CIENTISTAS DESCOBREM ARANHA CAPAZ DE VOAR NO BRASIL

CIENTISTAS DESCOBREM ARANHA CAPAZ DE VOAR NO BRASIL

Espécies de insetos voadores similares a aranhas já haviam sido descobertas, e agora uma aranha voadora de verdade foi catalogada, dessa vez no Brasil.

 

Uma má notícia para os aracnofóbicos: além da capacidade de escalar paredes, saltar e formar teias, agora foram descobertas aranhas que podem voar.Obviamente, a espécie não sai voando por aí feito uma águia, mas possui perfeita competência de alcançar pequenos e médios vôos.

Segundo o IFLScience, a aranha com habilidades voadoras foi descoberta na Floresta Amazônica. Trata-se de umaracnídeo grande, que faz parte da espécie de nome Selenops (Selenopidae) – mesma família das aranhas “domésticas”, facilmente encontradas em residências, sendo essas mais delgadas e inofensivas.

Durante anos, os cientistas andaram à procura de insetos sem asas com a capacidade de alcançar vôos livres, e a maneira que encontraram para aprofundar os estudos é bastante simples – já ouviu falar que, para aprender a voar, é preciso se “jogar”? Pois foi desse princípio que os pesquisadores partiram: atirando os insetos de uma altura considerável e, assim, monitorando a descida, observando do que são capazes. Fizeram o teste com vários insetos, como gafanhotos, mas resolveram aprofundar as pesquisas com os artrópodes. 93% das aranhas testadas foram capazes de planar, manobrando sua queda até o tronco mais próximo, mostrando controle e desenvoltura surpreendentes.

Há algum tempo, foram catalogadas 3 espécies de insetos semelhantes a aranhas capazes de voar no Panamá e Peru. Mas, apesar de serem chamados de “aranhas voadoras“, diferente da descoberta realizada no Brasil essa semana, estas não são aranhas de fato, e sim insetos da família Acroceridae.

Como não possuem asas, as técnicas de vôo e pouso desses aracnídeos é semelhante a de um paraquedista: posicionando a cabeça para frente e para baixo, e utilizando os membros e antebraços como guia para direcionar o pouso – tudo isso sem a ajuda de qualquer seda ou teia. Sua estrutura anatômica plana também ajuda a voar e “aterrissar”.

Se resolver se aventurar pela Floresta Amazônica ou outras da América do Sul – onde há mais dessa espécie – melhor prestar atenção também no ar.

Fonte:  blastingnews

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