Guerra às pragas urbanas pede limpeza constante

Guerra às pragas urbanas pede limpeza constante

Citronela, venenos aerossol ou líquidos. Na hora do desespero, é a esses recursos que a dona de casa Claudinete Bento da Silva, de 52 anos, recorre para eliminar pragas urbanas como baratas, caramujos e até escorpiões. “Vou jogando veneno nos cantinhos para amenizar a situação porque acabar é muito difícil”, lamenta. Na verdade, o extermínio desses visitantes nada agradáveis pedem maiores cuidados nessa época de clima quente e de chuvas constantes. Mas uma coisa é certa: não há veneno que dispense uma boa limpeza na residência.

Para combater essa e outras pragas, a bióloga Sílvia Barbosa, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande deixa bem claro que de nada vai adiantar o uso de inseticidas se o morador não prezar pelo manejo constante em casa, ou seja, manter uma rotina de jogar fora materiais em desuso. “O ideal é não acumular nada dentro de casa porque é isso que irá atrair traças, alimento favorito da barata, por exemplo”, alerta.

E se tem barata, a chance de se deparar com um escorpião aumenta. Isso porque os escorpiões são predadores de insetos como baratas, grilos e cupins. “Quando você não vê barata na tubulação de esgoto, é um mal sinal porque pode haver escorpiões”, observa a bióloga.

Ela explica que pelo fato de Campo Grande ser entrecortada por dezenas de córregos, o aparecimento de escorpiões nessa época do ano é comum. Em alguns pontos como nas proximidades do córrego da avenida Ernesto Geisel, a incidência dos animais é maior. Com a chuvarada, Sílvia constata que as reclamações de moradores costumam registrar picos. “Com a chuva, os escorpiões costumam sair das tubulações de esgoto e invadir as residências”, alerta. O mais preocupante é que os escorpiões do tipo Tityus serrulatus, considerado uma espécie extremamente venenosa, têm visitado lares com mais frequência.

O ideal, diz Sílvia, é fazer, antes de qualquer coisa, o controle de insetos fontes de alimento para o temível escorpião. Para isso, a especialista acrescenta à lista uma série de regras básicas de combate. “Mantenha a caixa de gordura sempre limpa sem resíduos, soleiras nas portas, vede qualquer fresta que tiver, opte por ralos de banheiros e pias que permitam seu fechamento”, detalha.

Aliado a todas essas dicas, mantenha a limpeza diária da residência. “Cuidado com ‘quartinhos da bagunça’ que é lugar propício para aparecimento de baratas e outros bichos. Não deixe acumular papelões, revistas e livros velhos e evite deixar restos de comida pela casa”, completa.

Se com todos esses cuidados, a guerra continuar, em último caso, a bióloga aconselha chamar uma empresa de combate às pragas. Mas antes disso, é possível tentar também o uso de venenos em gel que, segundo Sílvia, não expõem as pessoas ao risco de intoxicação como os venenos em aerossol e líquidos. “Uma gotinha ou duas deste gel em cantos estratégicos como debaixo da pia, nas gavetas, é suficiente”, receita.

O produto é vendido em casas especializadas e costuma ser mais eficientes porque funcionam como armadilhas. No caso das baratas, o veneno em gel atrai por meio de uma substância atrativa e outra tóxica. Ao serem ingeridas pela barata provocam a sua morte.

Fonte: Diário Digital.

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