O que você deve saber sobre picadas de escorpião

O que você deve saber sobre picadas de escorpião

Em incidentes de picadas de escorpião no Brasil, as espécies envolvidas mais comuns são dos Tityus bahiensis, o escorpião marrom, e o Tityus serrulatus, o escorpião amarelo. Eles são animais de hábitos noturnos, caçam durante a noite e, quando chega o dia, procuram lugares com sombra e umidade. Além de seus hábitos notívagos, que dificultam enxergarmos este inseto, sua picada pode levar à morte.

A fama de predador é algo que não povoa somente o nosso imaginário. Todos os escorpiões, de todas as espécies, são “equipadas” com ferrão na ponta da cauda capaz de injetar veneno em sua presa. Ou seja, sua característica peçonhenta é mais que legítima. Por isso, locais que contenham grandes volumes de materiais de construção ou entulho devem ser evitados, pois esconderijos podem existir ali.

A maior ocorrência de picadas acontece, mais comumente, na primavera e no verão. A gravidade do efeito desses ataques varia de acordo com características da vítima, como sensibilidade do organismo e idade. Os sintomas leves incluem dores fortes, sintomas médios incluem náusea, vômito, suor excessivo, salivação abundante, taquicardia e respiração acelerada. Já na reação grave, a pessoa é acometida por  bradicardia (redução da velocidade dos batimentos cardíacos até a parada), convulsões, coma, choque e até o óbito.      

Em casos de acidentes com escorpiões a pessoa picada deve ser encaminhada ao Centro Médico de Referência mais próximo para que sejam monitorados os sintomas e, se necessário administrado o soro específico (antiescorpiônico). Na RMBH o Centro de Referência de acidentes com animais peçonhentos é o Hospital de Pronto Socorro João XXIII.

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