Período de aumento nos acidentes com escorpião se aproxima, alerta Secretaria de Saúde

Período de aumento nos acidentes com escorpião se aproxima, alerta Secretaria de Saúde

Você tem medo de escorpiões? Saiba que, nesta época, os casos de acidentes com a praga aumentam consideravelmente. Entenda os porquês.

São vários os fatores que levam ao aumento do número de ataques de escorpiões. Em algumas regiões do Brasil, como na cidade de Limeira, estão sendo registrados, em média, um caso por dia, segundo números da Vigilância Epidemiológica da cidade.

As causas para esse crescimento se deve aos atuais desequilíbrios ecológicos, as chuvas que desalojam os animais entocados, e ainda, o período reprodutivo de alguns desses animais que coincide com o verão.

Outro fator que colabora para o aumento nos casos de acidentes, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) é o período de férias, quando as pessoas têm mais disponibilidade para as atividades de campo, envolvendo agricultura e ecoturismo. Esse fator contribui para que a população esteja mais exposta aos acidentes. Segundo o órgão, a faixa etária mais acometida está entre os 20 e 65 anos de idade. Os agentes de endemias e zoonoses recomendam que as residências, estabelecimentos comerciais e depósitos devem, periodicamente, realizar ou colaborar com os serviços constantes de limpeza, como a remoção de lixo, entulhos, água parada e galhadas, que reduzem drasticamente a infestação de animais peçonhentos. A espécie mais comum encontrada no estado é o Escorpião Amarelo.

Em 2014, pelo menos 30 pessoas morreram, segundo a SES/MG, em decorrência de picadas de animais peçonhentos.

 

Existe veneno contra escorpião?

Muitas vezes, vemos informações desencontradas sobre a existência (ou eficácia) de produtos químicos capazes de combater esses aracnídeos. Segundo a bióloga e responsável técnica da Insetan, Viviane Avelar, existem sim produtos capazes de exterminar escorpiões.

E sobre sua eficiência, ela explica que antes de irem ao mercado, “esses produtos são testados quanto a toxidade e eficiência, para só então receberem o registro do Ministério da Saúde. Depois de realizadas as devidas experiências, o órgão libera a formulação para ser utilizado em seu devido fim. Hoje, existem no mercado mais ou menos cinco formulações com o registro de eficiência no combate aos escorpiões”, explica a bióloga.

Para que o tratamento contra esta praga urbana seja eficaz, é necessário também o auxílio das pessoas que transitam pelo ambiente em que os escorpiões podem estar. Estas pessoas têm papel importante, pois podem evitar o acúmulo de material que pode servir de abrigo pelos escorpiões.  “Assim, a empresa de controle de pragas conseguirá fazer uma aplicação ampla atingindo todos os pontos do local”, ressalta a responsável técnica.

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Viviane lembra que a aplicação de produtos para escorpião deve ser feita por uma equipe altamente qualificada e treinada, que consegue aplicar os produtos em locais adequados observando sempre os hábitos desta praga.

Tem alguma dúvida sobre escorpiões, produtos para escorpiões ou qualquer outro tipo de praga? Pode perguntar que a gente responde! Buscamos os profissionais mais qualificados da região para responder seus questionamentos! Em nossa página de perguntas frequentes (FAQ) ou na sessão Palavra de Especialista, no Blog da Insetan, você pode encontrar o que precisa.

O que fazer em caso de acidentes?

A pessoa deve ser encaminhada, o mais rápido possível, para o hospital que tenha soro antipeçonhento, disponível em Belo Horizonte no Hospital de Pronto Socorro João XXIII. Durante o socorro, ela deve se mover o mínimo possível. A Secretaria de Saúde ainda orienta que o local da picada deve ser lavado apenas com água e sabão. Nunca colocar outras substâncias como urina, cachaça ou borra de café em nenhum tipo de acidente por animal peçonhento, pois esta prática pode ocasionar complicações como infecção.

Os animais peçonhentos são reconhecidos como aqueles que produzem ou modificam algum veneno e possuem algum aparato para injetá-lo na sua presa ou predador. Os principais animais peçonhentos que causam acidentes no Brasil são algumas espécies de serpentes, de escorpiões, de aranhas, de lepidópteros (mariposas e suas larvas), de himenópteros (abelhas, formigas e vespas), de coleópteros (besouros), de quilópodes (lacraias), de peixes, de cnidários (águas-vivas e caravelas), entre outros. Os animais peçonhentos de interesse em saúde pública podem ser definidos como aqueles que causam acidentes classificados pelos médicos como moderados ou graves.

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