10 dicas para você acabar de vez com o Aedes aegypti

A época de maior incidência do Aedes aegypti ainda não passou. As estatísticas confirmam que casos de dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela andam assustando várias cidades brasileiras, deixando todos em alerta. Os cuidados para manter o mosquito longe são amplamente divulgados, entretanto, os mosquitos – e as doenças – continuam por aí. Por isso, nunca é demais falar sobre prevenção. Então, de novo, lá vai algumas dicas para você também contribuir:

1-  Nunca permita o acúmulo de água parada. Esta é a regra básica. 
2- É extremamente importante manter a caixa d’água sempre limpa e muito bem fechada.
3- Folhas e galhos devem ser retirados das calhas para que a passagem de água seja permitida.
4- Tanques que armazenam água devem ser lavados. Semanalmente.
5- Qualquer barril ou tonel usado para armazenar água também deve ser lavado constantemente.
6- Coloque areia nos pratinhos de plantas para impedir que acumule água ali.

7- Os recipientes que servem de vasos para plantas aquáticas devem passar regularmente por lavagem e pela troca de água.

8 – Coloque garrafas e vasilhas de cabeça para baixo
9- Mantenha pneus longe de lugares onde possam armazenar água, como em lugares desprotegidos da chuva.
10- Mantenha latas e sacos de lixo muito bem fechados.

Paris investirá R$ 5 milhões em ‘guerra contra os ratos’

A prefeita de Paris anunciou nesse domingo que investirá 1,5 milhões de euros (5 milhões de reais) em um plano de limpeza da cidade. As prioridades da capital francesa são se livrar dos ratos que se espalham pelos seus parques e instalar mais cinzeiros públicos nas ruas.
As medidas que devem ser implantadas incluem aumentar o número de funcionários e inspetores de saúde e saneamento nas ruas, expandir as horas de coleta de lixo e incentivar restaurantes e outros prédios comerciais a fornecer mais cinzeiros nas entradas e saídas dos estabelecimentos.
Também como parte do plano de limpeza, a prefeitura deve comprar novas ratoeiras e cercar as mais de 30 mil latas de lixo da cidade com bases de madeira, para evitar que os ratos alcancem os resíduos e se propaguem.
Os republicanos no Conselho da cidade criticaram as medidas da prefeita socialista. “Anne Hidalgo está tentando calar a sua oposição rapidamente anunciando novas medidas placebo, mas não há absolutamente nada de novo nisso”, disse o grupo em comunicado.
Existem aproximadamente 6 milhões de ratos vivendo na região central de Paris — são quase 3 animais por habitante. A cidade sempre teve problemas com os roedores, mas a epidemia dos últimos anos atingiu proporções alarmantes e foi motivada, segundo as autoridades locais, pelo excesso de lixo nas ruas.
Em dezembro, Hidalgo foi muito criticada por suas medidas de desratização da cidade. A prefeita chegou a ser acusada, inclusive, de promover um “genocídio de ratos”.
Fonte: Veja

Infestação de ratos causa o fechamento de parques e jardins parisienses

Pelo menos cinco parques e jardins de Paris foram fechados às pressas nas últimas horas, tudo por conta de uma infestação de ratos poucas vezes vistas na capital da França. O problema, segundo a prefeitura da cidade, são os restos de lixo deixados pelos frequentados desses locais, em sua maioria turistas.
Com os fechamentos, as autoridades pretendem resolver a questão com armadilhas e raticidas. As áreas afetadas incluem a praça da torre Saint-Jacques e os jardins ao redor da Torre Eiffel, um dos pontos turísticos mais visitados do mundo, ambos totalmente interditados.
O assunto é tão grave que a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, já trabalha com a hipótese de lançar uma campanha publicitária de sensibilização para que as pessoas evitem comer em ambientes públicos, algo que os parisienses, diga-se de passagem, adoram fazer. (Por Anderson Antunes)
Fonte: UOL

