Escorpiões e aranhas
As espécies de importância no ambiente domiciliar são:
a) Tytius serrulatus ou escorpião amarelo
b) Tytius bahiensis ou escorpião marrom ou preto
a) Tytius serrulatus ou escorpião amarelo

Escorpião amarelo
Nome comum: escorpião amarelo.
Biologia: possui hábito noturno, sendo uma espécie típica do Sudeste do Brasil. Com cerca de 6cm de comprimento, apresenta coloração amarelada especialmente nas patas. Devido aos hábitos domiciliares e à periculosidade da picada, é o mais temido dos escorpiões, sendo responsável pela maioria dos incidentes com animais peçonhentos em região urbana. Essa espécie possui uma característica rara entre os escorpiões, é partenogenética ou seja, só existem fêmeas, que têm a capacidade de se reproduzir sem a necessidade de fecundação.
Do que se alimentam: se alimentam principalmente de baratas, aranhas e outros insetos, portanto, um ambiente livre destes dificulta a sua presença. O canibalismo é comum, as fêmeas podem comer até mesmo seus filhotes.
Onde vivem: vivem escondidos em locais quentes e com pouca luminosidade. Em ambiente urbano, para onde vão em busca de alimento (principalmente as baratas), eles podem viver sob pedras e troncos, em madeiras, entulhos, em terrenos abandonados ou mal cuidados, em restos de construção, em pilhas de tijolos, telhas, ralos e caixas de passagem.
b) Tytius bahiensis ou escorpião marrom ou preto

Escorpião marrom ou preto
Nome comum: escorpião marrom ou preto.
Biologia: apresenta em média 7cm de comprimento e possui hábitos noturnos. Essa espécie é responsável, no Brasil, pelo maior número de casos de acidentes escorpiônicos em áreas rurais. Tem coloração marrom avermelhada escura e braços e pernas mais claros, com manchas escuras. Não possui serrinha na cauda. Machos de escorpião-marrom possuem palpos mais volumosos que os das fêmeas.
Do que se alimentam: são carnívoros, alimentam-se principalmente de insetos, como borboletas, formigas, baratas e aranhas. Canibalismo é comum, principalmente nas fêmeas, que podem comer seus parceiros após a cópula ou até mesmo seus filhotes.
Onde vivem: essa espécie está adaptada a campos, cerrados e matas ralas. Abriga-se principalmente sob pedras e cupinzeiros.




