Pombos: uma questão de saúde pública

Pombos: uma questão de saúde pública

É difícil encontrar alguém que goste dos pombos. Uma empresa norte-americana especialista em pombos estima que existam aproximadamente 400 milhões de pombos no mundo. Com tantos indivíduos, se os pombos formassem um país, eles seriam a terceira maior população do mundo, atrás apenas da China e da Índia.

Mesmo simbolizando a paz, os pombos são pragas urbanas, pois hospedam organismos, transmitem doenças e prejudicam a saúde das pessoas. Como estas aves, geralmente, vivem em grandes grupos os problemas causados por elas também vêm em grandes quantidades: muitas fezes, penas, ninhos, e cascas de ovos espalhados ao longo das cidades sendo considerados problemas de saúde pública.

– O perigo por trás dos pombos

Com poucos predadores nas cidades, os pombos começaram a se multiplicar e a causar danos a edifícios, estátuas, elevadores, jardins, pontes, monumentos e outras estruturas graças ao acúmulo de suas fezes. Eles podem viver em qualquer lugar que tenham acesso a comida, água e abrigo.

Além de estragar a cidade, os pombos também transmitem doenças ao homem e animais de estimação. Alguns exemplos são a Toxoplasmose, a Histoplasmose e a Criptococose, transmitidas pelo contato com as fezes. Alguns pesquisadores afirmam ainda que estas aves podem transportar o vírus H5N1 e H7N7, também conhecido por gripe aviária.

– Incômodo nas cidades

Estas aves são naturais de encostas marítimas e áreas rochosas, por isso elas não encontraram dificuldade em construírem seus ninhos em prédios. Eles começaram a ser domesticados há milhares de anos e acabaram sendo usados como ferramentas de comunicação, no caso, os pombos-correio. Os pombos dependem muito dos seres humanos para fornecer comida e locais para construírem seus ninhos.

Você deve se lembrar que há alguns anos era possível ver pessoas alimentando os pombos pelas cidades. Em algumas cidades como São Paulo, na década de 70, tinham cotas solicitadas por vereadores para a compra de milho usado na alimentação de pombos nas praças. Hoje em dia, o contrário acontece, e essas práticas estão sendo banidas. No dia 8 de setembro de 2014, uma lei aprovada pela Câmara Municipal de Presidente Prudente, em SP, autorizou fiscais a multarem em até R$ 418,00 as pessoas que alimentarem estes animais nas praças da cidade.

– Como combatê-los

A melhor forma para evitar a proliferação destes ou de qualquer outro animal é evitar que eles encontrem comida fácil e farta, como atualmente ocorre em nossas cidades, algo que só conseguiremos através da educação ambiental e da instalação de barreiras físicas nos locais em que podem construir seus ninhos. Em Presidente Prudente, o autor da lei que multa pessoas que alimentam as aves, o vereador Valmir da Silva Pinto, diz que “qualquer alimento oferecido pelo homem, além de várias possibilidades de abrigos” devem ser evitados.

 

Informação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicada em 28/08/2014

 

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