Ação humana amplia incidência do hantavírus

Um dos mais temidos vírus emergentes, o hantavírus é o agente causador de uma síndrome pulmonar mortal para a qual não há vacina nem tratamento. A letalidade é alta, atingindo 41% no Brasil.
Os hospedeiros do hantavírus são pequenos roedores que vivem em áreas naturais e no campo. Foram eles os responsáveis pela disseminação da doença pelo Brasil. A transmissão da doença se dá por meio do contato com partículas aerizadas do vírus, presentes na saliva, na urina e nas fezes dos roedores.
A emergência epidemiológica do hantavírus no Brasil levou a um estudo cujos resultados foram publicados na revista PLoS One. O trabalho fornece as primeiras evidências de fatores sociais, ecológicos e climáticos associados com a incidência da Síndrome Pulmonar Hantavírus na América tropical.
A pesquisa é coordenada por Jean Paul Metzger, professor titular do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, e por sua doutoranda, Paula Prist, e integra o Projeto Temático “Projeto interface: relações entre estrutura da paisagem, processos ecológicos, biodiversidade e serviços ecossistêmicos“, do programa BIOTA-FAPESP.
“Queríamos identificar quais variáveis socioambientais estão relacionadas com a doença e tentar estabelecer quais seriam as condições de risco de infecção”, disse Metzger.
Até o momento, foram identificadas oito variantes de hantavírus no Brasil. Oito também é o número de espécies de roedores que são reservatórios naturais do vírus no país. Três dessas espécies são responsáveis pelo maior número de casos: o rato do rabo peludo (Necromys lasiurus) na região de Cerrado no nordeste de São Paulo; o ratinho do arroz (Oligoryzomys nigripes) na Mata Atlântica paulista; e o rato da mata (Akodon montensis) no Paraná.
Além de São Paulo, entre 1993 e 2012 foram registrados casos no Paraná, no Cerrado, em Rondônia, na Amazônia e no Maranhão. No período, foram 1.537 casos registrados, sendo 207 no Estado de São Paulo. Os dados são do Centro de Vigilância Epidemiológica paulista.
Em São Paulo, os casos da doença estão divididos entre aqueles que ocorreram no Cerrado (57 casos) ou na Mata Atlântica (150). No Cerrado, a incidência se circunscreve às áreas agrícolas, pois o N. lasiurus é um animal que vive em áreas abertas, como campos agrícolas, e se alimenta dos restos da plantação. Já na Mata Atlântica, a incidência está relacionada às áreas mais fragmentadas.
“O estudo consistiu em quantificar as associações entre a incidência da síndrome pulmonar hantavírus em São Paulo entre 1993 e 2012 com variáveis climáticas (precipitação anual, temperatura média anual), com a estrutura da paisagem (proporção de cobertura florestal nativa, número de fragmentos florestais, proporção de área plantada com cana-de-açúcar) e com fatores sociais, como o Índice de Desenvolvimento Humano de cada cidade e o total de homens trabalhadores rurais com mais de 14 anos”, explicou Metzger.
Os pesquisadores empregaram modelos estatísticos para analisar dados da incidência da doença no Estado de São Paulo e as variáveis estudadas. A partir dos dados, foram construídos modelos para os dois principais biomas do estado: Cerrado e Mata Atlântica.
Um resultado importante do estudo é que a extensão das plantações de cana-de-açúcar se mostrou o mais importante fator para estimar a infecção por hantavírus, e que essa relação se observa tanto no Cerrado como na Mata Atlântica.
Do ponto de vista ecológico, os pesquisadores apontam que o aumento no número de casos pode ocorrer em função do desmatamento e da expansão dessa cultura.
“Quando áreas de floresta são derrubadas, aquelas espécies de roedores especialistas em sobreviver naquele ambiente tendem a desaparecer”, disse Prist. “Em seu lugar entram as espécies generalistas, como roedores capazes de sobreviver em diversos ambientes. Os roedores que transmitem o hantavírus se adequam a esta categoria.”
Efeitos da transmissão da doença em cenário futuro de clima
Os pesquisadores se surpreenderam com os resultados da análise da transmissão do hantavírus do ponto de vista climático. “Quando analisamos os dados obtidos, prevendo o risco de transmissão da doença em cenários futuros, tanto de clima quanto de expansão de cana-de-açúcar, percebemos que as mudanças climáticas têm um papel muito mais significativo na expansão da doença”, disse Metzger.
“Quanto maior foi a temperatura média nos municípios afetados, nossa análise indicou que maior foi o risco de transmissão dessa doença”, disse o pesquisador que atua junto à Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) em diagnósticos temáticos de modelos e cenários, degradação e restauração, assim como no diagnóstico regional das Américas.
Metzger e colegas estudaram cenários de mudanças climáticas definidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e calcularam que em um cenário mais pessimista o número de trabalhadores rurais homens acima de 14 anos que poderia morrer em decorrência da hantavirose poderia aumentar em 34% em relação aos números atuais.
“Esse aumento é uma média para todo o Estado de São Paulo. Em alguns municípios, a ampliação da gravidade do problema pode ser maior”, disse Prist.
“Produzimos um mapa de risco que pode ser usado para a adoção de medidas preventivas e para a otimização de recursos que auxiliem para evitar a propagação da doença. Especialmente nos municípios que mostram índices de infecção médios para altos”, disse Metzger.
O primeiro surto de hantavirose registrado no mundo ocorreu na Guerra da Coreia (1950-53), quando cerca de 3 mil soldados das Nações Unidas adoeceram vítimas de uma misteriosa febre hemorrágica na região do rio Hantan – daí o nome. Mais tarde, soube-se que o agente teria infectado em torno de 12 mil soldados japoneses na invasão da Manchúria, nos anos 1930.
O vírus foi isolado apenas em 1977. Em 1993, houve um surto nos Estados Unidos. No mesmo ano, ocorreram os primeiros casos no Brasil, quando três irmãos, todos trabalhadores rurais, adoeceram e dois morreram em Juquitiba (SP).
O artigo Landscape, Environmental and Social Predictors of Hantavirus Risk in São Paulo, Brazil(doi:10.1371/journal.pone.0163459), de Prist PR, Uriarte M, Tambosi LR, Prado A, Pardini R, D’Andrea PS, Metzger JP, pode ser lido em: http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0163459
Fonte: Agência Fapesp

