 32ª Bienal

No trabalho assinado pelo francês Pierre Huyghe, os insetos ficam em uma sala aberta para os visitantes

 
Você tem coragem de entrar em uma sala com milhares de moscas pairando pelo ar? E se o intuito for passar por uma experiência artística? Essa é a proposta do artista francês Pierre Huyghe para a 32ª Bienal, inaugurada na última semana, no Parque do Ibirapuera.
Huyghe pediu que os produtores da Bienal comprassem 4 000 moscas para que a obra seja mantida até o final da exposição, em dezembro. Na versão original de De-Extinction, os insetos são mosquitos. Mas com o problema da zika por aqui, os produtores da mostra convenceram o artista a fazer essa troca.

Câmeras captam imagens microscópicas de uma resina fóssil (Foto: Pedro Ivo Trasferetti / Fundação Bienal de São Paulo)

E quem comericaliza mosca? Pois é, encontrar uma empresa com esse serviço foi o grande desafio da equipe. Ele localizaram a Bug Agentes Biológicos, de Piracicaba, que usa os exemplares de nome Black Soldier Fly, parecida com uma vespa, para controlar pragas em plantações. Os bichinhos não picam e ficam bem quietinhos, grudados nos vidros da sala na Bienal.
Para conseguir as moscas menores – aquelas que vivem aparecendo dentro de casa -, a solução foi uma empresa de produtos de limpeza. A Ecolyzer, que usa as espécies para testar produtos como repelentes, disponibilizou 2 000 moscas domésticas. Essas são mais inquietas e conseguem até dar um jeito de atravessar a cortina de ar, na entrada da sala do espaço.

Localizada no segundo piso da Bienal, a obra De-Extinction estuda as relações entre os seres vivos (Foto: Pedro Ivo Trasferetti / Fundação Bienal de São Paulo)

Em questão de alimentação, as grandes só tomam água e as pequenas mantêm a energia com uma mistura de leite ninho (!), água e aveia. Vivem entre 25 e 30 dias.
Huyghe é um dos únicos nomes internacionalmente conhecidos convidados para a Bienal (o outro é o belga Francis Alÿs). Suas obras aparecem na forma de vídeos e instalações que se assemelham a laboratórios: a ideia é estudar as diversas maneiras de viver e as relações e interações entre os diversos seres.
Além do viveiro dos insetos, a obra traz um vídeo, em que câmeras captaram imagens microscópicas de uma resina fóssil. Formas imprecisas, de um colorido bonito e cheio de texturas, aparecem nas imagens, até que se perceba os mosquitos, imobilizados ali por sabe lá quantos milhares (ou milhões) de anos. Ele junta biologia, arquelogia e arte – e é genial.
 
Fonte: http://vejasp.abril.com.br/materia/obra-bienal-moscas

Mosca-da-fruta é arma para desvendar os grandes mistérios da vida

A mosca-da-fruta, ou Drosophila melanogaster, seu nome científico, vem sendo estudada há mais de cem anos.

Sim, moscas-das-frutas gostam de bananas. Você as encontra na cesta quando as frutas começam a estragar.
Mas elas também são um ótimo mecanismo para investigar o tempo ou, mais especificamente, os efeitos do tempo. Isso porque o ciclo de vida delas é tão curto que permite estudá-las por gerações e gerações, o que é quase impossível com humanos.

MoscasImage copyrightSYLVIE BOUCHARD/ALAMY STOCK PHOTO
Image caption Imagem aproximada das moscas-das-frutas em um pedaço de banana

Elas custam pouco e se reproduzem de maneira extremamente rápida. Em temperatura ambiente, uma fêmea pode botar de 30 a 50 ovos por dia durante sua vida. O ciclo reprodutivo é curto, de 8 a 14 dias, e essas moscas podem se tornar avós e avôs em apenas 3 a 4 semanas.
Com três milímetros de tamanho, populações de milhões desses insetos podem ser mantidas em um laboratório e sustentadas com uma dieta simples de carboidratos e proteínas, geralmente farinha de milho e extratos de levedura.
Em 1933, Thomas Hunt Morgan ganhou um prêmio Nobel por estudar como aDrosophila recebia de herança uma mutação genética que deixava seus olhos brancos, e não vermelhos.
A pesquisa de Morgan levou à teoria sobre genes produzidos pelo DNA serem carregados por cromossomos, que eram transmitidos por gerações. A descoberta preparou o terreno para a genética moderna e o estudo da teoria cromossômica da herança.

MoscasImage copyrightNATURE PICTURE LIBRARY/ALAMY STOCK PHOTO
Image captionCultura laboratorial de Drosophila melanogaster no Instituto de Patologia Molecular, na Áustria

Desde então, estudos conduzidos nessas moscas levaram a cinco premiações no Nobel, em 1946, 1995 e 2011. Conhecimento atual sobre como nos desenvolvemos, nosso comportamento, envelhecimento e evolução todos são construídos sobre a base dessas pesquisas com moscas-da-fruta.
E quanto mais as estudamos mais descobrimos que somos parecidos: 75% dos genes associados a doenças humanas têm um correspondente identificável na mosca-da-fruta.
A Drosophila tem quatro pares de cromossomos e cerca de 14 mil genes. Compare isso com os humanos, que têm cerca de 22,5 mil genes, e a levedura, com 5,8 mil genes, e somos muito mais parecidos do que você possa imaginar.
Essa proximidade genética relativa significa que experimentos com Drosophilapodem ser traduzidos de maneira efetiva para humanos. Deixamos as moscas bêbadas para estudar o vício ao álcool, investigamos o sono delas e como são afetadas pelo café e descobrimos que moscas mais velhas dormem menos.
Os primeiros genes do “jet lag” foram identificados em moscas, e hoje sabemos que também os temos.

