Investigadores decifram o genoma do percevejo para poder combatê-lo

Investigadores decifram o genoma do percevejo para poder combatê-lo

Cientistas conseguiram decifrar o genoma do percevejo. A notícia pode ajudar a combater essas «sanguessugas» que vivem em colchões e atacam seres humanos durante a noite.

Praticamente extintas na década de 1950 devido ao uso de insecticidas, essas criaturas de até sete milímetros voltaram com força total nos últimos 20 anos, sobretudo em Paris e Nova Iorque

Factores como a calefação dos apartamentos e a densidade humana favoreceram a proliferação desse tipo de praga em zonas urbanas.

Para piorar, muitos percevejos apresentam mutações genéticas que os tornam resistentes aos insecticidas, segundo um estudo recente publicado pela revista Nature.

Os percevejos adaptaram-se aos venenos, produzindo enzimas desintoxicantes que degradam os insecticidas. Além disso, a sua “casca” endureceu para oferecer protecção extra.

Os cientistas identificaram os genes responsáveis «por essa resistência», além de genes anticoagulantes, úteis para um insecto que usa o sangue como fonte exclusiva de água e nutrientes.

Os cientistas fizeram uma investigação de todo o ciclo de vida dos percevejos e notaram que eles são mais vulneráveis quando mais ainda não são maduros os suficiente para sugar sangue.

Isso sugere que a fase ideal para a actuação de insecticidas é na primeira etapa de desenvolvimento do percevejo, chamada de fase de ninfa.

Segundo George Amato, director do Instituto Sackler de Estudo Genómico Comparativo do Museu Americano de História Natural e um dos autores do estudo, outra saída é o uso de antibióticos que ataquem bactérias benéficas ao percevejo, mas que sejam indiferentes a humanos.

Fonte: Diário Digital

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