Unidade estaria infestada por ratos

Uma infestação de ratos teria tomado conta da Policlínica do Planalto em Cuiabá. A informação parte de uma denúncia apresentada ao Ministério Público. A denúncia feita no site da ouvidoria ministerial aponta que o local está tomado pelos animais. A presença de fezes de ratos pode, conforme a reclamação, ser encontrada em medicamentos, equipamentos, armários e diversos outros locais da unidade de saúde.
A falta de assepsia no local também é apresentada na queixa ao Ministério Público. Diante da situação o promotor Alexandre de Matos Guedes instaurou um inquérito civil para apurar o caso. A portaria foi assinada no dia 22 de novembro.
Guedes frisa no documento que caso efetivamente seja comprovado, as irregularidades incorrem em violação as leis e até mesmo ao direito à saúde. O promotor pede que as devidas providências sejam adotadas no caso em questão, inclusive com diligências.
Claúdia Aparecida Correa que é moradora do Bela Vista afirma que costuma utilizar os serviços de saúde da unidade. Ela conta que nesta semana levou a filha na Policlínica do Planalto. Cláudia confirmou que de fato a higiene no local é crítica.
“A policlínica sempre está suja. Não duvido nada que tenha rato mesmo lá. Acho que a secretaria deve tomar providências nesta situação, afinal é um local que recebe pessoas a todo o momento. Um local que deve tratar de doença e pode estar sendo um transmissor de doença”, disse.
A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada para se manifestar a respeito do assunto, mas não respondeu até o fechamento desta edição.
Fonte: Diário de Curitiba

Ratinhos de laboratório abandonados na Redenção viram "mascotes" de frequentadores

