Cupins podem causar grandes prejuízos

Cupins podem causar grandes prejuízos

Basta uma chuva ou vento forte e vemos nos noticiários que grandes árvores caem. Segundo biólogos, não é natural que árvores de grande porte caiam por culpa de tempestades. Essas ocorrências podem ser de responsabilidade dos cupins, que se espalham cada vez mais pelas cidades e causam prejuízos a muitas pessoas.

A principal fonte de alimento dos cupins é a madeira, e isso pode explicar o enfraquecimento das raízes de muitas árvores em nossas cidades. Além disso, casas de madeira ou que tenham a base feita nesse material correm muito risco de serem atacadas.

A Bióloga especialista em Controle de Pragas e responsável técnica da Insetan, Viviane Avelar, recomenda que ao se perceber a presença desse inseto, busque por profissionais treinados. “Existem produtos que podem ser aplicados à madeira e ajudam na proteção. Ao notar algum buraco, túnel, manchas, grânulos ou qualquer outro sinal em móveis, armários, portas, no telhado ou na própria estrutura da casa, é hora de procurar ajuda”, diz.

No Brasil, existem dois tipos principais de cupins. Os subterrâneos, que vivem em colônias debaixo da terra e constroem túneis no chão e nas paredes ligando a colônia à fonte de alimento. Existem também os cupins de madeira seca, que como o nome sugere, atacam madeira com pouca umidade e deixam rastros por onde passam, os grânulos, que são as fezes do inseto.

Não existem dados sobre a destruição e prejuízos causados por essa praga urbana no Brasil, mas nos Estados Unidos, a Associação responsável pelo controle de cupins estima que cerca de 5 bilhões de dólares sejam utilizados para reparar os danos provocados pelo inseto todos os anos.

Combater esses insetos pode ser uma tarefa muito árdua, uma vez que os cupins interrompem a alimentação em certa fonte assim que identificam algum componente químico que possa prejudicá-los.

Hoje, existem tecnologias que são capazes de exterminar os cupins e combater futuras colônias com muita eficiência. A bióloga explica que o Sistema Sentricon estimula os cupins a recrutar outros indivíduos na colônia para se alimentarem em dispositivos de monitoramento instalados ao redor da casa ou próximo aos locais atacados. “Quando um cupim encontra uma fonte de alimento, ele recruta e direciona outros operários da colônia para essa fonte através de feromônios”, pontua. As iscas dentro dos dispositivos de monitoramento contêm uma substância que atua no organismo do inseto. De acordo com a responsável técnica da Insetan, os operários se alimentam das iscas químicas, transferem o produto aos demais indivíduos da colônia através de um processo denominado trofalaxia e gradativamente é observado o óbito de todos os indivíduos da colônia.

Não existem estudos para comprovar que o cupim representa algum risco à saúde da população, mas o uso incorreto de inseticidas e outros produtos podem causar mal-estar aos moradores. Procurar ajuda técnica especializada é a melhor saída para se livrar dessa praga urbana.

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