Tire suas dúvidas sobre o uso de repelentes

Tire suas dúvidas sobre o uso de repelentes

Sabe aquela velha frase: “Tente buscar o equilíbrio de tudo.”? Bom, essa é a melhor dica para começarmos a falar sobre repelentes de insetos. Isso, porque a aplicação de um produto químico em nossa pele pode causar problemas dermatológicos graves. Sendo assim, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), exagerar na quantidade das aplicações pode ser arriscado. Por outro lado, usar poucas quantidades pode não surtir o efeito e não repelir algumas das pragas urbanas mais irritantes. Algumas delas, além de irritar, oferecem riscos a saúde e podem nos transmitir doenças graves como Dengue, Malária, as Febres Amarela e Chikungunya, dentre outras.

As temperaturas recordes registradas nos últimos dias só agravam a situação. Além de propiciar o aumento das populações de insetos, o tempo quente nos deixa mais suscetíveis ao ataque das pragas urbanas, pois o calor faz com que vistamos menos roupas e, desta forma, nossa pele fique mais exposta aos hematófagos (insetos que se alimentam de sangue). Estes, por sua vez, não perdem tempo e ampliam os ataques, devido a maior disponibilidade de alimento.

Falaremos, neste post, sobre os tipos de repelentes mais comuns, suas recomendações e contra indicações, além de ajudar quem está sofrendo com tantos mosquitos zumbindo ao redor.

 

Verão e Insetos

Como já abordamos, em outros posts aqui no Blog da insetan, as altas temperaturas do verão propiciam o aumento da reprodução dos insetos.

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Saiba mais sobre esse assunto, no Blog da Insetan:

> Porque no verão aparecem mais insetos

> Aumenta proliferação de transmissores da dengue nessa época do ano

> Acidentes por animais peçonhentos aumentam no verão

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E como não existe um lugar para se esconder ou sequer uma maneira rápida e efetiva de combater essas pragas urbanas, o jeito é evitar que elas se aproximem de nós. Para isso, a forma mais eficiente é a utilização dos repelentes. Segundo a SBD, os dois tipos de repelentes mais comuns são produzidos a base de citronela, que é natural, e de DEET, um composto que impede que os insetos sintam o odor humano. Quanto maior a concentração de deet, maior o tempo de eficácia.

Então, já vai a primeira dica de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia: escolha seu repelente levando em consideração o tempo de proteção que você vai necessitar.

A especialista em cosméticos da Anvisa, Érica França, alerta sobre os cuidados que devem ser tomados com as crianças. “Com menos de 12 anos, os repelentes com concentração de DEET maior que 10% não são aconselhados devido ao risco de intoxicação”, explica a especialista da Anvisa. Essa recomendação é importante pois muitas pessoas com medo de contrair doenças transmitidas por estes insetos e receosos que seus filhos sejam picados pelo Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue e da Febre Chikungunya, acabam exagerando na dose.

Ouvida pelo portal da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatologista Lúcia Mandel, diz que um repelente com concentração de 7%, por exemplo, tem eficácia, em média, de 4 horas em crianças. “O ideal é reaplicar o repelente no máximo três vezes por dia. Muitos pais exageram quando não é preciso”, conta Lúcia.

A especialista em cosméticos da Anvisa dá outra dica: não colocar repelente em regiões do corpo cobertas. “Se a criança está com camisa, não é necessário usar o produto embaixo. Porque a transpiração aumenta a absorção do repelente, aumentando o risco de alergias”, diz Érica. “As crianças não devem usar repelente na hora de dormir, pelo mesmo motivo”.

A Anvisa já recomenda que os rótulos tragam informações como o princípio ativo, a concentração e a forma de uso.

 

Veja mais dicas de utilização de repelentes em crianças e adultos

  • Escolha o repelente de insetos com base no rótulo do produto. Leia as informações contidas na embalagem com cuidado.
  • Aplique o repelente com moderação e apenas nas partes do corpo que estiverem visíveis e sobre a roupa, se desejar. Nunca aplique por baixo da roupa.
  • Aplicações em grandes quantidades devem ser evitadas. Além de não serem efetivas, podem causar intoxicações e alergias.
  • Nunca aplique estes produtos nos olhos, mucosas ou e regiões da pele que estejam irritadas. Em caso de acidentes, lave a área com água corrente.
  • Evite respirar o spray quando aplicado no corpo e nunca aplique o produto em locais fechados como barracas de acampamento, por exemplo.
  • Use repelentes apenas em locais bem ventilados e nunca durma com o produto na pele. Ao final do dia, ou ao sair do local com infestações de mosquitos, lave a área em que o produto foi aplicado com água e sabão.

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  • Também não é aconselhado aplicar o produto próximo a alimentos.
  • Mantenha as embalagens de repelentes longe do alcance de crianças.
  • Sempre supervise a aplicação do produto em crianças.
  • Evite aplicar o produto nas mãos de crianças ou nos punhos, para reduzir as chances delas esfregarem o olho ou colocarem a mão na boca e se intoxicarem.
  • Se suspeitar de reações tóxicas obtidas a partir da aplicação do repelente na pele, interrompa o uso imediatamente, lave a área da pele em que foi aplicado o produto e, se necessário, procure ajuda médica – não se esqueça de levar a embalagem do produto.
  • Se você desconfia que possa ser alérgico ao repelente que escolheu, faça uma pequena aplicação em certa área da pele e aguarde por 24 horas para ver se alguma reação acontece.
  • Use apenas produtos reconhecidos e registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso atesta que o repelente foi testado e que possui número de registro e rótulos apropriados que informam o usuário sobre a segurança para sua saúde.
  • Jamais use nenhum tipo de produto rotulado “inseticida” em sua pele.

 

 

Com Informações do Portal da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

 

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