Vivendo embaixo da calçada em frente ao Auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção, em Porto Alegre, uma colônia de ratos de laboratório está dando o que falar nas redes sociais. Desde que moradores da região encontraram os animais e passaram a alimentá-los, levantou-se a questão de quem teria os abandonado e o que será feito com eles.
Embora alguns achem divertida a ideia de conviver com os ratinhos no parque, o cenário é preocupante. Moradora do Bom Fim, a economista Karen Medroa, 25 anos, caminhava pela Redenção com a irmã no sábado de manhã, dia 19, quando notou a presença dos animais. Fez fotos e divulgou no Facebook.
Não demorou para que boatos de todos os tipos começassem a surgir. Karen ouviu que três ratos haviam sido abandonados por estudantes e se reproduzido. Com o alcance das imagens na internet, apareceram pessoas afirmando que os animais estavam na Redenção desde o Carnaval.
— A cada dia aparece uma hipótese. Eu só sei que alguém foi negligente e isso precisa ser investigado para nunca mais acontecer — protesta.
Segundo a professora de Medicina Veterinária da Ulbra Mariangela da Costa Allgayer, os ratos são do tipo Wistar, uma linhagem albina desenvolvida no Instituto Wistar, na Filadélfia. Mariangela supervisiona o biotério da Ulbra, onde a mesma linhagem é cultivada.
Os ratos do tipo Wistar se adaptam bem no ambiente externo e, segundo a professora, é perfeitamente possível que acasalem com ratos cinzas de rua. Os ratos albinos, além de serem usados em laboratórios de pesquisa, podem ser comprados por qualquer pessoa em pet shops.
— Os da Redenção com certeza foram abandonados — garante a professora.
Reprodução rápida
Celso Pianta, médico veterinário e professor de microbiologia em saúde pública da Ulbra, explica que a partir do terceiro mês de vida, os roedores já estão sexualmente maduros para procriarem. Desse jeito, a colônia que se abriga embaixo da calçada da Redenção pode aumentar rapidamente a partir do cruzamento entre eles.
— O tempo de gestação é, em média, de 19 a 22 dias, e o número de filhotes por cria é de cinco a 12. A população desses animais aumenta em um curtíssimo espaço de tempo.
Por terem sido abandonados num ambiente sem controle sanitário, os ratos podem estar contaminados com alguma bactéria e outros micro-organismos como pulgas, carrapatos, salmonela e leptospirose.
— As pessoas precisam ter cuidado. As doenças são transmitidas por fezes, urina e contato com o pelo. O mais sensato seria capturá-los e levá-los para um centro de zoonoses, com pessoas capacitadas para cuidar deles. Se não estiverem doentes podem, inclusive, serem castrados e colocados para adoção — orienta.
Os bichinhos só não são novidade para Neltair Gomes, 72 anos, morador de Viamão. Trabalhando como cuidador de idosos em Porto Alegre, Neltair passa diariamente no parque, no início manhã.
— Dou comida para os ratinhos brancos há dois anos. Tenho pena deles. Todos os dias eu separo um dinheirinho para comprar o pão. Os bichinhos já me conhecem. Sempre que chego ali eles se aproximam — conta.
Seu Nalta, como é conhecido, mantém o relato semelhante a de outros frequentadores do parque. Soube que, no início, era apenas um casal de ratos. Quando passou a cuidar dos bichos, já eram cinco:
— Na primeira vez que eu vi os ratos, uma senhora estava dando água para eles. Ela costuma vir no parque todos os final de semana. Há quatro meses, ela me ajudou a contar os ratinhos, eram 18.
Smam estuda medida
A diretora da Divisão de Administração de Parques da Smam, Gabriela Moura, disse que só tomou conhecimento dos ratos recentemente, por funcionários que fazem a limpeza da Redenção. Ela desmente rumores de que a prefeitura estaria planejando uma dedetização para eliminar os animais e garante que ainda não há medida prevista para resolver a situação.
— Estamos procurando orientação. A Smam é sempre preservacionista, mas temos que cuidar da saúde pública — admitiu Gabriela.
A diretora reconheceu que os ratos são alimentados pela população, e como em casos de abandono de tartarugas e peixes no Parque da Redenção, não há suspeita de quem colocou os animais ali.
— Não sabemos quem fez isso. Boa ou má intenção, nos causou um problema. Cinco pessoas ouvidas pela reportagem disseram que os ratos largados no parque por estudantes, mas não há confirmação.
Há três laboratórios da UFRGS nos arredores da Redenção: o Biotério do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (Rua Sarmento Leite, nº 500), a cerca de 500 metros do parque, o Biotério do Departamento de Bioquímica (Rua Ramiro Barcelos, nº 2600), a 1,4 quilômetros e o Biotério da Faculdade de Farmácia (Avenida Ipiranga, nº 2752), a 1,8 quilômetro.
Por meio da assessoria de imprensa, a UFRGS comunicou que, se os ratos fossem dos laboratórios da universidade, só teriam conseguido sair se tivessem fugido. Não houve, porém, quem tivesse dado falta dos animais, e seria improvável que funcionários ou estudantes tivessem facilitado a fuga ou mesmo levado os roedores para deixá-los no parque.
Fêmeas resgatadas
Um sábado por mês, integrantes do grupo Roedores e Lagomorfos se encontram no Parque da Redenção para trocar curiosidades sobre os animais. A informação de que ratos de laboratório se multiplicavam no parque chegou até Jonathan Souza, 20 anos, um dos membros. Na segunda-feira, dia 21, Jonathan e alguns amigos conseguiram resgatar quatro fêmeas. Segundo o jovem, é impossível mensurar quantos ratos moram hoje no parque.
— A gente conseguiu contar uns 40, mas rato se reproduz muito rápido — diz.
Jonathan criou uma vaquinha na internet para arrecadar dinheiro e pagar exames de sangue nas quatro fêmeas. A intenção é verificar se os animais estão infectados e, caso estiverem saudáveis, colocá-los para adoção. Como a prefeitura ainda não tem um plano para resgatar os animais, Jonathan quer tirá-los de lá antes que o pior aconteça.
— Para eles, os ratos são considerados praga urbana. Perguntei o que pretendem fazer, e eles não têm nada. Nossa luta é para que não matem. Os bichos não têm culpa de terem sido abandonados. E matar todos não é certo — defende.
Fonte: Diário Gaúcho

