Alarme falso

Alarme falso

As férias de escolares finalmente chegaram, e a criançada já tinha planejado todas as brincadeiras para que nenhuma chance de se divertir fosse perdida. E o primeiro dia da programação tinha tudo para começar bem: um dia inteiro no parque de diversões. E assim, não cabendo em si de ansiedade, partiram para a primeira grande aventura das férias.

Logo na portaria, entretanto, um movimento incomum fez com que todos ficassem à porta. O que parecia ser todas as pessoas presentes no parque, desataram a correr para fora dele. Elas iam em todas direções, assustadas, os olhos arregalados, era como se um monstro estivesse à solta lá dentro.

Cada vez mais o parque se esvaziava. De fato, ninguém parecia querer ficar e aproveitar o dia. Antes que pudessem se perguntar o que acontecia, entretanto, um garoto de um pouco mais de um metro e meio gritava: “escorpiões! escorpiões! Corram!”. Só mesmo uma infestação de escorpiões poderia assustar tanto as crianças a ponto de as fazer abandonar um parque.

Um pouco mais tarde, porém, o Exterminador apareceu, apressado e um pouco aflito. Entrou correndo pelo parque e, surpreendentemente, saiu pouquíssimo tempo depois. O curioso era que trazia um garoto nos braços que se debatia e gritava, contrariado.

“Podem voltar todos para o parque. Este pestinha espalhou escorpiões de plástico para assustar todos e ter os brinquedos livres só para ele”.

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