Baratas, seres com constante evolução | Controle de Baratas BH

Baratas, seres com constante evolução | Controle de Baratas BH

Muitas pessoas têm medo delas e não é por menos, as baratas são seres que desde os primórdios do universo habitam a Terra e evoluem a cada dia para continuarem entre nós.

Com informações de The New York Times

As baratas são insetos milenares. Há relatos de que antes mesmo dos dinossauros habitarem nosso planeta, ancestrais das baratas já passeavam por aqui. Um fóssil de mais de 300 milhões de anos, descoberto por pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. Lá descobriram que os antepassados das baratas tinham entre 8 e 9 centímetros. Portanto, se ao ver uma barata você chega a pular de susto, não precisa se preocupar, com esse  tamanho é bem provável que até mesmo um Tiranossauro Rex se assustasse com o inseto.

E desde então, em constante evolução. Mas qual seria o segredo das baratas para conseguirem sobreviver à todas as transformações climáticas e ambientais que o planeta passou e testemunharem tantas fases da história do mundo e chegar em forma ao ano de 2015? Muitas pessoas dizem que elas seriam as únicas sobreviventes em caso de um desastre atômico. Será que é verdade?

 

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A fama de que as baratas são ‘indestrutíveis’ é abordada em filmes como Wall-e, (Disney Pixar). Na história, o planeta terra é um país inabitável por causa da poluição causada pelo ser humano. Para sobreviverem, todos os seres humanos vivem em uma nave até que as condições de vida no planeta se estabilizem. Na foto, temos o robô EVA, uma sonda que vem à terra encontrar procurar sinais de vida. Eis que encontra uma barata que sobreviveu a toda a tragédia.

Tudo indica que esse mito tenha nascido na década de 1960, com o relato nunca confirmado de que baratas teriam sobrevivido às bombas atômicas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki.

Para responder esta pergunta e outras perguntas é necessário um pouco mais de pesquisas, mas o que é possível afirmar é que estes insetos estão em constante evolução e se adequando às adversidades do ambiente.

Há pouco tempo, o Pesquisador de entomologia da Universidade da Carolina do Norte, Jules Silverman detalhou à revista “Science” a vantagem ambiental obtida pela barata nas últimas décadas.

Para sobreviverem aos produtos químicos que tem açúcares como base para atraí-las, elas desenvolveram a habilidade de odiar o sabor doce. Segundo o pesquisador esta evolução vem acontecendo desde os anos 90. Elas desenvolveram uma aversão à glicose, o açúcar comumente depositado nas iscas. Isso, graças à uma mudança em seu sistema nervoso, que fez com que as elas sintam as substâncias doces como se fossem amargas.

Os impulsos elétricos do sistema nervoso da barata foram monitorados e foram descobertos dois tipos de células nervosas – uma responde a substâncias doces, outras, a amargas. Ao se aproximar de uma substância amarga, um sinal é enviado para que as baratas evitem este sabor. As baratas que sofreram esta mutação (ou evolução), passam a evitar também as substâncias com sabores doces.

“A aversão à glicose presente nas iscas deu às baratas uma vantagem em seu ambiente” destacou Eduardo Fox, pesquisador de biofísica da UFRJ, que não participou do estudo. “É este aspecto evolutivo, e não a resistência ao inseticida, que explica a mutação do animal.” E a pesquisa ainda demonstra como o inseto pode se desenvolver anda mais, porque, quando exposto à frutose, um tipo de açúcar mais caro, ele continua sendo atraído pelas armadilhas”, contou ao jornal O Globo.

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