Pelo de rato, mosca e barata: por que a Anvisa 'tolera' bichos nas comidas?

Recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda de cinco marcas de extrato e molho de tomate com pelo de roedor acima da média permitida pelo órgão.

Muitos internautas então perguntaram: “Quer dizer que um pouco de pelo de rato é tolerado?”.

A resposta é sim.
A legislação brasileira tolera a presença não só de pelo de ratos, mas também de pedaços de moscas, baratas, aranhas, formigas, areia, pelo humano, teias e até excrementos animais –desde que estejam dentro do limite estabelecido por lei.
Quem determina este limite é o RDC-14, um conjunto de leis criado em 2014 que determina quanta “sujeira” é aceita num alimento sem que isso cause problemas de saúde para o consumidor.
Ali diz quantos fragmentos –ou seja, partes visíveis ou não a olho nu– de matéria estranha (insetos, excrementos, animais e pelos) pode haver no alimento. Antes, não havia regulamentação para os limites de tolerância.
Os fragmentos podem ser macros ou microscópicos. Ou seja, podemos encontrar um pelo de rato inteiro ou em fragmentos tão pequenos que não seja possível visualizá-los a olho nu
Ingrid Schmidt-Hebbel, coordenadora do Tecnologia em Gastronomia do Centro Universitário Senac-Santo Amaro e especialista em legislação.
Para se ter uma ideia, 100 gramas de molho de tomate podem ter até dez fragmentos de insetos (como formigas e moscas) e/ou um fragmento de pelo de roedor.
Pelos de rato também são toleráveis em frutas desidratadas (1 em cada 225 g de uva passa), chás (2 em cada 25 g), especiarias (1 em cada 50 g de pimenta do reino) e achocolatados (1 em cada 100 gramas).

Veja alguns exemplos:

  • Molho e extrato de tomate, catchup e outros derivados: um fragmento de pelo de roedor a cada 100 g, dez fragmentos de insetos (como moscas e aranhas) a cada 100 g
  • Doces em pasta e geleia de frutas: 25 fragmentos de insetos a cada 100 g
  • Farinha de trigo: 75 fragmentos de insetos a cada 50 g
  • Biscoitos, produtos de panificação e confeitaria: 225 fragmentos de insetos a cada 225 g
  • Café torrado e moído: 60 fragmentos de insetos a cada 25 g
  • Chá de menta ou hortelã: 300 fragmentos de insetos em 25 g, cinco insetos inteiros mortos em 25 g, dois fragmentos de pelos de roedor em 25 g
  • Orégano: 20 fragmentos de insetos em 10 g

Mas isso é normal?

