Traficantes e terroristas na mira de ratos ciborgues

Traficantes e terroristas na mira de ratos ciborgues

Microchip implantado no cérebro torna olfato de roedores mais sensível. Acredita-se que os ratos seriam capazes também de detectar certas doenças em fase precoce.

Um projeto do Laboratório de Neurotecnologia para Percepção e Reconhecimento, que pertence à Universidade Federal do Sul, em Rostov-no-Don, prevê que roedores com microchips, os chamados “ratos ciborgues”, sejam usados no combate ao tráfico de drogas e ao terrorismo.

Segundo os desenvolvedores, os neurônios dos roedores contém milhares de proteínas receptoras naturalmente renováveis, de forma que isto lhes permite distinguir entre os mais diversos odores de forma mais eficiente do que modernos equipamentos, ou mesmo cachorros.

A ideia é que os roedores tenham os microchips implantados no cérebro para os sensores se tornem especializados. O sistema elevará, desse modo, a capacidade de reconhecimento dos roedores a níveis sem precedentes, afirmam os cientistas.

Depois de processar os reflexos fisiológicos do animal ao odor, o microchip poderá então codificar os impulsos cerebrais diante de diversos odores e emitir um sinal para qualquer computador conectado aos serviços de segurança.

Cada roedor também poderá ser formatado para responder a um odor específico.

Mas, apesar das perspectivas positivas, o treinamento do animal para reagir a uma determinada substância poderá levar de dois a três meses, enquanto a expectativa de vida dos ratos de laboratório não supera um ano.

“Além disso, tanto os roedores muito novos como os mais velhos, que já estão perdendo o olfato, não são aptos a essas funções”, explica o chefe do laboratório, Dmítri Medvedev.

O projeto chamou, porém, não só a atenção do Ministério para Situações de Emergência, como da pasta da Saúde. Acredita-se que os ratos seriam capazes ainda de detectar odores de certas doenças, como a tuberculose e alguns tipos de câncer, em fase precoce.

O primeiro modelo do sistema biotecnológico é esperado para meados de 2016.

Na Colômbia, os ratos de laboratórios estão sendo usados para localizar minas terrestres. Já na Holanda, detectam vestígios de pólvora em operações policiais, e em Israel é comum usá-los em aeroportos.

Em diversos casos, porém, são treinados para temer o odor, com choque elétrico. Em caso de detecção, o animal se esconde em um lugar pré-determinado ou fica paralisado.

Fonte: Gazeta Russa

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