MoscasImage copyrightMARTIN SHIELDS/ALAMY STOCK PHOTO
Image captionA cor dos olhos da Drosophila melanogaster possui variações – vermelha (tipo selvagem) e branca. O gene do olho branco é ligado ao sexo da mosca

Milhares de cientistas usam Drosophila como um organismo modelo pelo mundo, e até fora do planeta. Moscas-da-fruta foram os primeiros animais lançados ao espaço e há um laboratório permanente de moscas-da-fruta na Estação Espacial Internacional. O espaço serve para estudar coisas como por que astronautas são mais suscetíveis a doenças enquanto estão no espaço.
Por que então, se somos tão próximos geneticamente, somos diferentes das moscas e até das leveduras em um monte de outras coisas?

‘Terceiro segredo’ da vida

Peter Lawrence, autor do livro The Making of the Fly (A Construção da Mosca, em tradução livre), descreve isso como o “terceiro segredo da vida”.

Mosca-da-frutaImage copyrightNATURE PICTURE LIBRARY/ALAMY STOCK PHOTO
Image captionA pesquisadora Anne von Philipsborn manuseando uma cultura de laboratório de moscas-das-frutas

Em entrevista à BBC, ele contou que o primeiro segredo é a teoria da evolução de Charles Darwin, que “descreve a gênese de todas as plantas e animais, de tudo, desde o começo”.
“A segunda é a descoberta do DNA, porque sem entender como essa informação é codificada e armazenada nessa molécula não saberíamos muito sobre o mecanismo que está por trás da vida”, afirma.
O terceiro segredo é uma pergunta que Lawrence vê como o maior desafio colocado aos biólogos do futuro.

MoscasImage copyrightBLICKWINKEL/ALAMY STOCK PHOTO
Image captionMosca-da-fruta sobre um pêssego; milhares de cientistas usam Drosophila como um organismo modelo pelo mundo

“É algo tão cotidiano que nem pensamos a respeito. O que difere um rinoceronte de um hipopótamo?”, ele diz.
“Quando você olha para os genes, não há muita diferença. Então o que produz os padrões e tudo mais? Onde o tamanho do seu nariz está especificado? O que faz as crianças se parecerem com os pais, o que determina o formato de um rosto? Nós não sabemos. Esse, para mim, é o grande problema sem solução na biologia, e que chamo de ‘terceiro segredo da vida’.”
É um assunto que cientistas já tentaram investigar. Moscas com asas maiores foram analisadas, por exemplo, para tentar isolar os genes responsáveis pelo aumento de tamanho. Pesquisadores compararam espécies com relação evolutiva semelhante e examinaram as diferenças que conduziram a morfologias distintas.

MoscasImage copyrightMARTIN SHIELDS/ALAMY STOCK PHOTO
Image captionPesquisa genética com Drosophila melanogaster

Mas, de acordo com Lawrence, esses estudos são importantes por ajudarem a encaixar peças nesse quebra-cabeça. Só que há ainda um longo caminho até desvendarmos o “grande mistério”, e ainda precisamos torná-lo um foco maior de pesquisa.
“Se você olhar para todo o universo da ciência você uma grande área escura, e se olhar mais perto verá alguns pontos bem iluminados aqui e acolá, e em cada um há pesquisadores discutindo entre si, mas eles não olham para fora dessas janelas para imaginar o que possa estar lá”, diz o cientista.
Quaisquer sejam as respostas, afirma Lawrence, elas provavelmente serão descobertas estudando as boas e velhas moscas-das-frutas.
Leia a versão original desta reportagem em inglês no site da BBC Earth.

Sozinho, homem consegue salvar espécie de borboletas raras no próprio quintal

A borboleta azulada Battus philenor já esteve muito perto de ser extinta. Para tentar evitar essa tragédia ambiental, o biólogo Tim Wong, morador da região de São Francisco, na Califórnia, resolveu tentar repopular sua região com a espécie.
Ele construiu uma estufa em seu quintal para as borboletas. Esse cantinho mágico tem todas as condições ideais para que as borboletas cresçam e se reproduzam: luz solar, variações de temperatura e ocasionais brisas suaves.
Tim também trouxe para casa exemplares da planta Aristolochia californica, que é o alimento favorito da borboleta. Ele relata que não foi fácil encontrar a planta, e que foi preciso pedir ajuda para um jardim botânico, que permitiu que ele retirasse alguns galhos para produzir suas próprias mudas.

 Com o paraíso das borboletas pronto para ser habitado, Wong inseriu 20 lagartas de Battus philenor no ambiente, fazendo de tudo para que elas sobrevivessem e se transformassem em borboletas. Esse processo não acontece tão rapidamente quanto a maioria das pessoas pode pensar, levando cerca de um ano.
Apenas agora, três anos depois, é possível ver o resultado da ação. “A cada ano desde 2012 vemos mais borboletas sobrevivendo no jardim, voando, botando ovos e se transformando em pupa. Esse é um bom sinal de que nossos esforços estão funcionando”, analisa Tim. [Bored Panda]
Confira mais imagens:

Fonte: https://hypescience.com/sozinho-homem-consegue-salvar-especie-de-borboletas-raras-no-proprio-quintal/