Para a especialista em legislação, a produção de alimentos industrializados totalmente isenta de fragmentos de insetos e outros animais é inviável:
Isso se deve ao fato dos insetos e outros animais habitarem as lavouras e serem ‘carregados’ no momento da colheita
Além disso, os animais podem entrar em contato com os alimentos no transporte e no armazenamento, antes de sua transformação na indústria. “Esta legislação tolera as matérias estranhas inevitáveis, que ocorrem mesmo com adição de boas práticas e em alguns alimentos especificamente”, explica.

Para a consultora de alimentos Mayara Vale, os limites deveriam ser mais rigorosos. “Em alguns casos, as empresas podem trabalhar com esse limite para afrouxar os processos de segurança”.
Não é só no Brasil que é assim. Nos Estados Unidos, por exemplo, o FDA (Food and Drug Administration), órgão responsável pelo controle dos alimentos no país, aceita fragmentos de animais em alimentos industrializados em níveis bem próximos aos nossos.

E faz mal?

A existência de pelo de rato e outros insetos nos alimentos, desde que dentro dos limites estabelecidos pela Anvisa, não faz mal para a saúde. Segundo Schmidt-Hebbel, saber da existência do pelo de rato no molho de tomate, por exemplo, causa repulsa, mas não dano.
“Os alimentos industrializados são submetidos a processos que elevam sua temperatura, o que ajuda a matar a maioria dos micro-organismos”, explica.

O que acontece com as empresas reprovadas?

Quando o lote de um alimento é reprovado pela Vigilância Sanitária, a empresa é notificada e deve, obrigatoriamente, recolher os produtos.
O descumprimento da regra caracteriza infração à legislação sanitária, e a empresa pode ser punida com interdição, cancelamento de autorização e multa de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Já o consumidor que adquiriu um produto reprovado tem direito a fazer a troca ou ter o seu dinheiro de volta. Para isso, é preciso entrar em contato com o serviço de atendimento ao cliente do fabricante.
Não existe uma periodicidade padrão para que a fiscalização nos alimentos seja feita. As vigilâncias sanitárias dos Estados e municípios costumam realizar os testes. Quando há irregularidade, a Anvisa é notifica e proíbe o consumo.
 
Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2016/08/06/pelo-de-rato-mosca-e-barata-que-bichos-a-anvisa-tolera-em-alimentos.htm

Ratos procuram abrigo e alimento no inverno

Ao longo da história os ratos causaram pavor e medo em mulheres que eram pegas surpresas por esses convidados não desejados em suas cozinhas. E, quando o inverno se aproxima, eles parecem se multiplicar. Acontece que os ratos procuram se refugiar para escapar do frio. Por isso procuram casas e apartamentos porque as terras sem construções onde normalmente eles passam os verões já não fornecem o calor necessário.
Especialistas em controle de pragas dizem que é mais viável controlar os ratos no inverno, porque eles precisam de maior quantidade de comida para manter seus corpos quentinhos e por isso tem que se expor mais.
Muitos pensam que a população de ratos aumenta durante essa estação, mas não é assim. Eles também são mais visíveis no inverno, porque precisam de mais energia para regular sua temperatura corporal. Estudos têm demonstrado que, quando um rato come 50% a mais quando faz 10º do que como quando faz 23º.
Os ratos são portadores de mais de 243 doenças, incluindo leptospirose, hantavírus, febre hemorrágica e parasitas. Em galpões e em grandes locais predominam os Holochilus, a variedade marrom e cauda longa, que mede entre 20 e 25 centímetros. Em casas e apartamentos o tipo predominante é o Oligoryzomys que são os mais comuns e os Akodon que são casaco e cinza e tem um cumprimento de cerca de 8 centímetros. Se nas casas há poucos ratos podem ser usados anticoagulantes como armadilhas, que são muito eficazes. Se o número for maior e afeta várias casas, é preciso contratar uma empresa habilitada para o trabalho de limpeza de pragas.
 
