ABELHA AFRICANA (APIS MELLIFERA), MAIS UMA MORADORA INUSITADA DOS CENTROS URBANOS

ABELHA AFRICANA (APIS MELLIFERA), MAIS UMA MORADORA INUSITADA DOS CENTROS URBANOS

Por José Junior Silva, Biólogo.

Entre os chamados para serviços de dedetização, o controle de abelhas vem ganhando destaque. As abelhas assim como as formigas e as vespas, pertencem a ordem himenóptera, e são na sua maioria insetos sociais (80% das espécies). As abelhas sociais formam colônias (ninhos) no qual desenvolvem todas suas atividades por isso defende ferozmente essa estrutura, normalmente localizada nas árvores, postes, telhados, paredes e em vários outros locais que ofereça espaço e segurança.

As abelhas são insetos benéficos e importantes para o equilíbrio do ecossistema, uma vez que desempenham um importante papel na polinização, todavia quando instaladas nas áreas urbanas podem oferecer riscos aos seres humanos e animais, por isso passam a ser tratadas como pragas urbanas a exemplo temos as abelhas africanas (Apis mellifera).

Abelhas Africanas ou domésticas – Apis mellifera

Conhecida como abelha africana ou abelha domésticas é muito comum nas áreas urbanas e rurais. Sua colônia pode assumir diferentes tamanhos e é composta por uma única rainha, cerca de 60.000 a 80.000 operárias e de 0 a 400 zangões.

As operárias são as abelhas que desempenham todo o trabalho na colônia. Após o nascimento até o 3° dia de vida recebem geleia real como alimento. Do 1° ao 20° dia de vida essas abelhas realizam a limpeza, manutenção e expansão do ninho, aquecem os ovos e larvas, protegem e alimentam a rainha. Após o 21° dia passam a desempenhar funções de campeiras, coletando néctar, pólen e própolis. Elas podem viver até 42 dias.

A rainha, nasce de um ovo fecundado e recebe geleia real por toda sua vida. Vivem em média 2 a 5 anos. Durante o vôo nupcial pode copular com até 20 zagões, armazenando o espermatozoide em uma bolsa interna (espermateca) ao seu abdome. Durante toda sua vida realiza postura de ovos fecundados (originando operarias e rainhas) e não fecundado (originado zangões).

Segundo a Universidade Estadual Paulista (UNESP) no Brasil cerca de 40 mortes são registradas anualmente provocada por ataque de abelhas. Por se tratar de um inseto protegido por lei (9.605/88), seu controle deve ser realizado por órgãos ou instituições devidamente autorizados a realizar tal atividade (9.605/88 Art. 37). Sendo assim caso esse inseto apareça em residências, comércios e indústrias, uma empresa especializada em controle de pragas devidamente registradas nos órgãos competentes deve ser solicitada a fim de traçar a melhor e mais segura metodologia de combate ou controle desse inseto.

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