Cupins

No ambiente urbano, quando se fala em cupins, sempre o associamos a sua ação destruidora de móveis, peças e partes de madeira, usadas nas edificações, por serem esses os elementos mais visíveis. A ação dos cupins nas edificações tem-se ampliado para partes não tão visíveis como as instalações elétricas e telefônicas.

Contratempos Ocasionados
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Danos às estruturas de madeira
> Danos a papéis e similares
> Danos a cabos elétricos
> Danos a cabos telefônicos subterrâneos

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Cryptotermes brevis ou cupim de madeira seca

Nome comum:
Cupim de madeira seca.

Biologia:

Essa espécie ocorre em todas as regiões do mundo. No Brasil, é a segunda pior praga entre os cupins das áreas urbanas. Uma colônia de cupim de madeira seca pode chegar a ter 3.000 indivíduos após 15 anos. Os soldados desta espécie têm a cabeça bem escura e fragmótica, isto é, há uma modificação da região anterior, formando uma região mais achatada ou escavada com a qual o inseto pode obstruir um orifício. As fezes são o mais típico sinal de infestação por cupins de madeira seca. As fezes apresentam o formato de pequenos grânulos ovalados (0,5mm de comprimento), adquirindo a coloração da madeira ou celulose que estiver ingerindo.

Do que se alimentam:

Alimentam-se da própria peça onde a colônia se instala, porém mantém intacta a superfície externa. Alimentam-se também de uma grande variedade de produtos que contenham celulose e de materiais de origem vegetal como madeira (viva ou morta), raízes de plantas, humos, forros de madeira, etc.

Onde vivem:

Móveis, livros, batentes de portas e janelas, esquadrias, pisos, armários embutidos e rodapés. Algumas vezes, o ataque por estes insetos é confundido com ataque por brocas. Estes insetos atacam madeiras em serrarias ou nos processos de extração, pois nesses locais a madeira não permanece tempo suficiente, salvo quando ficar estocada por longos períodos, possibilitando a instalação e desenvolvimento de uma colônia.

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Coptotermes gestroi ou cupim subterrâneo

Nome comum:
Cupim subterrâneo ou de solo.

Biologia:

Considerados um problema sério em áreas urbanas. Eles são comumente vorazes e endógenos na estrutura edificada e em árvores urbanas. Raramente produzem orifícios na superfície das peças atacadas, constroem galerias em paredes, tetos, interior de armários. As superfícies por onde caminham apresentam pontilhado castanho claro a amarelado. São cupins escavadores e estão em contato com o solo ou com alguma fonte constante de umidade.

Do que se alimentam:

Nidificam no solo, e coletam para sua alimentação madeira morta, gramíneas e outras fontes difusas de celulose. Principais alimentos: madeiras, gramíneas, fungos, raízes superficiais e canibalismo. Quando estes cupins se alimentam de madeira seca acima do solo (rodapé de uma casa, por exemplo), eles mantêm um ambiente úmido pela construção de túneis que vão do ninho a estas fontes de alimento.

Onde vivem:

São mais frequentes em solos úmidos e arenosos, em regiões quentes contendo alguma forma de alimento abundante. Normalmente, ocorrem embaixo de assoalhos com espaços para ventilação deficiente, o que condiciona condições ideais e resíduos de madeira deixados pelo chão. Em áreas urbanas, os cupins subterrâneos impressionam por sua versatilidade. Em edifícios altos observou-se que a colônia instalada nos andares mais altos não necessita de contato com o solo, uma vez provida de condições adequadas de abrigo e umidade. São observados também túneis de cupins construídos embaixo ou em meio ao reboco, em paredes de alvenaria, sendo comum os cupins esburacarem tijolos maciços de barro, nas paredes atacadas. Outra porta de entrada dos cupins em meios urbanos é feita através da arborização urbana, pois as árvores que são destinadas a este fim, além de estarem em um ambiente inadequado são plantadas e manejadas de forma totalmente equivocada.