Fonte: https://dicaslimpeza.wordpress.com/2015/08/07/ratos-procuram-abrigo-e-alimento-no-inverno/

É assim que ratos conseguem subir do esgoto até o seu banheiro

Em cidades grandes, nós somos obrigados a conviver com roedores. Em Nova York, estima-se que há dois milhões de ratos. E de acordo com uma estimativa de 2005 do Centro de Controle de Zoonoses, havia 160 milhões de ratos na cidade de São Paulo – cerca de quinze para cada habitante.
E essa convivência nem sempre é pacífica. Pode parecer uma lenda urbana, mas os ratos realmente conseguem nadar a partir do esgoto e chegar a banheiros residenciais. Este vídeo da National Geographic explica como eles conseguem fazer isso.
Primeiro, os ratos são muito bons nadadores: afinal, esta é a espécie que se espalhou a bordo dos navios por séculos. Vasos sanitários não são grande coisa, em comparação, especialmente para animais que podem flutuar na água durante três dias e manter a respiração debaixo d’água por três minutos.
Tubos estreitos também não são um empecilho: as costelas dos ratos são articuladas na coluna, para que elas possam se comprimir e passar por um local apertado. Se a cabeça do rato couber no cano, todo o corpo dele cabe também.
E, claro, a tubulação pode ser complicada de se navegar, mas labirintos são a especialidade de ratos – nós não podemos ganhar.
Rato no vaso sanitario
A cientista veterinária Chelsea Himsworth explica à National Geographic que as ratazanas não existem na natureza selvagem: elas migraram nos mesmos padrões em que a humanidade se espalhou pelo mundo. “Eles estiveram em contato com os seres humanos por tanto tempo que eles não só vivem com a gente, como dependem de nós quase que inteiramente para obter comida.”
Robert Corrigan, um estudioso de roedores, diz à NatGeo que é preciso eliminar a fonte de alimento para se livrar dos ratos: “se não tiverem comida e água, eles entram em uma espécie de ‘modo louco’”, por terem uma tolerância muito baixa à fome.
No entanto, os ratos podem até mesmo sobreviver com os alimentos não-digeridos que deixamos para trás. “Isso é repulsivo para os seres humanos, mas é chamado de coprofagia, e explica em parte porque ratos são tão bem-sucedidos”, diz Corrigan. Nós realmente não podemos vencê-los.
[National Geographic via Motherboard]
Foto por tambako/Flickr

Urina e fezes de ratos nas roupas. O que fazer?

A urina e as fezes de ratos e ratazanas apresentam grave perigo para a saúde do ser humano e animais domésticos. Por isso, além de desagradável, tê-las em casa é um risco constante. Os ratos e as ratazanas podem carregar micro-organismos causadores de enfermidades como Hantavirose (vírus do gênero hantavírus eliminados nas fezes, urina e saliva de roedores) e Leptospirose (bactérias existentes nos rins e liberadas através da urina). Portanto, saber como lidar com essas pragas e mantê-las longe da sua casa, é uma questão de responsabilidade.
 
Por vezes, os roedores, perambulando pela casa em busca de comida e de um local quente, instalam-se em lugares onde causam, além de bastante espanto, muita sujeira e um sério perigo para nosso bem-estar. Uma vez nos armários e guarda-roupas, as chances de ter as roupas contaminadas por fezes e urina dos ratos é grande. Mais do que isso, é preocupante.

Se você sofre com o problema de dejetos de ratos e ratazanas nas roupas, saiba que não é necessário descartá-las. Utilizando as medidas e os cuidados certos na hora da higienização, os perigos à saúde podem ser eliminados. A técnica responsável da Insetan, Viviane Avelar, recomenda que, para se fazer uma limpeza eficaz, ela deve ser completa. Para começar, a máquina de lavar precisa passar por um processo de descontaminação antes de ser utilizada.
 
Na hora de lavar as roupas, primeiramente, retire as fezes e submeta-as a um ciclo de lavagem comum. Em seguida, realize uma higienização com algum produto de alto teor bactericida do tipo Lysoform e finalize com mais uma lavagem convencional. Quando as roupas já estiverem secas, passe-as com o ferro em temperatura bem alta.
 
Avelar também alerta para a importância de manter o guarda-roupas livre de ratos e ratazanas para evitar outras contaminações. Por isso, contrate um serviço de dedetização confiável e com técnicos qualificados para eliminar pragas e focos de infestações.
 
 
Foto: Pexels.